Escassez de mão de obra no campo preocupa produtores rurais - eDairy News

Escassez de mão de obra no campo preocupa produtores rurais

Atrair pessoas para trabalhar na produção agrícola está cada vez mais complicado na região de Ivaiporã, no Paraná. Embora, o salário pago tenha melhorado nos últimos anos, o serviço não atrai trabalhadores. A escassez da mão de obra preocupa os produtores rurais, pois apesar da modernização, grande parte do trabalho não pode ser substituída por máquinas.

Na região de Ivaiporã, por exemplo, quase todos os dias são oferecidas vagas para o setor, mas raramente são preenchidas. Na sexta-feira, por exemplo, haviam três vagas abertas para trabalho rural que estavam abertas hã mais de duas semanas na Agência do Trabalhador. De acordo com o captador e intermediador de mão de obra, da Agência do Trabalhador, David Narciso Stipp, as vagas para caseiro e retireiro de ordenha mecanizada são as mais ofertadas.

“Geralmente, são vagas que demoram a ser preenchidas, pois a exigência é que se tenha experiência de trabalho na área. Porém, mesmo os que têm experiência, se houver uma vaga na cidade que paga um salário equivalente, eles desistem do emprego na agricultura e dão preferência pelo emprego urbano”, relata Stipp.  Nilson Antônio dos Santos, 55 anos, solteiro foi criado no sítio até os 30 anos. Hoje ele trabalha de varredor de rua, para uma empresa de limpeza urbana e diz que não troca o trabalho atual pelo emprego na roça.

“Já trabalhei de guarda noturno, servente de pedreiro e serviços gerais. Mesmo, ganhando pouco é melhor que a vida sofrida na roça”, completa dos Santos.  O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ivaiporã, Donizete Pires diz que são vários os fatores que desestimulam os trabalhadores a atuar na zona rural, tais como, falta de infraestrutura, opções de lazer, escola e principalmente emprego para a família.  “A grande maioria são pessoas casadas com filhos e normalmente, o patrão não contrata os dois. Aí vem o desestímulo, pois existe a possibilidade do casal encontrar emprego na cidade. Os filhos, por outro lado, têm mais acesso a escola, ao lazer e a informação e depois que se acostumam na cidade não querem mais retornar para a roça”, assinala Pires.

Atualmente, o salário base do trabalhador rural é de R$ 1.070 mil, no caso de mão de obra especializada a remuneração tem acréscimo de 35%.  O produtor de leite Giovani Boing, mesmo tendo uma propriedade ao lado da cidade confirma que teve dificuldades para encontrar pessoas disponíveis para trabalharem na propriedade.

“Geralmente a pessoa aparece um ou dois meses e acaba desistindo. É difícil encontrar quem persiste no emprego. Aparece muita gente, mas trabalhar mesmo e se dedicar ao trabalho que faz, são poucos”. Apesar da dificuldade, Boing encontrou um funcionário que já trabalha na propriedade dele há dois anos e meio. Marinho Jordão dos Santos, 49 anos foi contratado para serviços gerais na propriedade e recebe salário de R$ 1,7 mil. Ele mora na cidade e inicia o trabalho na ordenha às 6h40.

“A vantagem é que no final do mês chova ou faça sol você tem trabalho todos os dias e no final do mês o salário vem. Se fosse na cidade de diarista, como a maioria dos meus amigos, ficaria dependendo do tempo e se chover, a pessoa fica sem salário”, destaca Jordão.

Expectativa é de aumento na demanda Com relação, ao setor avícola que começa a se desenvolver na região, o presidente do sindicato, Donizete Pires acredita que a demanda por mão de obra no campo vai aumentar. As condições do trabalho em aviário, entretanto, são diferentes, por conta do sistema adotado, que exige que famílias residam na propriedade.

“Desde que a família seja bem remunerada e elas tenham condições melhores de vida, próximo à escola e com facilidades de locomoção. Mão de obra existe, mas é preciso dar condições”, argumenta Pires.  O empreendedor rural Adir Salla, junto com um grupo de empresários, em breve necessitarão de quatro famílias para trabalhar em um condomínio avícola com oito aviários que está em construção, na localidade de Pindauvinha do Goedert, em Ivaiporã.  “Preocupação existe, mas acredito que por ser um serviço em que o funcionário receberá por comissão, em torno de 12%, será possível atrair a mão de obra necessária”, comenta Salla.

http://tnonline.uol.com.br/noticias/regiao/32,381465,31,07,escassez-de-mao-de-obra-no-campo-preocupa-produtores-rurais.shtml

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