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Sin categoría |19 mayo, 2014

Indústria | #Expoleite/Fenasul terminou com vendas superiores a R$ 1 milhão

    O volume de negócios fechados durante a 37ª Expoleite/10ª Fenasul movimentou mais de R$ 1 milhão com a…

 

 

O volume de negócios fechados durante a 37ª Expoleite/10ª Fenasul movimentou mais de R$ 1 milhão com a venda de 855 cabeças, três prenhezes e quatro doses de sêmen. O encerramento do evento aconteceu ontem, com resultados acima do esperado, avalia o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês (Gadolando), Marcos Tang. “A feira teve grande movimentação do público urbano, atraído pelas novidades como a Feira do Vestuário, o café colonial e a exposição da agricultura familiar, mas levando em consideração apenas a venda de animais, atingimos a meta.”

De acordo com o presidente da Associação dos Criadores de Gado Jersey do Rio Grande do Sul, Claudio Nery Martins, a feira cumpriu seu papel de trazer genética, mas teve, como um dos ganhos, também, os debates promovidos sobre a qualidade do leite produzido no Estado. “São bandidos que estão efetuando essas adulterações, e é muito bom que a fiscalização identifique quem são e promova punições para que essas ações, prejudiciais à imagem do leite gaúcho, não ocorram mais.”

As seguidas fraudes que atingem o setor desde o ano passado parecem não abalar a confiança dos produtores gaúchos. Segundo Tang, o Rio Grande do Sul, que hoje gera entre 10 e 11 milhões de litros por dia, tem capacidade para dobrar sua produção de leite. Para isso, a Gadolando aposta em melhorias na produtividade e na busca por novos mercados, tanto nacionais quanto internacionais.

“Se não dobrar, temos condições de chegar, pelo menos, aos 17 milhões de litros por dia. Mas temos que ter políticas públicas sérias em busca de exportação para outros estados e países. Não vejo futuro para a produção leiteira gaúcha sem observarmos novos mercados”, afirmou Tang. Na sua visão, é necessário buscar alternativas de venda em períodos de menor demanda em território nacional, principalmente nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. A produtividade é colocada como principal alavanca para o crescimento do setor, sem necessidade de aumento do rebanho. O País produz, segundo o IBGE, 1.300 litros por cabeça/ano, enquanto o Estado já trabalha com 2.200 litros por vaca, muito acima do nível nacional. De acordo com Tang, há espaço para elevar a eficiência: “As vacas holandesas representadas aqui (na Expoleite) e com controle leiteiro oficial dão mais de nove mil litros de lactação por ano. Nem todos precisam produzir tanto, mas não podemos ficar em ridículos 1.300 litros, isso não é mais produção de leite aceitável. Temos que migrar para quatro ou cinco mil”, defende.
Setor atribui fraudes a uma minoria criminosa

As fraudes, que no início deste mês resultaram na prisão de proprietários de indústrias lácteas por envolvimento em adulterações, foram atribuídas a uma minoria pela Gadolando. “São ações criminosas que maculam a imagem do produto, tornando pouco competitivo quem está fazendo tudo certo. Ou seja, uma minoria acaba prejudicando uma cadeia inteira que tem investido muito em infraestrutura e qualificação”, afirma o presidente da entidade, Marcos Tang.

Mesmo assim, Tang defendeu a qualidade do leite gaúcho e disse não crer em diminuição das vendas. “O consumidor fica desconfiado de uma maneira geral. Entretanto, não acredito em um freio de consumo, mas, sim, em uma migração de marcas”. Para evitar novos casos, a Gadolando aposta na fiscalização e na fidelização da cadeia: “Temos que saber quem está transportando e em que produto industrializado está nosso leite. A indústria, por sua vez, está atenta para quem está credenciado para transportar, fazendo análises diárias. Se houver inconformidades, que se fiscalize, se identifique e se puna”, cobrou Tang.

O produtor Daniel de Miranda Gomes, de Rio Grande, concorda que os escândalos atrapalham, mas acredita na superação do problema. “É indignante, pois entregamos um produto 100% confiável, e poucas pessoas acabam destruindo a reputação de um produto nobre. Por outro lado, o consumidor percebe que o produtor é idôneo e, apesar da situação atrapalhar momentaneamente, acredito que vamos superar, como foi feito no ano passado”, afirma.
Preço ao produtor deveria estar próximo a R$ 1,00 o litro

O preço pago ao produtor, por sua vez, na avaliação da Gadolando, deveria ser, de no mínimo, R$ 1,00. Estudo do Conselho Paritário do Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite) projetou o valor oferecido pela indústria em R$ 0,87, em abril, representando uma elevação de 2,02% em relação a março.

“Os insumos estão impactando muito. Além da soja e do milho em alta, você tem, por exemplo, o maquinário influenciando no custo final. O preço de custo fica próximo de R$ 1,00, apesar de depender de muitos fatores. Se não conseguir esse preço, é difícil que o produtor tenha lucro. Hoje, a grande maioria recebe em torno disso, mas alguns ainda ganham menos, o que pode dificultar o trabalho”, diz Tang.

Mesmo estando afastado do principal centro consumidor, em uma região de poucas indústrias compradoras, o produtor Daniel de Miranda Gomes, de Rio Grande, avalia positivamente o atual momento da cadeia leiteira gaúcha. Ele recebe, atualmente, entre R$ 0,97 e R$ 1,00 pelo litro, valor que considera bom apesar de “dar pouca margem para erro”. “Os insumos estão caros e o preço não sobe no mesmo patamar, mas a cadeia como um todo tem conseguido reagir ao elevado preço dos insumos a partir da melhora da produtividade”, avalia.

Sua propriedade, a Cabanha DMG, possui uma produção de cerca de 1.000 litros de leite por dia. Os 25 animais em ordenha, criados a base de pasto e ração, geram em média 28 litros cada um. Gomes aposta em um segundo semestre melhor para o setor: “O aumento do consumo com a chegada do inverno deve elevar o preço. Além disso, é uma época em que conseguimos produzir mais com um custo mais baixo, devido à melhor qualidade das pastagens nesse período. Acredito que será um ano bom em preço e produção, pois não temos tido oscilação no preço, o que ajuda a fazer um planejamento anual seguro”, comemora. No mesmo sentido, José Augusto Japur, de Carlos Barbosa, ao analisar os preços pagos ao produtor, considera a situação favorável em relação há um ano, por exemplo. Ganha, hoje, entre R$ 1,05 e R$ 1,10 por litro.

“O preço do leite está muito mais valorizado do que já esteve. Isso tem nos dado tranquilidade”, afirma. Em curto prazo, aposta na continuidade desses valores, mas projeta um futuro promissor: “A expectativa para o ano é que se mantenha nesse patamar. Em médio e longo prazo, a Ásia – China, especialmente – pode consumir mais e abrir um novo mercado que reflita em melhorias aqui. Se isso acontecer, a matriz do leite terá uma exponencial alta nos próximos três anos”. O criadero La Linda, do produtor serrano, conquistou o segundo lugar no Concurso Leiteiro da raça Holandês, na categoria jovem, durante a Expoleite/Fenasul desse ano, com uma vaca fornecendo mais de 55 litros. Os animais da propriedade chegam a gerar 2.000 litros por dia, com uma média de quase 40 litros por cabeça.

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=162064

 

 

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