Argentina – Apesar de queda nas vendas, a produção de leite terminará

Argentina – Apesar de queda nas vendas, a produção de leite terminará em alta

Produção/AR – A produção de leite voltou a cair em setembro na comparação anual, repetindo o percentual de -2% de agosto. Dois meses consecutivos de baixa na produção tendo como as principais causas, as fortes inundações que sofreram, sobretudo, as províncias com as maiores bacias leiteiras, como: Buenos Aires, Córdoba e Santa Fe.
Também o norte de La Pampa foi fortemente afetado.O Subsecretário do setor Lácteo do Ministério de Agroindústria, Alejandro Sammartino, disse a El Cronista que esta situação de excessos hídricos “interrompeu a recuperação que vinha ocorrendo desde o segundo trimestre”, como as elevações de 5% em abril, 4% em maio e junho, e 3% no mês de julho. Até agosto, a indústria de laticínios apresentou baixa geral de 6% no acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2016, diante das quedas verificadas nos três primeiros meses do ano (onde foi observada queda interanual de até 8% em fevereiro). Os dados de setembro foram as últimas informações divulgadas pelo relatório Tablero de Control setorial da Subsecretaria. O destaque vai para a forte queda das vendas ao mercado interno, principalmente de leite fluido. Este segmento teve baixa de 9% no período de janeiro a agosto de 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entretanto, houve um forte crescimento das vendas de leite em pó, 54%, no mesmo período. Para Sammartino isto se explica pelas mudanças de tendências de compras dos consumidores: “Nos últimos meses ocorreu uma variação nos canais de comercialização, com quedas das vendas nos supermercados pequenos e crescimento nos segmentos atacadistas. Além disso, tivemos redução geral de consumo no primeiro semestre, ainda que a tendência comece a mudar nos últimos meses”, esclareceu o Subsecretário. Segundo suas perspectivas, a produção de leite terminará o ano com crescimento entre 2 e 3% em comparação com 2016. “Estaremos longe da produção de 2015”, afirmou.
No ano passado a produção foi de 9.711 milhões de litros, o que significou queda de 14,17% em comparação com 2015, sendo a pior marca desde 2007. Sammartino estima que em 2018 poderá voltar a alcançar pelo menos a produção de 2015, e também se mostrou otimista em relação à recuperação das exportações, que nos últimos dados mostra queda de 30% (entre janeiro e agosto, em relação ao ano anterior). “Esperamos que este volume fique entre 10 e 20% de baixa, levando em conta que na primavera se produz muito mais leite, com um preço internacional atrativo”, declarou. Neste segmento, o principal destino das exportações é o Brasil (46% do total), sendo que 80% das vendas se concentram entre: Brasil, Rússia, China, Argélia, Chile e Paraguai.
A crise do setor ficou evidente nos dados do Observatório da Cadeia Láctea (OCLA), onde mostra que em 2016 foram fechadas 460 fazendas de leite, duplicando a taxa média dos últimos anos. A SanCor aparece como o caso mais emblemático da indústria, que no entanto, mantém expectativas de recuperação. O próprio ministro da Agroindústria, Ricardo Buryaile, assegurou que o país espera firmar um convênio com o governador da província de Santa Fe, Miguel Lifschitz, para liberar 50 milhões de pesos que serão destinados a ajudar a situação da cooperativa. “Comunicou ao governador em 21 de setembro, que estava para firmar o acordo e transferir os recursos”, disse Buryaile, acrescentando que o Governo Federal destinou um total de 700 milhões de pesos para a SanCor.
http://www.terraviva.com.br/site/index.php?option=com_k2&view=item&id=14248:argentina-apesar-de-queda-nas-vendas-a-producao-de-leite-terminara-em-alta

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