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Brasil |31 octubre, 2017

Indústria | O Governo quer que a Fonterra assuma o controle da SanCor

SanCor/Fonterra – Em 10 ou 15 dias mais, executivos da neozelandesa Fonterra retornarão à Argentina para continuar as negociações com a cooperativa de laticínios SanCor.

SanCor/Fonterra – Em 10 ou 15 dias mais, executivos da neozelandesa Fonterra retornarão à Argentina para continuar as negociações com a cooperativa de laticínios SanCor. Em uma visita anterior, esses executivos pediram à diretoria, integrada por 13 memebros, uma radiografia da situação e a possibilidade de ficar com os ativos da indústria argentina.
Agora retornarão “com uma proposta concreta”, e o Governo está entusiasmado: aposta que a Fonterra passará a controlar a SanCor. Assim como a SanCor, a Fonterra é uma cooperativa de laticínios. Tem 10.500 produtores associados, emprega 22.000 pessoas e é o principal grupo exportador de lácteos do mundo. Tem faturamento de US$ 12 bilhões. Suas vendas são quase que 25% das exportações totais da Nova Zelândia. Contrasta com o atual desempenho da SanCor. Segundo foi divulgado durante a eleição de José Pablo Gastaldi, um produtor de 41 anos, para novo presidente da cooperativa, a SanCor aumentou sua dívida no último exercício anual, encerrado em 30 de junho, em 300 milhões, e chegou a 2,7 bilhões de pesos. “Se voltam é porque a negociação [com a diretoria da Fonterra] foi bem-sucedida”, disse uma fonte do Governo sobre os executivos da empresa. Destacou que “seria formidável” para a Fonterra se unir à SanCor, e destacou que sua chegada seria boa não apenas para a cooperativa, mas também o setor produtivo de um modo geral, e para o país. “É até estranho que eles não estejam na Argentina”, disse o Governo. A rigor, a Fonbterra tem operações no Brasil e no Chile, mas não aqui. A fonte destaca que, por ser uma cooperativa, talvez os produtores ligados à SanCor possam se sentirem “confortáveis” com esse perfil da empresa da Nova Zelândia.
Mas, além de ser uma cooperativa, interessa ao Governo o seu caráter internacional, o que poderá permitir a chegada da primeira empresa internacional de laticínios na Argentina durante a gestão de Mauricio Macri. A fonte oficial consultada voltou a insistir, durante a entrevista com La Nacion, que seria “espetacular” a presença da Fonterra. Acrescentou que o Governo espera que a SanCor encontre uma saída para sua crise “com a Fonterra ou com qualquer outro” grupo.
São cautelosos porque afirmam que não podem influenciar em uma negociação entre “entes privados” e porque existem outros interessados, sendo um deles um grupo multinacional de laticínios, e uma outra empresa que não é do ramo. “Existem avanços reais com a Fonterra”, reconheceu uma fonte próxima da SanCor, que também admitiu as negociações com outros grupos. Mas, com a Fonterra, no entanto, não foram discutidos valores. “Não existe preço, se ainda estão sendo feitos levantamentos sobre ativos e passivos a serem negociados”, disse a fonte ligada à empresa. Alguns estimam que os débidos da SanCor, incluindo compromissos com credores, fornecedores e bancos, rondaria em torno de 6 bilhões de pesos. Segundo relatório do Banco Central, a cooperativa chegou a acumular 10.258 cheques devolvidos, no valor total de pouco mais de um bilhão de pesos. Desse montante, já liquidou 28%. No entanto, a cooperativa tem uma dívida fiscal de mais de um bilhão. Neste ponto, diversas fontes asseguram que está buscando negociar com a receita, uma proposta de pagamento. Como a empresa tem pagamentos atrasados com os produtores, muitos assinaram um contrato se comprometendo a não iniciar nenhum processo até o final do próximo mês.

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