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Clima exige adaptação

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    Jefe de claves

    sc

    Mudanças climáticas obrigam alterações no sistema de produção leiteira
    Secas prolongadas, chuvas torrenciais. As mudanças bruscas no clima têm causado diversas catástrofes no mundo todo. Contra os caprichos da natureza, não há muito que fazer, mas na agropecuária – uma das atividades mais dependentes dos fatores climáticos – vale o antigo e sábio ditado: é melhor prevenir do que remediar.

    Planeje a formação de pastagens

    Com invernos cada vez mais rigorosos e verões a cada ano mais intensos, o produtor deve ficar atento às previsões de longo prazo e se preparar com antecedência. No caso das pastagens, a alimentação do rebanho pode ser planejada e armazenada antecipadamente para compensar a escassez de pastos no frio.

    A umidade causada pelas chuvas abundantes no verão, associada ao sol, favorece lavouras volumosas, o que facilita a ensilagem. “As pastagens necessitam de água e de luz para crescer, mas a produtividade do solo pode ficar melhor com um pequeno segredo: adubação na medida certa com base em análise”, diz o engenheiro-agrônomo da Cooper Márcio Nogueira de Aquino. (Leia sobre este assunto em Dica para o Produtor, na página 3).

    Até outubro, é tempo de preparar o terreno. A prevenção trará resultados positivos em 2007. Mas, de imediato, o que o produtor pode fazer para remediar a situação é investir em irrigação artificial.

    Rebanho cruzado é mais resistente

    A substituição de animais de raça pura pelos de sangue cruzado é uma solução para enfrentar as alterações bruscas de temperatura. Um rebanho de sangue composto, como zebuíno (gir, guzerá) com europeu (holandesa, pardo-suíça, jersey), é mais resistente às dificuldades impostas pelo clima tropical da região abrangida pela Cooper, bem como à topografia do terreno, que é mais acidentado.

    “Essa resistência significa não perder produtividade leiteira”, explica o médico-veterinário Mauro Costa e Silva Júnior, da equipe da Cooper. Exemplares como a holandesa e a pardo-suíça, de raças puras européias, onde o clima é mais ameno, podem morrer por estresse térmico.

    Para amenizar a situação, é importante que as áreas de pastagens tenham muita sombra com árvores ou locais com sombrite. Quando os animais chegam cansados da pastagem para a ordenha da tarde, podem ser lavados para melhorar o conforto térmico. Além de reduzir o calor, o banho baixa a irritabilidade. No curral e no pasto, é essencial existir água abundante à disposição do gado.

    O que esperar do clima

    Segundo informações da meteorologista Patrícia Madeira, do Grupo ClimaTempo, a previsão para o Vale do Paraíba é de chuva acima do normal em setembro, melhorando as condições para o plantio. As pancadas ficam freqüentes, mas em outubro volta a irregularidade, com chuva abaixo da média. Em novembro, chove um pouco mais que a média.

    A temperatura máxima deverá variar entre 20ºC e 32ºC e a mínima entre 10ºC e 20ºC, com menores valores nas regiões de serra. Conforme dados do Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a previsão até novembro é de temperatura acima da média histórica.

    “A principal mudança que vem ocorrendo há vários anos, de forma lenta e gradual, é o aquecimento da temperatura. As médias têm ficado sempre acima do normal e esse aquecimento persistirá nos próximos anos”, informa a meteorologista Patrícia.

    Onde consultar

    O produtor rural pode consultar previsões diárias e de longo prazo sobre clima e temperatura voltados para a agricultura nos seguintes endereços e telefones:

    – ClimaTempo – http://www.climatempo.com.br / (11) 5575-4591
    – Inpe – http://www.cptec.inpe.br/clima / (12) 3186-8580
    – Cepagri (Centro de Ensino e Pesquisa em Agricultura) da Unicamp – http://www.cpa.unicamp.br
    – Instituto Nacional de Meteorologia – http://www.inmet.gov.br

    Reflexos das mudanças climáticas

    Em julho, o Chile foi atingido por um dos maiores temporais da história daquele país, com inundações, deslizamentos de terra e 27 mortes. Quase 29 mil pessoas ficaram desabrigadas.

    – Uma frente fria vinda da Argentina causou temporais em algumas localidades de Santa Catarina, em julho, com registro de granizo, ventos fortes e acentuada queda de temperatura, causando geada e neve. Em São Joaquim (SC), os termômetros registraram –5ºC.

    – Na região Sudeste, o número consecutivo de dias sem chuvas foi maior do que se observa normalmente. Algumas regiões registraram mais de 100 dias sem a chuva necessária para a agricultura.

    – A estiagem no segundo trimestre deste ano foi dramática no Paraná, causando prejuízo de mais de um bilhão de reais na agricultura. As Cataratas do Iguaçu secaram e dezenas de cidades decretaram situação de emergência. Cerca de dois milhões de moradores de Curitiba enfrentaram racionamento de água.

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