China compra mais, mas oferta maior segura preço de lácteos

China compra mais, mas oferta maior segura preço de lácteos

 
Variáveis opostas no mercado internacional de lácteos têm segurado os preços do leite em pó integral – o produto mais negociado do segmento – numa faixa entre US$ 3.000 e US$ 3.300 por tonelada e limitado as oscilações. Ontem, no leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), o índice de preços dos lácteos, que compreende uma cesta de produtos, teve leve alta, de 0,3%, para US$ 3.323 por tonelada.

Embora o índice tenha registrado valorização, a cotação do leite em pó integral caiu 1,6%, para US$ 3.100 por tonelada. O leite desnatado recuou 1,2%, para US$ 1.944 por tonelada. A ligeira alta no índice foi garantida pelo aumento dos preços de outros lácteos, como a manteiga (alta de 3,8%) e a gordura láctea anidra (avanço de 3,6%). Os preços do leite integral no leilão GDT têm oscilado entre US$ 3.000 e US$ 3.300 desde o início do ano, à exceção de um período de maior pressão entre fevereiro e começo de maio.

Ainda que haja indicadores de aumento da demanda, com a volta da China às compras, há aumento na produção de leite dos principais países produtores, o que explica o comportamento do mercado, diz Valter Galan, analista da consultoria especializada MilkPoint.

Entre janeiro e julho deste ano, o país asiático importou 496 mil toneladas de leite em pó integral e desnatado, alta de 11% sobre igual período de 2016 (quase 50 mil toneladas adicionais). Considerando só o mês de julho, o país importou 41 mil toneladas de leite integral (ante 25 mil em julho de 2016) e 26 mil toneladas de leite desnatado, o dobro de um ano antes, conforme dados compilados pelo MilkPoint. Os país também ampliou as importações de queijo e de manteiga de janeiro a julho.

Para Galan, os dados indicam que a China está “efetivamente voltando ao mercado de lácteos, não só leite em pó”, o que pode sinalizar alta do preço internacional.

Em contrapartida, há fundamentos que indicam recuo dos preços, como a alta da produção e de estoques em exportadores, observou. Conforme dados compilados pela consultoria, entre janeiro e julho a produção de leite no Uruguai subiu 6,9% na comparação com o mesmo período anterior. Na Argentina, a alta foi de 0,4% em igual comparação e nos EUA, de 1,5%. Na Nova Zelândia, a alta foi de 3,9% de janeiro a junho – só em junho, foi de 20,4% – e na União Europeia, houve queda de 0,7%.

Além disso, os estoques de leite desnatado cresceram na UE, para 385 mil toneladas (eram de 332 mil toneladas em igual momento de 2016). Nos EUA subiram para 135 mil toneladas (eram de 105 mil toneladas).

“Se de um lado, a China aponta para avanço da demanda, do outro a produção e os estoques apontam para arrefecimento de mercado”, afirma Galan.
Fonte: Valor Econômico.

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