Cientistas brasileiros sequenciam o genoma do Zebu Leiteiro

Cientistas brasileiros sequenciam o genoma do Zebu Leiteiro

Tríªs anos após a divulgação do mapeamento do genoma bovino, realizado pela comunidade cientí­fica internacional, o Brasil apresenta os primeiros resultados do sequenciamento genético de animais das raças zebuí­nas para leite. O anúncio do mapeamento do genoma do Gir Leiteiro e do Guzerá será feito no dia quatro de maio, em Uberaba, í s 14h30, durante a Expozebu – uma das maiores exposições pecuárias do mundo.

O anúncio será realizado no estande do Programa de Melhoramento Genético de Zebuí­nos (PGMZ), da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ). O evento contará com a presença do secretário de Estado de Ciíªncia Tecnologia e Ensino Superior (SECTES) de Minas Gerais, Nárcio Rodrigues, do chefe geral da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela, da coordenadora do Polo de Excelíªncia em Genética Bovina de Minas Gerais, Beatriz Cordenonsi Lopes e de representantes da UFMG e Fiocruz (parceiros do projeto).

O sequenciamento do genoma bovino, noticiado em abril de 2009 pela revista Science, envolveu cerca de 300 cientistas de todo o mundo, inclusive pesquisadores brasileiros. O animal objeto de estudo foi uma vaca da raça Hereford, que pertence í  subespécie Bos taurus taurus, de origem europeia, assim como as raças Holandesa, Jersey e Pardo Suí­ço. Os animais das Raças Gir e Guzerá são da subespécie Bos taurus indicus. “De origem indiana, esta segunda subespécie tem grande importí¢ncia econí´mica para o Brasil e paí­ses de clima tropical”, diz o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Gado de Leite, Rui Verneque. São animais rústicos e se adequam melhor í s regiões de temperaturas mais elevadas.

Dada a estas caracterí­sticas, a comunidade cientí­fica nacional acredita ser muito importante conhecer o genoma do gado zebuí­no. “Ao descobrir quais as diferenças genéticas entre as raças europeias e indianas, poderemos subsidiar os estudos de melhoramento genético dos rebanhos Gir e Guzerá”, afirma Marcos Viní­cius G. B. da Silva, pesquisador da Embrapa Gado de Leite e coordenador do projeto. Segundo o pesquisador, o mapeamento possibilitará o desenvolvimento de ferramentas especí­ficas para a seleção de animais zebuí­nos.

A maioria do gado bovino no Brasil é formada pelo Zebu (Nelore, Gir, Guzerá e Indubrasil) e seus mestiços com raças europeias. Na sequíªncia dos estudos, será realizado o mapeamento das raças Sindi e da raça sintética Girolando. O trabalho é coordenado pela Embrapa Gado de Leite e envolve a Universidade Federal de Minas Gerais; a SECTES; os Pólos de Excelíªncia do Leite e Genética Bovina de Minas Gerais; Fiocruz – Instituto René Rachou e associações de criadores.

A matéria é de Rubens Neiva

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