#Leite: Produtores investem em agroindústrias para potencializar negócios

#Leite: Produtores investem em agroindústrias para potencializar negócios

 

Verticalizar produção tem sido aposta em diversos segmentos para ampliar lucros

A fim de aumentar os lucros, agricultores e pecuaristas decidiram se dedicar, além da atividade na fazenda, à fabricação e comercialização de derivados. Com a criação de agroindústrias, conseguem escapar dos preços baixos pagos pelo que produziam e potencializaram seus negócios, gerando empregos e mantendo familiares trabalhando na propriedade. E, hoje, defendem os benefícios da chamada verticalização.
“Plantávamos e vendíamos tudo a granel. A gente sempre achou que o retorno era baixo, porque sem processar o produto, você ganha bem menos do que se você processa os grãos”. Foi depois de chegar a esta conclusão que Vera Dalla Vechia e seu marido, Roque, decidiram criar uma agroindústria para processar os grãos que produziam em sua propriedade.

Com um investimento de aproximadamente R$ 200 mil na compra de um prédio e equipamentos, eles fundaram em 2006, no município de Santo Ângelo, noroeste do Rio Grande do Sul, a agroindústria de óleos Giroil. “Começamos com a linhaça. Já plantávamos e começamos a fazer o óleo. Plantávamos girassol, fizemos o óleo de girassol. Também plantávamos canola e fizemos o óleo”, diz Vera.

Praticamente tudo que é processado na agroindústria dos Dalla Vechia vem da propriedade da família. “Como a gente processa tudo isso e faz essas plantações bem diversificadas, está sempre em movimento. Quando não estamos plantando um produto de verão, estamos plantando um de inverno. Com isso a gente consegue ter um maior número de pessoas envolvidas, a geração de empregos aumenta”, explica.
“O talento do produtor é produzir. Se tratar uma agroindústria como trata a produção, acaba tendo uma grande dificuldade” (Heloísa Helena, analista do Sebrae-SP)

Segundo ela, a adaptação da estrutura foi feita gradativamente. Depois de estudar sobre a produção de óleos e aprender a tocar a agroindústria, a família procurou a Emater para fazer um curso de Boas Práticas de Fabricação. Mesmo assim, enfrentaram dificuldades. “Sentimos falta da ajuda porque o pessoal que vem dar o curso de Boas Práticas de Alimentação não é preparado para agroindústria de óleo e de farinha. Eles têm um curso pronto que é direcionado a frigoríficos”.

Em breve, este não deverá ser mais um problema para quem decide fundar uma agroindústria. Segundo a analista de agronegócio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Heloísa Helena, será oferecido um serviço com especialistas na área de alimentos para dar suporte no processamento e conservação dos produtos.

Heloísa considera fundamental que o produtor que pretende investir neste tipo de estrutura procure a ajuda de especialistas. “O talento dele é produzir. Se ele for tratar uma agroindústria como trata a produção, sem as técnicas e administração, acaba tendo uma grande dificuldade.”

Uma opção é o próprio Sebrae. Segundo a analista, a instituição poderá auxiliar na preparação de um plano de negócios e no estudo de viabilidade econômica e financeira. Fatores fundamentais para que o negócio dê certo. “O erro mais comum é não fazer o plano de negócios, um planejamento, um estudo de retorno deste capital. Eles não são acostumados a fazer isso na agricultura. Os pequenos, que são o público do Sebrae, geralmente têm dificuldade de ter essa visão de longo prazo”.

Foi com a consultoria do Sebrae que a família Fabian-Wziontek conseguiu regularizar e expandir os negócios da Fabian Lácteos, uma pequena indústria de derivados do leite criada em 2007, em Barão do Cotegipe, no Rio Grande do Sul. “Nós produzíamos leite em uma quantidade bem menor e negociávamos com a cooperativa. O retorno era muito baixo. Por causa da baixa remuneração, resolvemos criar uma indústria para pasteurizar o leite, o que com certeza agrega muito mais valor”, conta a proprietária Edinéia Fabian.

Além do leite pasteurizado, a empresa produz diferentes tipos de queijos e bebidas lácteas de vários sabores . “A gente vende nos mercados da cidade, na feira do produtor e para as escolas estaduais e municipais também.” Ela conta que a produção passou de cerca de dois mil litros por mês para 12 mil e o faturamento aumentou 100%.

Cidades vizinhas de Barão do Cotegipe já estão procurando os produtos, diz Edinéia. Para atender à demanda, o plano, de acordo com a empresária, é expandir os negócios. Pelo menos duas pessoas terão que ser contratadas. Atualmente, trabalham ela, seu marido, seu pai e sua mãe.

Na Giroil, a agroindústria de grãos da família Dalla Vechia, a expectativa também é de crescimento. A empresa, que conta com 20 funcionários na agroindústria e outros quatro na fazenda, planeja aumentar sua capacidade de produção. “Assim que conseguirmos o financiamento do BNDES para a construção do nosso prédio, vamos ter produção para uns 50 funcionários. Em torno de oito a dez meses nós devemos estar com nosso pavilhão novo construído com facilidades para produzir bem mais”, conta Vera.

Mas não são apenas pequenos produtores que afirmam colher os frutos da verticalização. Indústrias maiores também vêm apostando neste tipo de estrutura. É o caso da GT Foods, empresa com sede no Paraná que atua principalmente no setor de aves. O processo de verticalização começou em 2005.
“Vou ter o melhor trato para a galinha, para ter o melhor ovo e o melhor pintinho. Lá na frente, vou ter o melhor resultado de peso” (Ciliomar Tortola, diretor da GTFoods)

“Todo o frango é nosso. Temos desde a matrizeira para produzir os ovos, as incubadoras para os pintinhos e daí para as granjas. Nossa produção tem o ciclo fechado”, explica o diretor Ciliomar Tortola. Hoje, 20% das aves abatidas pelo grupo vêm de granjas próprias e 80% em sistema de integração, em que a empresa fornece as aves e a aliemntação e donos de granjas fazem a engorda.

A GT Foods controla 80% da sua necessidade de matéria-prima. A dependência do mercado paralelo é de apenas 20%. Segundo ele, além da garantia do volume necessário, há outras vantagens. “A qualidade, pois a gestão disso está na nossa mão. Vou ter o melhor trato para a galinha para ter o melhor ovo e o melhor pintinho. Lá na frente vou ter o melhor resultado de peso. Outro fator é o custo, com negociação em escala”.

A empresa tem atualmente seis unidades, cinco no Paraná e uma em Santa Catarina (arrendada). O transporte da produção é feito com uma frota própria de 250 caminhões. E até o combustível passou a ser fornecido pela própria GT Foods, que investiu na compra de postos de combustível em Maringá e Paranavaí. Além de enviar seus produtos para vários estados, a empresa exporta para quase 70 países.

Um fator importante para o sucesso do modelo, explica o diretor, está na forma como ele é gerenciado. Segundo Ciliomar Tortola, cada fase da produção é administrada como uma unidade independente de negócios. E, da matéria-prima ao transporte, tudo é faturado a preços de mercado.

De outro lado, ele diz que fica mais fácil saber quando algo não vai bem. “Até porque, se uma parte não der negócio, eu digo para com isso, vende isso aqui que alguém vai me fornecer. Para que eu vou ficar com esse negócio roubando uma parte do faturamento do grupo?”, diz Ciliomar.

http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2014/05/produtores-investem-em-agroindustrias-para-potencializar-negocios.html

 

 

 

 

 

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