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Brasil |31 agosto, 2017

Argentina | Brasil quer impedir a entrada de leite em pó da Argentina e Uruguai

Comércio Mercosul – O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Blairo Maggi disse que promoverá a exclusão dos lácteos do regime de livre comércio

Comércio Mercosul – O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Blairo Maggi disse que promoverá a exclusão dos lácteos do regime de livre comércio vigente no Mercosul para “eliminar as distorções provocadas pelas importações de produtos uruguaios”.

Maggi quer equiparar a situação dos lácteos com o do açúcar, um produto que conta com direitos de importação dentro do Mercosul de 18% a 20% para proteger a indústria açucareira argentina de seus pares brasileiros (muito mais competitivos). “Vamos fazer estudos para avaliar essa possibilidade (impor direitos de importação dentro do bloco, para os lácteos); o tema já foi levado ao presidente Michel Temer e ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes”, assegurou Magi em comunicado oficial. A partir de maio de 2018 as cotas de exportação de leite em pó assinado pela Argentina e Brasil deixará de existir, retornando os desequilíbrios regionais gerados nos últimos anos no Mercosul. No dia 14 de agosto representantes do Centro da Indústria de Laticínios (CIL) da Argentina, depois de expirar o limite de 51.600 toneladas correspondentes ao ciclo 2016/17, renegociou em Brasília a extensão do mesmo até maio do ano que vem, com um volume mensal máximo de 5.000 toneladas. A partir de junho de 2018, as exportações estarão liberadas. Durante a reunião realizada em Brasília, da qual participaram representantes do setor agropecuário e do Ministério da Agricultura, os negociadores do CIL sustentaram que era impossível sustentar a continuidade das cotas, se o mesmo não ocorre também com o Uruguai, gerando um prejuízo considerável para a indústria de laticínios da Argentina. Nos primeiros sete meses de 2017, segundo dados oficiais, o Brasil importou 18.718 toneladas de leite em pó integral da Argentina, enquanto que as compras do Uruguai nesse período foram 88% mais elevadas (35.188 toneladas). Em 2016 a distância foi ainda maior, 150% (sendo 86.217 toneladas enviadas pelo Uruguai, contra 34.438 de colocações da Argentina). Nesse contexto, Maggi, a partir do intenso lobby que vem sendo realizados pelas cooperativas de laticínios brasileiras, quer impedir a entrada de leite em pó do Uruguai e da Argentina, para aumentar os preços internos do leite ao produtor.

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