ÔĽŅ Aumento da produ√ß√£o de leite passar√° pela gen√©tica

Aumento da produção de leite passará pela genética

S√£o Paulo – Para que no futuro se possa ordenhar leite com maior concentra√ß√£o de prote√≠¬≠nas e validade prolongada, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu√°ria (Embrapa) estuda formas de manipular geneticamente o embri√£o bovino. Hoje, companhias privadas, como a Pfizer, j√° conseguem mapear o DNA de algumas ra√ßas de boi. Mas os avan√ßos nesse campo carecem de recursos p√ļblicos e parecem estar atrasados no segmento da pecu√°ria leiteira.

“Ainda n√£o estamos perto dos resultados. Podemos at√© produzir esses animais [que produzam leite com mais prote√≠¬≠na e longevidade], mas n√£o atingiriam escala. Estamos trabalhando um m√©todo eficiente de produ√ß√£o”, disse o pesquisador Lu√≠¬≠s S√©rgio Carvalho, da Embrapa Gado de Leite, explicando que o desafio da pesquisa √© descobrir um meio de fazer cessarem os danos causados ao feto bovino durante os estudos. “Muitas das gesta√ß√Ķes ainda s√£o abortadas no m√©todo que utilizamos.”

Quest√Ķes √©ticas e de crivo oficial tamb√©m est√£o no caminho das pesquisas – afinal, o que se est√° tentando fazer √© transformar a origem da vida bovina e, com isso, determinar o volume e o tipo de leite que a vaca ir√° produzir. “Procuramos aprimorar as tecnologias que j√° existem e identificar poss√≠¬≠veis novas tecnologias”, explicou Carvalho.

Com uma pergunta, levantou os objetivos da empreitada cient√≠¬≠fica: “O que inserir no embri√£o que possa servir √≠¬† sociedade?”

Os resultados, segundo o pesquisador, trariam benef√≠¬≠cios para os segmentos pecu√°rio e de latic√≠¬≠nios. “Imagine que uma ind√ļstria de queijo queira produzir uma pe√ßa com mais prote√≠¬≠nas e menor volume de leite. Ser√° poss√≠¬≠vel”, afirmou Carvalho. O ramo farmac√≠¬™utico tamb√©m poderia ser beneficiado com a descoberta de m√©todos para selecionar elementos de valor medicinal, como a insulina, no leite bovino – o que j√° est√° sendo feito na Argentina, de acordo com Carvalho.

Mas, aparentemente, o orçamento da Embrapa não corresponde í  magnitude das pesquisas. São R$ 700 mil para dividir entre quatro laboratórios (tríªs da empresa e um da Universidade Estadual do Ceará) em tríªs anos de estudo, de acordo com Carvalho. O financiamento é baseado em editais e no Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientí­fico e Tecnológico (CNPQ).

Mapeamento

O que se tem hoje, já em fase de comercialização, é o mapeamento genético de algumas raças bovinas. A Pfizer, por exemplo, oferece desde março um serviço de análise de DNA das fíªmeas de tríªs raças: holandíªs, jersey e pardo suí­ço. Ao custo de R$ 150, o produtor recebe um kit, extrai o material e envia para a companhia, que devolve um diagnóstico.

“√≠‚Äį uma ferramenta para identificar f√≠¬™meas jovens com maior potencial gen√©tico em v√°rias caracter√≠¬≠sticas”, explicou o gerente de Marketing da √°rea de gen√©tica bovina da companhia, Pablo Paiva. Segundo ele, o objetivo do mapeamento √© “concentrar os esfor√ßos em animais com maior m√©rito gen√©tico, identificar as f√≠¬™meas mais adequadas para tecnologias reprodutivas e permitir a identifica√ß√£o dos pontos negativos que podem ser melhorados nas gera√ß√Ķes futuras”.

Alimenta√ß√£o em 1√ā¬ļ lugar

Para o coordenador do programa Balde Cheio, Artur Camargo, “antes de pensar em gen√©tica, √© preciso primeiro alimentar bem o animal”. A iniciativa da Embrapa conta com tr√≠¬™s mil produtores, assistidos por 500 t√©cnicos de extens√£o rural, e se prop√Ķe a disseminar boas pr√°ticas pecuaristas, como recupera√ß√£o de solo, silagem e rod√≠¬≠zio de culturas.
Fonte: DCI – Di√°rio do Com√©rcio & Ind√ļstria

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