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Sin categoría |3 abril, 2012

Indústria | Leite: produção informal cai no Brasil

A produção de leite informal cai no paí­s, mas não deixa ainda inteiramente satisfeito o pecuarista Jorge Rubez, presidente da…

A produção de leite informal cai no paí­s, mas não deixa ainda inteiramente satisfeito o pecuarista Jorge Rubez, presidente da Associação Leite Brasil, entidade que conduz há anos a batalha contra essa “chaga” do setor

Números divulgados nesta quinta-feira (29/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatí­stica (IBGE) mostram que a participação do leite industrializado vem crescendo em relação í  produção total e alcançou 70% em 2011, contra 66% de há sete anos. Segundo o IBGE, o volume de leite industrializado pelos estabelecimentos sob inspeção federal, em 2011, cresceu 3,9%, passando para 21,692 bilhões de litros contra os 20,873 bilhões de 2010.

Leia o que diz Rubez: “O crescimento é positivo, porém ficou abaixo da média dos últimos cinco anos, quando registrou 5,2%, e muito aquém do pico anotado em 2008, de 8%.”

A pecuária leiteira atravessou perí­odos de transformações profundas nos últimos anos. Fazendas tradicionais, principalmente no Estado de São Paulo, literalmente fecharam a porteira, e outras regiões, caso do Nordeste, adentraram com força no cenário. Em 2010, o Brasil produziu 30,5 bilhões de litros de leite, quinto maior volume mundial.

í‰ uma produção pujante, sem dúvida, para uma atividade que tem a nobre função de manter famí­lias no campo, evitando o íªxodo rural forçado, triste e histórico fení´meno que tem diminuí­do significativamente nos últimos anos.

Voltando a Rubez: “Um dos fatores que contribuiu para o aumento da produção total de leite é o profissionalismo do pecuarista que, mesmo convivendo com elevados custos de produção, competição de outras atividades commodities e fatores climáticos adversos, investiu na atividade. Comprou bons animais leiteiros, por exemplo,” diz.

Com toda razão, Rubez não fica satisfeito com o alto volume de leite ainda í  margem da fiscalização e com os problemas que daí­ surgem, como a transmissão de doenças. Mas ele reconhece os expressivos avanços. Eu também, por conta de várias reportagens sobre leite que fiz pelos pastos mineiros, paulistas, paranaenses, goianos e nordestinos testemunhando o esforço e a preocupação dos pequenos e médios pecuaristas com amelhora do manejo, da genética e da sanidade. Eles correram atrás da eficiíªncia e ingressaram no mercado com força. Melhoraram de vida. Sua maior alegria é estudar os filhos e tíª-los de volta para a condução da fazenda. Presenciei isso em Lorena, no Vale do Paraí­ba, em Viçosa, Minas Gerais, em Chapecó, Santa Catarina, em Itumbiara (Goiás), em muitas cidades do Nordeste. Na década de 80, editei a revista Balde Branco (Leite Paulista) e andava por ao menos 10/15 municí­pios ao ano. O panorama é outro, a realidade mudou para melhor. í“bvio que há muito chão í  frente.

Quero louvar aqui o Programa Balde Cheio, do professor Artur Chinelato, da USP, e de outros mestres, que deu uma reviravolta positiva na vida de sitiantes de mais de 600 municí­pios de todo o Brasil. “Eles recuperaram a autoestima e se encheram de esperança”, afirma o professor, que visita pessoalmente essas pequenas propriedades para acompanhar de perto a lição de casa.
Fonte: Globo Rural

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