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Sin categoría |6 junio, 2012

Indústria | #Com preço menor, entressafra do leite será atí­pica este ano

Os efeitos tí­picos da entressafra do leite (redução de oferta e aumento de preços), entre junho e julho, devem passar…

Os efeitos tí­picos da entressafra do leite (redução de oferta e aumento de preços), entre junho e julho, devem passar batidos em 2012. Como diminuiu a demanda pelos produtos lácteos e cresceu o custo de produção, especialistas da cadeia leiteira projetam estabilidade ou queda para a remuneração, no perí­odo, de produtores, laticí­nios e cooperativas. A importação de leite, principalmente da Argentina, também vai afetar os preços do produto.

Produzir leite ficou 12% mais caro neste ano, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em abril, a alta foi de 7%, em relação a 2011, e de 20% na comparação com o mesmo míªs de 2010. A alimentação dos animais e a mão de obra puxaram a alta, de acordo com a pesquisadora Aline Barrozo. “O mercado está bem atí­pico e é difí­cil ver o que vai acontecer”, diz ela. “Na entressafra, o normal é o preço subir em função da menor oferta. Mas, neste ano, os preços estão estáveis”, observa. A cotação média do leite, em maio, foi de R$ 0,82 por litro – menos de 3% acima dos preços praticados, no mesmo míªs, em 2010 e 2011.

Na outra ponta da cadeia produtiva, os varejistas pressionam os laticí­nios e as cooperativas pela manutenção de preços, a despeito de a produção ter se tornado mais custosa, segundo um representante da base produtiva.

“Existe uma pressão para se baixar os preços, mas não por excesso de produção. O varejo não faz estoque e quer preços menores para não perder em vendas”, aponta o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), Jorge Rubez. Para ele, a pressão do varejo já atingiu o plano intermediário da cadeia produtiva, isto é, laticí­nios e cooperativas. “Existe um risco muito grande de a indústria repassar a redução de preços ao produtor”, afirma o representante. “Isso deve acontecer agora, em junho”, prevíª.

Aline destaca que há um desaquecimento da demanda final por produtos da pecuária, como a carne e o leite – o que ajudaria a entender a pressão exercida pelos varejistas. “Neste momento, o mercado está sendo influenciado pela demanda”, diz a especialista. Outros fatores

Para o analista de mercado Rafael Ribeiro, da Scot Consultoria, “a questão da demanda é pontual”, enquanto o acirramento da concorríªncia no segmento leiteiro é um fator estrutural de pressão sobre os preços. “Há cada vez mais empresas no setor”, afirma.

Ribeiro tem observado, neste ano, a redução mensal da oferta de leite sem a consequente elevação dos preços. “Os pagamentos continuam estáveis”, ele diz. “A perspectiva, no curto prazo, é de queda ou estabilidade nos preços. Há uma pressão de baixa, em função da dificuldade de venda”, diz.

A captação de leite caiu 4% em abril, segundo o Cepea. Desde janeiro, vem caindo em todos os principais estados produtores. Pode-se relacionar a queda í  estiagem prolongada que devastou parte da produção agropecuária brasileira, principalmente na Região Sul do Paí­s, no iní­cio deste ano. Apesar disso, os preços praticamente não subiram: em abril, o í­ndice de preços do Cepea registrou aumento de apenas R$ 0,1 no preço pago (por litro) ao produtor, que chegou a uma média de R$ 0,86.

Com a entressafra, o esperado aumento da remuneração poderia vir í  tona. Entretanto, como observa Rubez, da Leite Brasil, 85% dos produtores, atualmente, fazem silagem, evitando a redução da oferta no meio do ano. “O leite entre pela boca da vaca”, explica o representante. Armazenando grãos e capim em silos, a base produtiva consegue sustentar a oferta (ajudando os preços a ficarem na mesma).

Importações, produção

Ainda que os preços do leite brasileiro se mantenham estáveis neste ano, o produto não consegue competir com o da Argentina ou o do Uruguai. “Ainda está num patamar muito elevado”, diz Robeiro. Neste ano, o Paí­s já importou US$ 226,97 de produtos lácteos, entre janeiro e maio. No ano passado, US$ 704,72.

Um acordo em vigor com argentinos impede a entrada mensal de volumes superiores a 3,6 mil toneladas de leite em pó do paí­s vizinho no Brasil. “A ideia é diminuir a pressão sobre o mercado interno, que não tem competitividade”, comenta Ribeiro.

Neste ano, o Paí­s deve produzir de 3% a 4% a mais de leite, nas estimativas de Leite Brasil. Para a consultoria Scot, o crescimento deve ser de 1,5% a 2%. Em 2011, produziu-se 31 bilhões de litros, com alta “medí­ocre” de 1%, de acordo com Rubez.
Fonte: DCI – Diário do Comércio & Indústria

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