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Brasil |23 abril, 2018

Indústria | Embrapa mostra sistemas produtivos em MT

Embrapa – Foram apresentadas tecnologias prontas para serem usadas em sistemas de ILP e ILPF. Produzir mais, em uma mesma área, conservando o solo e preservando os recursos naturais. As 840 pessoas que participaram do 8º Dia de Campo

Foram apresentadas tecnologias prontas para serem usadas em sistemas de ILP e ILPF

Produzir mais, em uma mesma área, conservando o solo e preservando os recursos naturais. As 840 pessoas que participaram do 8º Dia de Campo sobre Sistemas Integrados de Produção Agropecuária, na última quinta e sexta-feira, na Embrapa Agrossilpastoril, em Sinop, viram que é possível e que são muitas as alternativas disponíveis.

Em quatro estações principais e em outras quatro estações satélite, foram apresentados resultados de pesquisas e tecnologias prontas para serem usadas pelos produtores de Mato Grosso em sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF), em sistemas produtivos com algodoeiro, na pecuária tradicional e na agricultura. Além disso, a programação contou com demonstração de opções de pulses para serem cultivadas no estado, variedade de plantas forrageiras, ferramentas de informática para uso na agricultura, como softwares, aplicativos e drones, além de técnicas para restauração florestal visando a regularização ambiental.

ILPF
A produção animal em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta foi o tema central de duas das estações principais do dia de campo. Em ambas foram apesentadas informações e resultados de experimentos realizados na própria Embrapa Agrossilvipastoril.

Em uma delas, os pesquisadores Roberta Carnevalli e Anderson Ferreira abordaram a pecuária leiteira na ILPF e fixação biológica de nitrogênio em gramíneas.

O conforto térmico gerado pela sombra das árvores e o impacto no bem-estar tanto na produtividade de leite quanto no crescimento dos bezerros foram alguns dos pontos abordados.

Em outra estação, o agrônomo Murilo Guimarães, da Campo S/A, e o pesquisador da Embrapa Bruno Pedreira fizeram uma dobradinha abordando a necessidade de se fazer o planejamento forrageiro da propriedade e resultados obtidos na produção de forragem e no ganho de peso de animais de corte em diferentes sistemas produtivos em  experimento conduzido na Embrapa Agrossilvipastoril.

Entre as informações apresentadas está o aumento na produtividade em sistemas de ILPF, chegando a produzir 40 arrobas de carne por hectare em um ano. O número é oito vezes maior do que a média obtida em Mato Grosso.
De acordo com os palestrantes, o número reflete o uso das boas práticas de manejo da pastagem, fazendo o aporte necessário de nutrientes, mensurando a produção do capim e sabendo a forma correta de colher essa forrageira com o número ideal de cabeças de gado.

Consórcios de segunda safra
Alternativas para melhorar a estrutura do solo, a quantidade de palhada e matéria orgânica e permitir melhor infiltração de água no perfil desse solo foram apresentadas em uma estação pelos pesquisadores Flávio Wruck, da Embrapa, Arthur Behling e Onã Freddi, da UFMT.

Entre as opções demonstradas em campo estavam consórcios de capim com nabo forrageiro, com crotalárias, com feijão-caupi, com feijão-guandu, com níger, entre outros. Os benefício de cada um deles, seja na descompactação do solo, aumento do teor de matéria orgânica, melhoria da estrutura do solo, acúmulo de palhada, fixação de nitrogênio e mesmo aumento do fornecimento de proteína para o gado foram explanados.

De maneira bem didática, os palestrantes mostraram ainda a importância de se ter um solo bem estruturado, evitando a erosão e a compactação, aumentando infiltração da água, a atividade da microbiota no solo e, acima de tudo, aumentando a produtividade da lavoura e da pecuária.

Adequação ambiental
Diferentes técnicas para a recomposição de vegetação para a adequação à legislação foram apresentados pelos pesquisadores da Embrapa Ingo Isernhagen e José Felipe Ribeira e pelo analista da empresa Diego Antonio.
Em um campo demonstrativo, os visitantes viram áreas com semeadura direta de sementes de espécies nativas, com plantio de mudas, com semeadura no sulco e regeneração natural.

As vantagens e desvantagens de cada uma dessas técnicas foi apresentada, bem como a plataforma online Web Ambiente, que permite mensurar a área recuperada, levantando uma série de parâmetros e indicadores que auxiliam na avaliação sobre a eficácia da restauração.

Sistemas produtivos com algodão
Em uma das quatro estações satélite, os pesquisadores da Embrapa Fernando Lamas e Luiz Chitarra abordaram sistemas produtivos com algodoeiro. Na fala deles, destacaram-se as boas práticas de conservação do solo, fazendo-se a rotação de culturas e formando-se palhada para o plantio direto.

Informações coletadas em uma Unidade de Referência Tecnológica e Econômica acompanhada pela equipe da Embrapa ilustraram o impacto das boas práticas em melhores resultados na cultura do algodão. Entre os benefícios apontados está a quebra no ciclo de pragas e doenças, a descompactação do solo e o acúmulo de matéria orgânica.

Pulses
Cada vez atraindo mais a atenção de produtores de Mato Grosso, as pulses foram o tema de outra das estações satélites. Nela o pesquisador José Ângelo Menezes e o analista Bruno Lemos abordaram o mercado do feijão-caupi e do grão-de-bico e mostraram cultivares disponíveis para a região médio-norte.
A discussão sobre as pulses foi ainda enriquecida com a participação de produtores que têm cultivado essas culturas na região.

Informática na Agropecuária
Algumas das ferramentas eletrônicas disponibilizadas pela Embrapa para produtores foram apresentadas pelos pesquisadores André Miniti e Laurimar Vendrusculo. A maior parte delas são softwares e aplicativos para dispositivos móveis de uso gratuito que podem ser acessados a qualquer momento pelos interessados.

Entre os exemplos citados estão aplicativos que acompanham a produção de leite, ajudam a identificar pragas e doenças, orientam a nutrição do rebanho, a mensuração de espécies florestais, a gestão da propriedade, entre outras atividades.

Todas essas ferramentas podem ser consultadas no site da Embrapa.
O uso de drones na agricultura também foi tema desta estação, mostrando-se os tipos de veículos aéreos não tripulados existentes e o potencial de uso deles na agricultura, por meio do uso de câmeras multiespectrais e softwares que leem essas imagens gerando informações e mapas úteis ao produtor.

Forrageiras
Outro tema recorrente nos dias de campo promovidos pela Embrapa Agrossilvipastoril é as diferentes opções de plantas forrageiras disponíveis para os pecuaristas de Mato Grosso. Com foco na diversificação dos tipos de capins e no manejo correto de cada um deles, a equipe do Grupo de Estudos em Pecuária Integrada (Gepi) da UFMT apresentou cultivares de forrageiras BRS, mostrando as características e indicações de cada um delas.
Dados de produção de algumas delas mensurados em experimentos em Sinop foram apresentados, bem como as formas corretas de manejo exigidas por cada uma.

Entre os destaques da estação estão as cultivares mais recentemente lançadas pela Embrapa, como a BRS Zuri e a BRS Quênia, ambas cultivares de Panicum maximum, e a BRS Ipyporã, um híbrido resultado do cruzamento entre a Brachiaria ruziziensis e a Brachiaria brizantha.
O evento foi promovido pela parceria entre Embrapa e Senar-MT.

Fonte: Embrapa
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