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Brasil |20 abril, 2018

Leite | “Parte do leite produzido no Paraná não atende normas do Ministério da Agricultura”

Cerca de 30% do leite produzido no Estado do Paraná não atende a Instrução Normativa 62/2011, criada pelo Ministério da…

Cerca de 30% do leite produzido no Estado do Paraná não atende a Instrução Normativa 62/2011, criada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que estabelece normas para produção, identidade e qualidade dos leites tipo A, leite pasteurizado, cru refrigerado e do regulamento técnico da coleta e transporte a granel do leite cru refrigerado. A informação foi repassada na terça-feira (18) durante uma capacitação sobre a qualidade do leite, dos técnicos da Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Paraná (Emater), regional de Toledo e Cascavel.
Segundo o gerente técnico do Projeto Estratégico Leite Sustentável Oeste, Luiz Roberto Faganello, o trabalho de capacitação é realizado justamente para melhorar a qualidade do leite e dar suporte para a agricultura familiar. “A higiene do animal, do ordenhador e das instalações são ações necessárias para chegar a um leite de qualidade. Hoje existe uma tendência de valorização do leite que atenda às exigências de qualidade pelos laticínios, que chegam a pagar um preço maior por esse produto”, explica o gerente técnico.
qualidade do leite no Paraná
Especialistas em produção de leite capacitaram técnicos que atendem 48 municípios das regiões de Toledo e Cascavel (Foto: Caroline Hendges)
A capacitação foi realizada durante toda a terça-feira (18) e quarta-feira (19), no auditório de uma faculdade de Toledo. Dois especialistas em produção de leite, da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), estiveram na cidade para capacitar os técnicos que atendem 48 municípios das regiões de Toledo e Cascavel. “Trouxemos profissionais que estão atualizados para capacitar nossos técnicos. Posteriormente eles vão repassar todos esses ensinamentos para os produtores melhorarem a criação de vacas e a produção de leite lá no campo”, comenta Faganello.
Outro grande problema que deve ser levado em consideração, para melhorar a qualidade do leite, são os cuidados com a mastite. “Nos últimos 10 anos os produtores melhoraram muito questões ligadas à higiene do animal, do ordenhador e das instalações do local da ordenha. Porém os cuidados com a mastite não avançaram muito, e isso influencia diretamente na qualidade do leite, reduzindo o rendimento industrial, a validade dos produtos lácteos, além de afetar o produto oferecido ao consumidor”, alerta o gerente técnico.
A região Oeste ficou em segundo lugar no ranking de regiões do Estado, no ano de 2016, quando se fala em números de vacas ordenhadas. São 284 mil animais, somando 17,6%. A região Sudoeste está em primeiro lugar somando 340,7 mil vacas ordenhadas, o que representa 21%. Em terceiro lugar ficou a região Noroeste com 192,2 mil animais, o que representa 11,9% das vacas ordenhadas no Paraná.
Controle de qualidade 
Segundo dados do Observatório Territorial, realizado pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), a produção de leite do estado do Paraná no ano de 2016, foi de 2,74 bilhões de litros. O que representa 11,8% da produção brasileira. A região Oeste detém 22,5% da produção paranaense.
Com tanta oferta de leite no mercado, segundo Faganello, o produtor que oferecer um produto com qualidade consegue sair na frente. “Para isso, as indústrias enviam, geralmente uma vez por mês, amostras de leite de cada produtor para análise em laboratório credenciado, posteriormente esse produtores recebem o resultados das análises. Dessa forma é possível acompanhar a qualidade do leite em cada propriedade rural e solucionar os possíveis problemas detectados”.
O criador também pode realizar as análises laboratoriais, desde que também procure laboratórios credenciados. Afinal, segundo o gerente técnico da Emater, cerca de 20 a 30% do rebanho dos produtores tem algum problema que afeta a qualidade do leite. “Assim o produtor vai identificar qual vaca está com algum problema e tratar somente aquele animal específico”.
Os laboratórios devem ser credenciados na Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade de Leite (RBQL). As análises são realizadas com base na Contagem Bacteriana Total (CBT), na Contagem de Células Somáticas (CCS), na determinação dos teores de gordura, lactose, proteína, sólidos totais e sólidos desengordurados, além da pesquisa de resíduos de antimicrobianos. A composição mínima do leite cru refrigerado, por exemplo, deve conter 3,0% de gordura, 2,9% de proteína e 8,4% de sólidos não gordurosos.
Segundo informações do gerente técnico, a indústria pode chegar a pagar R$ 1,12 no litro de leite que atenda às exigências da Instrução Normativa 62/2011. O produto que está fora dos padrões exigidos está sendo comprado a um valor médio de R$ 1,00.
Fonte: Jornal do Oeste
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