ÔĽŅ #L√°cteos revertem tend√™ncia de alta em Minas

#Lácteos revertem tendência de alta em Minas

 
As temperaturas elevadas aliadas ao encarecimento dos produtos lácteos para o consumidor contribuíram para que o valor pago aos pecuaristas de leite pelo litro do produto, ao longo de junho frente a maio, ficasse 2,03% inferior em Minas Gerais, valor líquido. A queda já era esperada pelo setor, que vinha observando alta desde o início do ano, o que interferiu na demanda pelos consumidores.

No Estado, o litro do leite foi negociado em média a R$ 1,02, valor líquido, e R$ 1,10, valor bruto, que ficou 1,66%. Para julho, a expectativa é de estabilidade nos valores.

De acordo com os dados do Boletim do Leite, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário baixista registrado no país, e em Minas Gerais, já era esperado pelo setor e é reflexo do desaquecimento do mercado de derivados em maio e da produção praticamente estável em junho. Além disso, o menor crescimento da economia e os altos preços dos derivados influenciaram na redução do consumo de produtos lácteos.

Na m√©dia do pa√≠s, o recuo nos pre√ßos foi de 0,73%, com o litro negociado a R$ 1,01. Minas Gerais e Goi√°s registraram quedas mais significativas de 2,03% e 3,53%, respectivamente, nos pre√ßos l√≠quidos m√©dios pagos ao produtor. Os demais estados (Bahia, Paran√°, Santa Catarina, S√£o Paulo e Rio Grande do Sul), por outro lado, tiveram eleva√ß√Ķes, puxados principalmente pela menor oferta no campo.

Captação

Considerando a m√©dia do pa√≠s, o √ćndice de Capta√ß√£o do Leite (Icap-l) ficou praticamente est√°vel em maio, com ligeira queda de 0,05%. Em Minas Gerais, a capta√ß√£o ficou apenas 0,17% inferior. De acordo com t√©cnicos do Cepea, para julho √© esperada nova queda na capta√ß√£o, j√° que as pastagens est√£o bastante prejudicadas e a produ√ß√£o de silagem, que √© utilizada na alimenta√ß√£o dos animais, tamb√©m foi significativamente afetada.

Em Minas, a queda nos pre√ßos recebidos pelos produtores foi observada em todas as regi√Ķes produtoras. De acordo com o levantamento do Cepea, a maior retra√ß√£o ocorreu nas regi√Ķes Sul e Sudoeste, onde o litro de leite foi negociado, na m√©dia l√≠quida, a R$ 0,909, o que representou uma retra√ß√£o de 5,94%. O valor bruto, R$ 0,981, ficou 4,87% menor.

Queda significativa tamb√©m foi observada nos pre√ßos da Regi√£o Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O litro de leite foi negociado a R$ 1,122, valor bruto, e R$ 1,01, pre√ßo l√≠quido, retra√ß√£o de 4,89% e 4,5% respectivamente. No Tri√Ęngulo e Alto Parana√≠ba a queda foi de 2,78% no valor bruto, com o litro de leite avaliado em R$ 1,192 e de 2,98% no pre√ßo l√≠quido com o produto vendido a R$ 1,106.

Na Zona da Mata o preço líquido foi de R$ 0,903 por litro, variação negativa de 1,13%. O valor bruto ficou 1,18% menor em junho atingindo R$ 0,975 por litro. Já no Vale do Rio Doce o pecuarista recebeu pelo litro de leite R$ 1,11, queda de 2,46% no valor líquido.

A expectativa para julho em relação aos preços é de estabilidade. Entre representantes de cooperativas e laticínios consultados pelo Cepa, 58,3%, que representam 56,3% do leite amostrado, acreditam que os preços ficarão no mesmo patamar e 25% (que representam 35,9% do volume captado) indicam que haverá nova queda. Os demais, 16,7% (7,8% do volume), esperam alta dos preços.

As informa√ß√Ķes s√£o do Di√°rio do Com√©rcio.

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