#Leite: Setores produtivos no estado do Ceará esperam alta nas exportações

#Leite: Setores produtivos no estado do Ceará esperam alta nas exportações

 

Sem expectativas imediatas para o encontro do Brics – considerado por especialistas um dos grupos mais importantes para o futuro econômico do Brasil -, os setores produtivos cearenses despejam sobre a política de relações internacionais, que deve ser discutida durante o evento, as esperanças de terem as exportações potencializadas nos próximos anos, além de visarem um contato mais próximo com estrangeiros cuja posição é chave para a prospecção de negócios no futuro.

“Este é um evento que, por si só, não movimenta a economia local. O mais importante serão as decisões que são tomadas nele, principalmente, no que diz respeito ao comércio exterior”, avalia o economista e diretor técnico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-Ceará), Alex Araújo.

Inclusão no debate

Para ele, além de estar no Estado que sedia o encontro, é importante que os empresários locais estejam “neste debate”. A participação, acredita o economista, deve contribuir para o relacionamento entre a cadeia produtiva local, do Ceará, com as de regiões de Rússia, Índia, China e África do Sul. Todos os países, diz Alex, “são países que possuem potencial de crescimento muito grande e atraem investimentos”.

Crise global em pauta

Na análise do economista da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Lima Matos, além do comércio internacional, também devem fazer parte da pauta das reuniões do Brics questões relacionadas à crise econômica mundial. “São países que possuem atividades complementares e de padrão de desenvolvimento semelhante, por isso a crise os tem afetado de forma assemelhada”, pontua.

O ponto a ser definido, segundo apontou Lima Matos, é “fortalecer os países (que participam do bloco econômico) de maneira uniforme” a partir de estratégias de cooperação econômica.

Produtos chineses

Já sobre a entrada de produtos chineses no mercado brasileiro que têm afetado tanto a indústria quanto o comércio nacional, o economista da Fiec garante: “primeiro, o Brasil e também o Ceará precisam fazer o dever de casa, ou seja, diminuir os custos internos, baixar os juros e melhorar a infraestrutura para poder competir”, assinala.

Lima Matos acredita, no entanto, que diante da impossibilidade de preparar o País para uma competição equiparada de imediato, devem ser assinados alguns protocolos de entendimentos para barrar a entrada de artigos que sejam prejudiciais a produtores brasileiros.

“Mas é difícil você negociar qualquer proibição quando pretende aumentar sua pauta de exportação”, contrapõe o economista da Fecomércio, afirmando que “a vantagem de custo de produção da China é muito difícil de ser combatida” e relembrando os interesses nacionais de aumentar a venda de produtos para os membros do Brics.

Leite para a China

Na perspectiva de prospectar negócios junto aos países do Brics, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, afirmou que já identificou uma demanda na China possível de os produtores rurais cearenses atenderem: o leite.

“Estivemos lá (na China) recentemente e vimos que existe uma necessidade deles por leite que nós podemos perfeitamente atender”, contou Saboya, ao mencionar a proposta que fez ao governo estadual de promover encontros de negócios entre os produtores rurais e empresários estrangeiros ao longo dos dias nos quais acontece a reunião do bloco econômico.

Biotecnologia

Outra oportunidade de negócio “importante” citada por Saboya e que deve aumentar as chances do Ceará de expandir a participação nas exportações brasileiras permeia a área de biotecnologia. Ele ainda destaca o reconhecimento como zona livre internacional de febre aftosa como possibilidade de livre exportação de animais.

Pontos decisivos

“O mais importante serão as decisões a serem tomadas, principalmente no que diz respeito ao comércio exterior”

ALEXA RAÚJO
Economista e diretor técnico da Fecomércio

“São países com padrão de desenvolvimento semelhante, por isso a crise os tem afetado de forma assemelhada”

FRANCISCO LIMA MATOS
Economista da Fiec

“Estivemos lá (na China) e vimos que existe uma necessidade deles por leite que nós podemos perfeitamente atender”

FLÁVIO SABOYA
Presidente da Faec

Fonte: Diário do NOrdeste (CE)/Armando de Oliveira Lima

 

 

 

 

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