Em 36 horas, estudantes desenvolvem aplicativo para produtores de leite

Em 36 horas, estudantes desenvolvem aplicativo para produtores de leite

Batizado de “Cow App”, plataforma inclui um sistema integrado que permite ao produtor falar com o aplicativo, informando seus custos

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Vacathon: desafio proposto pela Embrapa Gado de Leite (Foto: Divulgação)
Uma solução digital para gestão de uma fazenda de leite desenvolvida em 36 horas por uma equipe de estudantes de engenharia do Insper (SP) foi a proposta vencedora do Vacathon, um hackaton (maratona de desenvolvimento tecnológico) rural realizado pela Embrapa Gado de Leite e quatro empresas de inovação.

O evento reuniu alunos de 17 universidades do país durante 5 dias na sede da instituição em Juiz de Fora (MG). Cada equipe era composta por cinco graduandos, acompanhados por um professor. Os projetos foram apresentados no domingo (10/12) para uma banca de avaliadores composta por pesquisadores, produtores, investidores e empresários do setor leiteiro.

Antes de iniciar a maratona, todos os participantes visitaram um laticínio na cidade, conheceram uma fazenda de leite, tiveram acesso a pesquisas da Embrapa e a plataformas de serviços da IBM, Cisco, Microsoft e BoviControl e também receberam mentoria de pesquisadores da instituição e de profissionais da cadeia leiteira. O plano proposto aos universitários foi conhecer o setor, identificar uma problema do produtor de leite e, então, oferecer uma solução digital no estilo das startups.

A solução do Insper, intitulada Cow App, inclui um sistema integrado de hardware e software que permite ao produtor falar com o aplicativo, informando seus custos. Um sensor na coleta de leite passa os dados de produção de cada vaca automaticamente para o sistema por meio de um programa da IBM. O saldo entre despesa e receita é então informado ao produtor.
“Saímos da nossa zona de conforto para conhecer o agronegócio. Viajamos oito horas de ônibus, visitamos pela primeira vez uma fazenda de leite, conhecemos as pesquisas, dormimos em barracas, ou melhor, não dormimos. Viramos a noite trabalhando no projeto, mas o resultado é altamente compensador”, disse Lucas Fontenha, da equipe do Insper, que teve como embaixador o professor Marcelo Hashimoto.

“Foi realmente uma grande sacada da Embrapa trazer essa garotada da universidade que não está envolvida com o agronegócio para propor ideias. Vi muitos meninos com sangue nos olhos e acredito que algumas ideias vão se transformar em negócio”, disse Cesar Taurion, da Kick, empresa de investimento em startups. Segundo ele, os alunos do Insper apresentaram uma solução simples, mas não simplista, com uso de inteligência artificial, para um problema que atinge muitos produtores.

Demais vencedores
O segundo lugar na competição ficou com os alunos da Cotemig, de Belo Horizonte, que apresentaram uma proposta de otimização do uso do solo com a adoção do sistema silvipastoril. A solução digital inclui mapeamento da fazenda e projeção de custos e ganhos com a madeira.

Em terceiro, ficou a equipe da Universidade Federal de Juiz de Fora, com um sistema de gerenciamento de pasto que inclui um sensor de quantificação de clorofila para medir o nível de nutrição da pastagem. “Vimos que a universidade precisa se aproximar das empresas e da Embrapa. Fazer o sensor de clorofila foi fantástico. Eu já havia feito um sensor na faculdade para identificar intensidade de cor, mas não sabia para que usar”, disse Gustavo Leal, estudante de engenharia elétrica da UFJF.

Maurício Silveira Coelho, dono da Fazenda Santa Luzia, em Passos (MG), que produz 35 mil litros de leite por dia, ficou empolgado com a proposta dos alunos da UFJF. “Uma ideia dessas pode gerar muita economia no campo. Já propus à equipe validar a proposta na minha fazenda e apresentar um protótipo no próximo desafio de startups”.

O presidente da Embrapa, Mauricio Lopes, que esteve no evento no domingo, elogiou o esforço de todos os participantes do Vacathon e disse que, como os avanços da tecnologia são exponenciais, uma instituição dedicada à pesquisa e inovação como a Embrapa não poderia deixar de perceber as transformações do mundo digital que estão mudando a sociedade. “Todas as instituições de pesquisa e grandes empresas estão olhando para essa revolução do empreendedorismo das startups. Isso já mudou a forma de fazer pesquisa.”

Paulo Martins, chefe da unidade de Juiz de Fora e idealizador do Vacathon e do desafio de startups Ideas For Milk, concorda. “Espero que os estudantes levem esse exercício de transformação que fizeram aqui para a universidade.” Juarez Machado, pesquisador da instituição e um dos mentores dos jovens, disse que a parceria foi muito boa para a Embrapa, que vai acompanhar o desenvolvimento de muitas propostas apresentadas no Vacathon. “Está criado o ecossistema de pesquisa. Agora é só a gente voar nas ideias.”

http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Leite/noticia/2017/12/em-36-horas-estudantes-desenvolvem-aplicativo-para-produtores-de-leite.html

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