Após diminuição dos lucros, tradings se preparam para efeitos da estiagem

#Após diminuição dos lucros, tradings se preparam para efeitos da estiagem

Os lucros lí­quidos das principais tradings globais do agronegócio despencaram no último trimestre diante do baixo dinamismo das economias do Hemisfério Norte, aliado í  forte volatilidade dos mercados de commodities mundiais. Mal digeriram os resultados tí­midos do último trimestre – e do ano -, também impactados pela queda das safras em importantes paí­ses produtores, as companhias se preparam para os problemas derivados da estiagem histórica que prejudica as lavouras de grãos nos Estados Unidos.

Analistas acreditam que, a princí­pio, melhor se sairão as companhias que mais tiverem operação consolidada fora dos Estados Unidos, como na América do Sul e na Europa.

Já no último trimestre, as margens negativas do negócio de etanol de milho americano penalizaram as empresas com maior posição nesse setor, como Archer Daniels Midland (ADM), que é a maior produtora de etanol de milho do mundo. As cotações do grão em alta aumentaram os custos do biocombustí­vel, em um momento de retração de demanda e excesso de oferta. Assim, no último trimestre, o segmento deu prejuí­zo de US$ 61 milhões í  ADM. Nos quatro trimestres do ano fiscal, o resultado negativo é de US$ 74 milhões.

A certeza do aperto na oferta de milho – vindo da pior seca desde 1988 no Meio Oeste americano – deve afetar a empresa nos próximos meses. í€ Dow Jones Newswires, especialistas disseram acreditar que a ADM tem uma grande exposição aos estoques estreitos de milho nos Estados Unidos do que qualquer outro competidor, particularmente a Bunge, que espera uma grande safra na América do Sul para superar os problemas nos Estados Unidos. A Bunge também foi penalizada no segmento de biocombustí­veis, mas com a quebra da safra de cana-de-açúcar nas suas usinas brasileiras.

A ADM teve a segunda maior queda trimestral entre as tríªs gigantes do agronegócio – ADM, Bunge e Cargill. A empresa registrou lucro lí­quido de US$ 284 milhões, 25,45% menor. No ano fiscal, a retração foi mais aguda, com o resultado lí­quido a US$ 1,223 bilhão, 40% abaixo dos US$ 2,036 bilhões do ano anterior.

Além do negócio de “bioprodutos”, do qual o etanol de milho é o principal item, a ADM também viu seu lucro operacional de “serviços agrí­colas” recuar US$ 222 milhões – ou 64% -, diante da menor oferta de grãos da safra 2011/12 nos Estados Unidos. O que amorteceu a queda foi o bom desempenho da América do Sul, segundo a CEO da ADM, Patricia Woertz.

Ela afirmou em comunicado que a companhia está observando a condição no Meio Oeste, mas também acompanha de perto as lavouras na América do Norte e da Europa. “Temos uma equipe experiente para lidar com esse tipo ambiente”, garantiu a executiva.

No último trimestre encerrado em 31 de maio, o lucro da Cargill mergulhou 81,75% para US$ 73 milhões. No perí­odo, os negócios de processamento de oleaginosas e de carnes na América do Norte lideraram o decréscimo de margens. No acumulado do ano fiscal – quando o lucro recuou 56% – também contribuí­ram negativamente as perdas nos negócios de algodão e de açúcar. O bom desempenho veio da área de ingredientes alimentí­cios, que trouxe impacto positivo tanto no trimestre, quanto no ano fiscal.

Para enfrentar os riscos cada vez mais acentuados de seu negócio, que já vem sendo machucado por margens fracas há alguns trimestres, a Cargill apostou na fórmula “corte de gastos e investimentos”. No fim do ano passado, deu iní­cio a um plano de redução de custos US$ 400 milhões, o que incluiu demissão de dois mil funcionários em todo o mundo. Adicionalmente, investiu no ano fiscal recém finalizado mais de US$ 4 bilhões – aquisições, joint ventures e expansão de operações. “Esses investimentos significativos aumentam nossa habilidade para dar suporte aos nossos consumidores”, disse o CEO da empresa Greg Page.

A Bunge, que no segundo trimestre (encerrado em 30 de junho) teve um lucro de US$ 274 milhões – 13,3% menor do que em igual intervalo do ano anterior – está se preparando para usar sua estrutura logí­stica global para originar o máximo possí­vel de produtos agrí­colas fora dos Estados Unidos. O objetivo é minimizar a safra americana de milho 12,7% menor, segundo o USDA.

A empresa espera ainda uma recuperação de sua operação de açúcar e bioenergia no Brasil, onde a companhia é um importante player e perdeu produtividade por intempéries que afetaram a safra de cana. No trimestre encerrado em 30 de junho, essa unidade de negócio registrou prejuí­zo operacional de US$ 28 milhões, ante o lucro de US$ 18 milhões do mesmo trimestre do ano anterior. No semestre, acumula prejuí­zo de US$ 61 milhões.
Fonte: Valor Econí´mico

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