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Sin categoría |24 abril, 2012

Indústria | Dólar em alta, exportadores bem na foto

RIO – Sob pesada artilharia do Banco Central (BC) e medidas do Ministério da Fazenda, o dólar comercial avançou mais…

RIO – Sob pesada artilharia do Banco Central (BC) e medidas do Ministério da Fazenda, o dólar comercial avançou mais de 12% desde o fim de fevereiro – fechou cotado a R$ 1,87 na última sexta-feira – e acionou o radar dos investidores. Com a moeda próxima de R$ 1,90, exportadores brasileiros como Vale, BRF-Brasil Foods, Embraer e Cosan podem ter seus resultados turbinados no segundo trimestre (abril, maio e junho). Essa mesma lógica se aplica í s empresas que sofreram com a pesada concorríªncia de produtos importados, principalmente da China, como Usiminas e Alpargatas.

Segundo José Costa Gonçalves, analista da corretora Máxima, os efeitos de um cí¢mbio valorizado serão percebidos nas ações das empresas ao longo dos próximos meses, í  medida que as empresas colherem melhores resultados operacionais.

– Não estamos vendo ainda essa valorização das ações motivada pelo alta do dólar. í‰ algo muito recente. Mas, se a cotação se mantiver nesses patamares e as empresas conseguirem tirar frutos disso, após terem feito tanta choradeira para o governo, as ações vão ser favorecidas – avalia Gonçalves.

Uma das empresas mais recomendadas por analistas em abril, a Vale foi apontada também como uma das principais beneficiadas pelo avanço do cí¢mbio. Segundo Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, a empresa tem 55% das despesas de vendas em reais e 85% das receitas em dólares.

– Mesmo ela tendo dí­vidas em moeda estrangeira, que acabam crescendo em reais, a empresa tem um faturamento grande em dólares e acaba sendo muito beneficiada – diz Galdi.

Gustavo Mendonça, analista da Oren Investimentos, lembra que, além da valorização do cí¢mbio, os investidores devem ficar atentos a outro componente importante na receita dos exportadores: a cotação de seus produtos no mercado internacional. Ele explica que uma queda no preço das commodities poderia anular os benefí­cios do avanço da moeda americana.

– Estamos vendo uma mudança no modelo de crescimento da China, uma grande importadora de commodities. Em vez de construir cada vez mais casas e pontes, por exemplo, o paí­s está incentivando o consumo. Isso significa menor demanda no futuro por aço e minério de ferro – explica o analista da Oren.

O preço do minério de ferro no mercado í  vista da China, por exemplo, apresentou uma recuperação de 26,95% entre o fim de outubro de 2011 até a última sexta-feira, para US$ 148,4 a tonelada. O produto segue, porém, abaixo da máxima registrada em março do ano passado, quando chegou a ser negociado a US$ 191,90 a tonelada.

Hersz Ferman, gestor da Yield Capital, acrescenta que a alta do cí¢mbio pode atrair mais investidores estrangeiros para o mercado. Com o dólar perto de R$ 1,90, os papéis das empresas brasileiras ficam mais baratos para os estrangeiros. Prova disso é a diferença das perdas do índice Bovespa (Ibovespa) em reais e dólares nos últimos 12 meses: 6,81% e 21,52%, respectivamente. Ou seja, a Bolsa tem um desconto maior para quem tem dólares na mão para investir.

– O cí¢mbio é super importante para a Bolsa. Se o real desvaloriza, fica mais barato para os investidores estrangeiros comprar ações – explica Ferman.

Os rumos da moeda seguem uma incógnita. Na semana passada, bancos comerciais e de investimentos lançaram suas perspectivas atualizadas para o cí¢mbio. Nenhum aposta no atual patamar do dólar: HSBC (R$ 1,80), JPMorgan (R$ 1,80), Credit Suisse (R$ 1,77), Citigroup (R$ 1,80), Credit Agricole (R$ 1,80) e UBS (R$ 1,70).

Para Alfredo Barbutti, economista da BGC Liquidez, as atuações do Banco Central indicaram que o governo deseja ver a moeda oscilar numa faixa de R$ 1,85 a R$ 1,90 daqui para frente.

– Esse seria o patamar desejado para o cí¢mbio e faria parte de uma polí­tica mais ampla de apoio do governo í s indústrias. Mas não sabemos ao certo a que ponto esse polí­tica vai levar a moeda – explica o economista-chefe.

Mas nem todas as empresas são beneficiadas pela alta do cí¢mbio. No ano passado, a disparada da moeda impí´s pesados prejuí­zos para as companhias aéreas TAM e Gol, por exemplo. São empresas com parte de suas despesas atrelada í  moeda americana: leasings de aeronaves e a compra de querosene de aviação. Empresas de outros setores também sofreram porque tíªm parte de suas dí­vidas em moeda estrangeira.

– O setor de companhias aéreas tem sofrido principalmente com o preço de combustí­veis. Tanto que chegaram a circular informações que essas empresas poderiam ser ajudadas pelo governo – lembra Pedro Quaresma, sócio e diretor de análise da STK Capital.

Para Quaresma, uma das empresas que pode se destacar das demais com a alta do cí¢mbio é a Multiplus, empresa de milhagens da TAM listada na Bolsa de Valores. Ele explica que a companhia tem parte importante da receita em dólares, fruto da troca das milhas por passagens nas empresas aéreas.

Qualquer reivindicação decorrente das informações contidas no site eDairyNews será submetida à jurisdição dos Tribunais Ordinários do Primeiro Distrito Judicial da Província de Córdoba, República Argentina, com sede na cidade de Córdoba, com exclusão de qualquer outra jurisdição, incluindo a Federal.

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