ÔĽŅ Estudo de caracteriza√ß√£o do #queijo do Maraj√≥ √© o primeiro passo a certifica√ß√£o do produto

Estudo de caracterização do #queijo do Marajó é o primeiro passo a certificação do produto

O queijo do Maraj√≥ √© um produto genuinamente paraense, com potencial para os mercados interno e externo, e que possui um protocolo de produ√ß√£o, de acordo com a Lei Estadual de Produtos Artesanais (Lei 7.565, de 25/10/2011). A legisla√ß√£o permite at√© 40% de leite bovino no queijo de b√ļfala e para detectar e quantificar a presen√ßa dessa mistura, a Embrapa Amaz√īnia Oriental (Bel√©m/PA) e o Rikilt Institute, da Universidade de Wageningen (Holanda) desenvolveram um estudo de caracteriza√ß√£o do queijo marajoara. Cr√©ditos: Ronaldo Rosa / Embrapa Clique na imagem para v√™-la no seu tamanho original. O estudo, in√©dito para esse produto, realizou a caracteriza√ß√£o e an√°lise qu√≠mica do queijo por meio de duas t√©cnicas, a PCR em tempo real e a cromatografia gasosa. Com a primeira metodologia foram analisados fragmentos de genes espec√≠ficos de b√ļfala e vaca para identificar a presen√ßa deles nos queijos. J√° com a cromatografia gasosa verificou-se o perfil dos √°cidos graxos do produto, ou seja, foi poss√≠vel extrair a gordura do queijo e fazer a sua quantifica√ß√£o, tanto para a esp√©cie bubalina quanto para a esp√©cie bovina. “Utilizando a PCR em Tempo Real, ser√° poss√≠vel a detec√ß√£o, e com a cromatografia gasosa, a quantifica√ß√£o desses dois tipos de leite”, esclarece Marcelo Murad Magalh√£es, pesquisador da Embrapa Amaz√īnia Oriental. O trabalho √© resultado do p√≥s-doutorado do pesquisador Marcelo Murad Magalh√£es, que analisou amostras dos principais produtores de queijo do Maraj√≥ nos laborat√≥rios da institui√ß√£o europeia. Na fase inicial da pesquisa ele adaptou uma metodologia para detectar e quantificar a presen√ßa dos dois tipos de leite nos exemplares do queijo marajoara. Ele explica que a utiliza√ß√£o conjunta das duas t√©cnicas propicia sensibilidade, especificidade e precis√£o, conferindo maior credibilidade ao m√©todo. O pesquisador menciona que o trabalho √© o primeiro passo para o estabelecimento de um selo de qualidade para um queijo que seja 100% bubalino, sendo poss√≠vel alcan√ßar novos mercados com um produto regional e diferenciado. “Isso tamb√©m ir√° agregar valor √† cadeia produtiva presente na ilha do Maraj√≥”, afirma. A pesquisa analisou amostras dos nove principais produtores de queijo da regi√£o do Maraj√≥ para validar os padr√Ķes gen√©ticos referentes √†s ra√ßas bubalinas Murrah e Mediterr√Ęneo, que s√£o as principais produtoras de leite no estado do Par√°. Potencial Dados da Secretaria de Agricultura do Par√° (PA) indicam que o rebanho brasileiro de b√ļfalos est√° estimado em torno de 1,15 milh√£o de bubalinos, sendo a regi√£o Norte, detentora de 720 mil animais, a maior produtora do pa√≠s. Destaque para o Par√°, que responde por 39% do rebanho nacional. A esp√©cie bubalina se adapta facilmente em regi√Ķes com caracter√≠sticas semelhantes a da Amaz√īnia, apresentando elevados teores de gordura e s√≥lidos totais no leite, aumentando o rendimento na fabrica√ß√£o dos derivados em rela√ß√£o ao leite bovino. Al√©m disso, a produ√ß√£o e o consumo de leite de bubalino v√™m crescendo em fun√ß√£o da demanda por alimentos como queijos e manteiga. “Apesar da excelente aceita√ß√£o deste tipo de queijo no mercado, n√£o h√° estudos anal√≠ticos para definir as propor√ß√Ķes dessas misturas para os diferentes produtores da regi√£o”, conta o pesquisador Marcelo Murad Magalh√£es . Assim o preenchimento dessa lacuna pode contribuir para a certifica√ß√£o e autenticidade desse produto, aumentando o seu valor no mercado nacional e chegando a novos mercados. O instituto Rikilt √© refer√™ncia internacional em seguran√ßa alimentar e an√°lise qu√≠mica de produtos de origem animal, vegetal e organismos geneticamente modificados. A coopera√ß√£o t√©cnica com a Embrapa Amaz√īnia Oriental √© um passo importante para a pesquisa e futuramente contribuir√° com a certifica√ß√£o de produtos regionais. “E n√£o √© s√≥ com o queijo do Maraj√≥ que a Embrapa desenvolver√° esses estudos, iniciam-se outros sobre a autenticidade do mel das abelhas ind√≠genas sem ferr√£o e da farinha de mandioca amarela, e outros produtos regionais que podem obter selos de qualidade com padr√£o internacional”, conclui o pesquisador. FONTE Embrapa Amaz√īnia Oriental

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