Frente inicia debates sobre futuro da cadeia produtiva do leite em SC

Frente inicia debates sobre futuro da cadeia produtiva do leite em SC

Deputado Moacir Sopelsa, presidente da frente, conduziu os trabalhos da primeira reunião do grupo

A melhoria na qualidade do leite, a resolução de problemas de sanidade animal e a redução de impostos estão entre os pontos que vão ser atacados pela Frente Parlamentar da Produção e da Industrialização do Leite da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, que se reuniu pela primeira vez no fim da tarde desta quarta-feira (4), na Sala das Comissões. O grupo formado por representantes dos produtores, da indústria, das cooperativas e do governo estadual, apontou as várias demandas que devem ser discutidas nas próximas reuniões.

O encontro foi comandado pelo presidente da frente, o deputado Moacir Sopelsa (MDB), e contou com a participação do deputado José Milton Scheffer (PP). Os produtores foram representados por Guilherme Werlang e Claudimar Ferrari, ambos do Oeste do estado.

Segundo Ferrari, uma das principais queixas da classe é baixo preço pago pelo litro do leite ao produtor, diante de um custo de produção que só tem aumentado nos últimos anos. “Há uma grande diferença entre o preço pago ao produtor e aquele praticado no mercado. Essa situação tem inviabilizado a produção”, alertou Ferrari, que defendeu a exportação do produto como forma de impulsionar os ganhos da classe.

Werlang defendeu a aproximação entre produtores e indústria, além da busca por novos mercados, melhoria da qualidade do leite produzido e a definição de um preço de referência para o produtor. Ele também acredita que a redução do PIS/Cofins pode melhorar a situação dos produtores. “Precisamos valorizar o nosso produto e estimular quem tem interesse em vender um leite de qualidade”, comentou.

A secretária-executiva do Sindileite/SC, Amábile Neckel, entidade que representa a indústria, afirmou que o setor não concorda com a definição de preços mínimos. “A economia é livre”, resumiu. Ela afirma que Santa Catarina precisa começar a adequar sua legislação para exportar leite. A representante do sindicato também defendeu alterações na cobrança do ICMS do produto.

Paulo von Dokonal, da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), também acredita que a melhoria na qualidade do leite produzido no estado poderá abrir as portas para o mercado externo e melhorar o rendimento dos produtores. Isso passa pela assistência técnica e solução de problemas de sanidade no rebanho, como a brucelose e a tuberculose.

O presidente da Cooperativa Regional Auriverde, Cláudio Post, também discorda da precificação do leite, mas acredita que a questão tributária deve ser atacada para se melhorar o preço pago ao produtor. A sanidade animal, os investimentos em pesquisa e a definição de um modelo de produção de leite no estado estão entre os pontos que podem tornar a cadeia produtiva mais competitiva.

O secretário-adjunto de Estado da Agricultura e da Pesca, Athos de Almeida Lopes Filho, também participou da reunião da frente. Ele reconheceu que o Estado tem que avançar em algumas questões, como na solução dos problemas de sanidade, e defendeu a união de toda a cadeia. “O governo vai sempre ajudar aqueles produtores que forem eficientes, que produzirem um leite de qualidade”, disse.

De acordo com o deputado Moacir Sopelsa, a frente parlamentar fará reuniões periódicas para avançar no encaminhamento das questões apontadas durante o encontro desta quarta. Ele ressaltou a necessidade da união entre produtores e indústria para a sobrevivência e crescimento da cadeia leiteira. “Ou nós organizamos essa relação ou não vejo futuro para o setor”, alertou.

Fonte: Sindileite SC
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