Indústria de laticínios tem prejuízo de R$ 27 milhões com greve de camin

Indústria de laticínios tem prejuízo de R$ 27 milhões com greve de caminhoneiros: ‘produção praticamente parou’

Representantes de empresa em Patrocínio Paulista (SP) estimam perda de 11 milhões de litros de leite na paralisação. No país, rombo foi de R$ 1 bilhão no setor, aponta a Viva Lácteos.

Greve prejudica indústrias de laticínios da região de Ribeirão Preto

Greve prejudica indústrias de laticínios da região de Ribeirão Preto

Representantes de uma das maiores indústrias de laticínios do país com sede em Patrocínio Paulista (SP) estimam um prejuízo de R$ 27 milhões com a paralisação dos caminhoneiros.

Durante os bloqueios nas estradas, com a chegada reduzida de matéria-prima, a empresa calcula que deixou de processar pelo menos 11 milhões de litros de leite e chegou a dispensar em torno de 70% de seus funcionários na fábrica na região de Ribeirão Preto (SP).

Os números fazem parte de uma realidade que afeta todo o setor após o fim da greve dos motoristas. Em todo o país, a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) anunciou um prejuízo de pelo menos R$ 1 bilhão em toda a cadeia produtiva e 300 milhões de litros descartados.

“A nossa cadeia foi a que pagou mais caro por conta dessa paralisação”, afirma o superintendente da Leite Jussara, Odorico Barbosa.

Indústria de laticínios em Patrocínio Paulista (SP) (Foto: Reprodução/EPTV)Indústria de laticínios em Patrocínio Paulista (SP) (Foto: Reprodução/EPTV)

Indústria de laticínios em Patrocínio Paulista (SP) (Foto: Reprodução/EPTV)

As entregas, geralmente feitas por cinco estados, foram limitadas às que chegavam de Araxá (MG), com uma malha viária não afetada pelos bloqueios. Do total de empregados em Patrocínio Paulista, 500 foram dispensados.

Com isso, a produção diária ficou oito vezes menor, segundo Barbosa. “Produzimos cerca de 1,2 milhão de litros de leite por dia e isso caiu para coisa de 100 mil, 150 mil”, diz.

O impacto deve ser ainda pior para os produtores de leite, que dependem exclusivamente da comercialização do produto e tiveram que, na maioria das vezes, jogar fora o que tinham, analisa o superintendente.

“Todo esse leite foi jogado fora. O produtor, essa é a fonte primária de renda dele, isso ele não recupera, não tem como. Ele jogou esse leite fora e nós vamos ter um problema muito sério.”

Animal de fazenda com produção de leite em Viradouro (SP) (Foto: Reprodução/EPTV)Animal de fazenda com produção de leite em Viradouro (SP) (Foto: Reprodução/EPTV)

Animal de fazenda com produção de leite em Viradouro (SP) (Foto: Reprodução/EPTV)

Diretor comercial da indústria, Laércio Barbosa acredita que isso repercuta no bolso do consumidor, que pagará mais caro.

“Não sabemos em qual nível. Isso vai depender. No momento em que se restabelecer a coleta de leite, os especialistas dizem que a produção deve voltar cerca de 10 a 20% menor do que vinha sendo produzido por conta da falta de alimentação dos animais nesse período”, afirma.

Em vez de jogar fora, o produtor rural de Viradouro (SP) Afonso José Ferreira doou seus estoques de leite para os moradores. Em dois dias, foram ao menos 7,7 mil litros que seriam destinados a um comprador de Araras (SP), mas que ficou inacessível por causa dos bloqueios. “Isso aí é o faturamento que a gente tem, é prejuízo direto mesmo”, afirma.

https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/diretor-de-laticinio-ve-prejuizo-de-r-27-milhoes-com-greve-dos-caminhoneiros-producao-praticamente-parou.ghtml

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