ÔĽŅ Como Brasil transformou animal sagrado de maraj√° indiano em revo

Como Brasil transformou animal sagrado de marajá indiano em revolução genética e mercado bilionário

Comprado de um marajá e trazido ao Brasil em viagem que levou dois anos, boi Krishna impulsionou revolução genética que fez produção de leite quadriplicar no país.


Por Jo√£o Fellet, BBC

 

Krishna viveu só um ano no Brasil, mas deixou herdeiro que espalhou seu DNA pelo rebanho nacional (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)Krishna viveu só um ano no Brasil, mas deixou herdeiro que espalhou seu DNA pelo rebanho nacional (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)

Krishna viveu só um ano no Brasil, mas deixou herdeiro que espalhou seu DNA pelo rebanho nacional (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)

Entre goles de café, o espanhol Celso Garcia Cid examinava a correspondência na espaçosa sede de sua fazenda no interior do Paraná quando a foto de um bezerro o hipnotizou.

Ele havia sido fotografado pelo vaqueiro Ildefonso dos Santos, enviado por Cid √† √ćndia em 1958 para romper o dom√≠nio de criadores do Tri√Ęngulo Mineiro na pecu√°ria brasileira.

“Tudo que se diga desse animal n√£o poder√° revelar o que seja ‚Äď √© um colosso”, descreveu o vaqueiro. O touro pertencia √† ra√ßa Gir, famosa pelos chifres para baixo e pela pelagem branco-avermelhada. Chamava-se Krishna, como um dos deuses mais populares do Hindu√≠smo, religi√£o majorit√°ria na √ćndia.

“Compre urgente esse boi!”, ordenou Cid em telegrama ao auxiliar. Trazido ao Brasil em 1960, o touro impulsionou uma revolu√ß√£o gen√©tica que fez do Gir uma das ra√ßas mais valorizadas no milion√°rio mercado de embri√Ķes bovinos e gerou uma linhagem mesti√ßa hoje respons√°vel por 80% da produ√ß√£o de leite nacional.

O feito chamou a aten√ß√£o at√© do governo indiano ‚Äď que, agora, busca o Brasil para reintroduzir a ra√ßa em sua terra natal, onde ela quase desapareceu ap√≥s cruzamentos malsucedidos e jamais teve a produtividade alcan√ßada em fazendas brasileiras.

Celso Cid recebeu o marajá de Bhavnagar em sua fazenda em Sertanópolis, no início dos anos 1960 (Foto: BBC)Celso Cid recebeu o marajá de Bhavnagar em sua fazenda em Sertanópolis, no início dos anos 1960 (Foto: BBC)

Celso Cid recebeu o marajá de Bhavnagar em sua fazenda em Sertanópolis, no início dos anos 1960 (Foto: BBC)

Neto de Cid e um dos herdeiros de sua fazenda, o advogado Guilherme Sachetim diz que a compra de Krishna “foi um divisor de √°guas na pecu√°ria brasileira”.

Ele afirma que o touro “refrescou o sangue” do gado leiteiro nacional em um momento em que a consanguinidade limitava a produtividade dos rebanhos.

A chegada de Krishna coincidiu com o avanço das técnicas de melhoramento genético, que disseminaram pelo Brasil o DNA de touros e vacas de alto desempenho.

Hoje, segundo Sachetim, a linhagem de Krishna est√° presente em 80% do rebanho Gir brasileiro e se espalhou por quase todos os pa√≠ses das Am√©ricas. “Milh√Ķes de pessoas foram beneficiadas com essa importa√ß√£o”, afirma.

No tempo dos maraj√°s

A saga do touro liga o Brasil √† era dos maraj√°s na √ćndia, quando poderosos locais governavam microestados e desenvolveram linhagens que deram origem √†s principais ra√ßas de gado indiano, tamb√©m chamado de zebu.

Em Bhavnagar, no oeste do pa√≠s, a fam√≠lia governante notabilizara-se pela cria√ß√£o de bois e vacas mais preparados para resistir √† maior amea√ßa local: ataques de le√Ķes. Gra√ßas aos chifres voltados para tr√°s e para baixo, os pesco√ßos dos animais ficavam protegidos das mordidas dos predadores.

Vacas Gir em fazenda próxima a Juiz de Fora (MG) podem produzir 20 litros de leite por dia (Foto: JOÃO FELLET/BBC)Vacas Gir em fazenda próxima a Juiz de Fora (MG) podem produzir 20 litros de leite por dia (Foto: JOÃO FELLET/BBC)

Vacas Gir em fazenda próxima a Juiz de Fora (MG) podem produzir 20 litros de leite por dia (Foto: JOÃO FELLET/BBC)

A ra√ßa, selecionada ao longo de dois mil anos, foi batizada de Gir ‚Äď nome de uma floresta local.

Quando Celso Garcia Cid mandou seu vaqueiro √† √ćndia, em 1958, a era dos maraj√°s j√° havia se encerrado. Ap√≥s a independ√™ncia do pa√≠s, em 1947, autoridades passaram a confiscar os bens dos antigos governantes.

Mas o maraj√° de Bhavnagar, Shri Virbadrasinghji, conseguiu preservar parte da linhagem desenvolvida pela fam√≠lia, e que teve todos os cruzamentos registrados em livros de anota√ß√Ķes nos √ļltimos tr√™s s√©culos.

Antes de morrer, o maraj√° de Bhavnagar, Shri Virbadrasinghji, doou todas as vacas para Celso Cid (Foto: BBC)Antes de morrer, o maraj√° de Bhavnagar, Shri Virbadrasinghji, doou todas as vacas para Celso Cid (Foto: BBC)

Antes de morrer, o maraj√° de Bhavnagar, Shri Virbadrasinghji, doou todas as vacas para Celso Cid (Foto: BBC)

Uma das joias do rebanho era o touro Krishna.

Em “O Tempo de Seo Celso”, biografia do fazendeiro, morto em 1972, o jornalista Domingos Pellegrini narra a negocia√ß√£o para trazer o boi ao Brasil.

Ap√≥s o patr√£o ordenar a compra do touro, Ildefonso dos Santos telefonou para o pal√°cio do maraj√°. Por sorte, o secret√°rio do indiano falava portugu√™s ‚Äď possivelmente aprendido em Goa, naquela altura ainda uma col√īnia portuguesa na √ćndia.

O secretário disse que Krishna já havia sido negociado e que o resto do rebanho não estava à venda. Mas o marajá, que acompanhava a conversa, ficou curioso com o interesse de um comprador vindo de terras tão distantes e convidou Ildefonso ao palácio.

Os dois se encontraram, e o vaqueiro convenceu o maraj√° a lhe vender Krishna e outras vacas ‚Äď que se uniram √†s dezenas de cabe√ßas que ele j√° havia adquirido de outros criadores.

Mais de um ano depois, Ildefonso embarcava no porto de Madras com toda a boiada rumo ao Mar Vermelho. O navio Cora atracou na Ar√°bia Saudita, cruzou o Canal de Suez e passou ao Mediterr√Ęneo.

Três tempestades e quarenta e quatro dias depois da partida, chegou à Guiana Francesa. Antes de alcançar o destino final, o rebanho teve de passar por uma quarentena na Ilha das Cobras, no litoral do Paraná, o momento mais penoso da jornada.

Cid quebrou dom√≠nio de pecuaristas do mineiros, reabrindo o Brasil a importa√ß√Ķes de gado indiano (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)Cid quebrou dom√≠nio de pecuaristas do mineiros, reabrindo o Brasil a importa√ß√Ķes de gado indiano (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)

Cid quebrou dom√≠nio de pecuaristas do mineiros, reabrindo o Brasil a importa√ß√Ķes de gado indiano (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)

“Na ilha morreram uma vaca, ca√≠da nas rochas da beira-mar, e outra que caiu no mar e se afogou; mais cinco bezerros intoxicados com feij√£o mo√≠do dado como alimento, nos dias em que o capim mal dava para os animais adultos. Outra bezerra Nelore morreu enforcada na pr√≥pria corda; mais seis bezerros por falta de leite; um touro Gir atirado sobre as pedras na mar√© baixa, em briga com outro”, relata Pellegrini na biografia de Cid.

Dos 119 animais que deixaram a √ćndia, 103 chegaram √† costa do Paran√°, dos quais sete nascidos durante a viagem.

JK e Jango

Enquanto a epopeia se desenrolava, Cid batalhava para que o governo federal autorizasse o desembarque dos bichos. Na época, o Ministério da Agricultura exercia um forte controle sobre a importação de gado. O rigor atendia ao lobby de pecuaristas mineiros, que dominavam o setor após importar levas de zebu um século antes.

Ciente da viagem patrocinada por Cid, a Confedera√ß√£o Rural Brasileira enviou uma carta ao minist√©rio defendendo que os 103 animais fossem sacrificados para n√£o expor “os rebanhos do pa√≠s a grav√≠ssimas e irremedi√°veis infec√ß√Ķes”.

Para pedir a liberação da carga, Cid se reuniu com o presidente Juscelino Kubitschek e, depois, com seu sucessor, João Goulart. Oito meses após chegar à Ilha das Cobras, quando a viagem toda completava quase dois anos, a boiada finalmente desembarcou.

Inicialmente usado no Brasil para produção de carne e leite, gado Gir se especializou na atividade leiteira (Foto: BBC)Inicialmente usado no Brasil para produção de carne e leite, gado Gir se especializou na atividade leiteira (Foto: BBC)

Inicialmente usado no Brasil para produção de carne e leite, gado Gir se especializou na atividade leiteira (Foto: BBC)

Solto na fazenda Cachoeira, em Sertan√≥polis (PR), Krishna logo engordou. At√© que, um ano depois, um pe√£o chegou esbaforido √† sede da propriedade: “O boi caiu, parece que t√° morrendo!”.

Cid ordenou que, assim que morresse, o animal fosse coberto de gelo. No dia seguinte, levou um taxidermista √† fazenda para embalsam√°-lo. Queria poder olhar o boi predileto at√© seus √ļltimos dias.

A carca√ßa de Krishna foi posta num sarc√≥fago de vidro na sede da fazenda, onde se encontra at√© hoje. Entre as patas do bicho, Cid deixou uma placa: “Quer conhecer Gir? Observe-me!”

Ap√≥s embalsam√°-lo, o pecuarista passou a guardar a cabe√ßa de cada boi morto. As paredes da fazenda se encheram de cr√Ęnios com longos chifres e fotografias dos touros e vacas genearcas, como um templo de adora√ß√£o bovina.

Causa mortis

Jamais a causa da morte de Krishna foi elucidada. Pe√Ķes relataram que, horas antes de desabar, Krishna brigou com um touro mais jovem.

Neto de Cid, Guilherme Sachetim conta que uma autopsia revelou que as veias do cora√ß√£o do boi estavam dilatadas. “Ele pode ter ficado nervoso durante a briga, a press√£o subiu, e a√≠ sofreu uma esp√©cie de aneurisma”, especula.

Na curta estadia no Brasil, Krishna deixou um √ļnico herdeiro ‚Äď fruto de um cruzamento com a vaca Sakina, tamb√©m comprada do maraj√° de Bhavnagar.

Coube ao jovem touro Krishna-Sakina, apelidado pela família de Krishninha, a tarefa de espalhar o DNA do pai Brasil afora.

Gado Gir √© o mais valorizado no mercado de embri√Ķes zebu√≠nos, usado para cria√ß√£o da ra√ßa Girolando (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)Gado Gir √© o mais valorizado no mercado de embri√Ķes zebu√≠nos, usado para cria√ß√£o da ra√ßa Girolando (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)

Gado Gir √© o mais valorizado no mercado de embri√Ķes zebu√≠nos, usado para cria√ß√£o da ra√ßa Girolando (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)

Quebra do monopólio

Gerente executivo do Museu do Zebu, em Uberaba (MG), o historiador Thiago Riccioppo diz que a afirmação da família de Cid de que 80% dos bois e vacas Gir brasileiros têm sangue do touro Krishna é provavelmente correta.

Ele afirma que os esfor√ßos do fazendeiro para romper o monop√≥lio mineiro abriram o caminho para “as mais significativas importa√ß√Ķes de zebu da √ćndia”.

O Brasil abrigava zebu√≠nos desde o fim do s√©culo 19, quando bar√Ķes do caf√© fluminense trouxeram as primeiras cabe√ßas. Mais fortes que as ra√ßas europeias, presentes no pa√≠s desde o in√≠cio da coloniza√ß√£o portuguesa, os bois indianos eram empregados para arrastar m√°quinas nas fazendas ou exibidos como animais ex√≥ticos em zool√≥gicos particulares.

No in√≠cio do s√©culo 20, pecuaristas do Tri√Ęngulo Mineiro criaram uma associa√ß√£o para registrar a genealogia dos zebus importados e combater a oposi√ß√£o de fazendeiros paulistas, para quem os bois indianos eram animais selvagens e com carne ruim.

Com a retomada das importa√ß√Ķes, a partir dos anos 1960, acelerou-se a diferencia√ß√£o das ra√ßas zebu√≠nas, √† medida que os criadores selecionavam animais para a produ√ß√£o de carne ou leite.

Gado viajando em balsa rumo à fazenda de Celso Cid no Paraná (Foto: BBC)Gado viajando em balsa rumo à fazenda de Celso Cid no Paraná (Foto: BBC)

Gado viajando em balsa rumo à fazenda de Celso Cid no Paraná (Foto: BBC)

O gado Nelore se tornou o carro-chefe da pecuária de corte. Já o Gir foi se especializando na atividade leiteira, pois era considerado mais dócil que as demais raças indianas, característica essencial para a ordenha.

Na década de 1980, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) impulsionou o processo ao se associar a criadores de Gir que produziam leite.

Pesquisadores montaram um grande banco de dados com informa√ß√Ķes sobre a lacta√ß√£o de cada vaca. O desempenho dos touros era medido por meio de suas filhas: quando produziam muito leite, garantiam boas notas ao pai.

O progresso de t√©cnicas de insemina√ß√£o artificial e de fertiliza√ß√£o in vitro permitiu que vacas e touros Gir com excelente gen√©tica, como Krishninha, gerassem milhares de descendentes ao longo da vida e se tornassem muito valorizados no mercado de embri√Ķes bovinos.

Cid em viagem √† √ćndia, onde vacas s√£o consideradas sagradas pelos hindus e n√£o podem ser abatidas (Foto: BBC)Cid em viagem √† √ćndia, onde vacas s√£o consideradas sagradas pelos hindus e n√£o podem ser abatidas (Foto: BBC)

Cid em viagem √† √ćndia, onde vacas s√£o consideradas sagradas pelos hindus e n√£o podem ser abatidas (Foto: BBC)

Os mais destacados desses animais, vendidos em leil√Ķes por cifras que podem ultrapassar os R$ 50 mil, t√™m a √ļnica fun√ß√£o de doar s√™men e √≥vulos para a produ√ß√£o de embri√Ķes ‚Äď que costumam ser gestados por vacas de segunda linha, como barrigas de aluguel.

Especialista em sele√ß√£o gen√©tica de gado leiteiro, o m√©dico veterin√°rio Luiz Fernando Feres diz que, durante a lacta√ß√£o, uma boa vaca Gir brasileira √© capaz de produzir cerca de 20 litros de leite por dia ‚Äď dez vezes mais que as primeiras a desembarcar no pa√≠s, h√° mais de um s√©culo.

Graças ao trabalho nos laboratórios nos anos 1980 e 1990, a produtividade do gado Gir deu um grande salto, mas ainda estava aquém da obtida pela raça Holandesa. Vacas dessa linhagem europeia podem produzir o dobro de leite e ser ordenhadas mesmo longe das crias.

Já nas raças indianas os bezerros precisam ficar junto das vacas, caso contrário o leite seca (criadores contornam a limitação amarrando o filhote à pata da mãe durante a ordenha).

Por outro lado, as vacas Gir ganham de lavada das holandesas em longevidade e resistência, pois estão adaptadas ao calor e a doenças comuns nos trópicos.

Embri√Ķes formados em laborat√≥rio s√£o normalmente gestados por 'barrigas de aluguel' (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)Embri√Ķes formados em laborat√≥rio s√£o normalmente gestados por 'barrigas de aluguel' (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)

Embri√Ķes formados em laborat√≥rio s√£o normalmente gestados por ‘barrigas de aluguel’ (Foto: DIEGO PADGURSCHI/BBC)

O pulo do gato ocorreu quando as duas ra√ßas foram misturadas. O cruzamento deu origem ao gado Girolando ‚Äď hoje respons√°vel por cerca de 80% do leite produzido no Brasil, segundo a Embrapa.

Pesquisador da institui√ß√£o, Marcos da Silva diz que o melhoramento gen√©tico do gado Gir e a cria√ß√£o do Girolando fizeram a produ√ß√£o leiteira no pa√≠s quadriplicar nos √ļltimos 20 anos.

Interesse indiano

Nos √ļltimos anos, a Embrapa foi procurada por autoridades indianas interessadas em importar vacas e touros Gir brasileiros. Enquanto evolu√≠a no Brasil, a ra√ßa foi minguando no pa√≠s natal, misturada com outros tipos de gado sem que houvesse avan√ßos relevantes em produtividade.

E na √ćndia, pa√≠s em que parte da popula√ß√£o √© vegetariana, o leite de vaca tem papel crucial como fonte de prote√≠na.

Sagrados no Hindu√≠smo, bois e vacas n√£o podem ser abatidos para o consumo da carne na √ćndia. No Estado de Guajarat, terra natal do Gir, a pena por matar uma vaca pode chegar √† pris√£o perp√©tua.

Neto de Celso Garcia Cid, o pecuarista Guilherme Sachetim diz que a fazenda que importou o touro Krishna sempre respeitou as tradi√ß√Ķes indianas.

“Nossas vacas aqui morrem de velhice, de artrose ou por inani√ß√£o, quando n√£o conseguem mais comer.”

Cid com o touro Krishna-Sakina, o Krishninha, um dos maiores reprodutores da história da pecuária nacional (Foto: BBC)Cid com o touro Krishna-Sakina, o Krishninha, um dos maiores reprodutores da história da pecuária nacional (Foto: BBC)

Cid com o touro Krishna-Sakina, o Krishninha, um dos maiores reprodutores da história da pecuária nacional (Foto: BBC)

Sachetim conta que, após negociar parte do rebanho com Cid, o marajá de Bhavnagar veio ao Brasil para ver como os touros e vacas estavam sendo tratados.

Segundo o pecuarista, o indiano ficou t√£o impressionado que, antes de morrer, em 1965, doou todas as vacas Gir para o fazendeiro. A fam√≠lia emoldurou a carta em que o maraj√° expressava o desejo, mas, por causa de restri√ß√Ķes sanit√°rias, jamais conseguiu trazer os animais.

“O maraj√° viu que aqui os touros e as vacas recebiam tratamento de verdadeiros reis, m√£es e rainhas. Tinham pasto √† vontade, sombra e √°gua fresca ‚Äď o que, c√° entre n√≥s, nem sempre acontece l√° na √ćndia.”

https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/como-brasil-transformou-animal-sagrado-de-maraja-indiano-em-revolucao-genetica-e-mercado-bilionario.ghtml

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