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Sin categoría |7 abril, 2014

Leite | #Leite sobe após estiagem e problemas com ração animal

  Após quatro quedas mensais consecutivas, o valor nominal do leite pago ao produtor subiu 3,02% em março e tende…

 

Após quatro quedas mensais consecutivas, o valor nominal do leite pago ao produtor subiu 3,02% em março e tende a continuar em alta nos próximos meses. O principal motivo é a estiagem que castigou as pastagens do Sul e Sudeste, prejudicou a ração dos animais e a formação de silagem de milho com qualidade, que seria o abastecimento alimentício para os meses de inverno. No Brasil, os valores tiveram alta de 2,6% durante este ano. Já no Rio Grande do Sul, segundo maior produtor do País, os preços já subiram quase 16% no mesmo período de avaliação, sem perspectivas de recuo a curto prazo devido ao início da entressafra.

 

 

 

 

 

 

 

“A sazonalidade de preços entre o final de um ano e início do outro não é algo tão incomum, acontece por conta das férias escolares e redução na demanda. O único atenuante é essa seca que ocasionou uma redução de produtividade nas áreas de pastagens e na produção de silagem, um alimento preparado para ser utilizado nesse período de entressafra – que já começou no Sul e tem início no final de maio no Sudeste -, seca e inverno”, explica o analista de mercado do Cepea, Daniel Bedoya.

 

 

 

Para abril, a expectativa do Cepea é de que os valores do leite sigam em patamares altos, impulsionados por oferta restrita. Um estudo do instituto aponta que 82,1% dos laticínios e cooperativas (que representam expressivos 95,2% do leite amostrado) acreditam em nova elevação para este mês. Outros 16,3% têm expectativas de estabilidade nos preços e apenas 1,6% destes agentes esperam queda para abril.

 

 

 

“Ele [leite] aumenta não em função da falta de produto, mas em função do custo de produção. Houve um aumento em março que ainda não chegou ao consumidor final, mas produzimos 33 milhões de litros de leite no Brasil, consumimos 30 milhões e ainda importamos um milhão. O que nos assusta é se daqui para a frente não chover”, avalia o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez.

 

 

 

Para o presidente, o fato de que vai a demanda deve se manter consistente nos próximos meses pode encarecer ainda mais o produto no inverno. “Aqueles que conseguiram fazer a silagem com o capim vão sofrer menos, mas aqueles que não conseguiram vão ter aumentos expressivos nos custos de produção. De qualquer maneira o custo vai aumentar, seja pela necessidade de compra de feno e cana-de-açúcar, por exemplo, para os animais comerem ou porque a qualidade da silagem de capim é muito inferior a de milho e demanda complementos para a alimentação do animal”, afirma.

 

 

 

Um ponto crítico destacado por Rubez é que a cadeia do leite, a começar do produtor até o final, no varejo, depende 100% do mercado interno, “se aumentar muito o preço do produto nacional, as vendas podem cair e abre-se uma porta para a importação vinda de países da América Latina. O governo pode tomar medidas que causem estragos maiores ao produtor”.

 

 

 

Prejuízos

 

 

 

Nos últimos dez anos, a captação do RS ficou em uma média anual de crescimento de 8,44%.

 

 

 

O cenário apresentou mudanças em 2013, fator que se estendeu a este ano.

 

 

 

“No ano passado já sofremos com relação ao comportamento de produção, o crescimento ficou em 2,85%. Com relação a preços, em 2014, o estado já teve um avanço na casa de 15,97% contra março do ano anterior”, avalia o presidente da Associação Gaúcha de Laticinistas e Laticínios (AGL), Ernesto Krug.

 

 

 

Uma pesquisa realizada pela entidade nos mercados do Rio Grande do Sul indicou que o preço do leite UHT (longa vida) subiu 0,53% em janeiro, avançou 3% em fevereiro e disparou 6,34% no mês de março, fixado em R$ 2,18 no dia 31.

 

 

 

“Tivemos problemas primeiro pela seca depois pelo excesso de chuvas, que estão acontecendo agora, por exemplo, isso afeta nossa produção e a produtividade”, diz Krug.

 

 

 

Em outros estados também ocorreram problemas em função do clima.

 

 

 

O produtor Geovando Vieira Pereira, do sudeste de Goiás, conta que entre dezembro, janeiro e fevereiro, principalmente, e meados de março ocorreu uma seca que prejudicou a produção.

 

 

 

“Houve redução entre 8% e 10% na produção desses meses. Isso afetou bastante a confecção da silagem, porque o milho não desenvolveu bem e a qualidade foi afetada”, comenta.

 

 

 

Segundo Pereira, a espiga do milho não chegou a ter a formação total e faltou granação do grão, além de peso.

 

 

 

“Significa que se você vai ter um custo maior no inverno por má qualidade de silagem e isso provavelmente vai ser repassado pelo consumidor final da região”, completa o produtor.

 

 

 

Fonte: Nayara Figueiredo, DCI

 

http://www.cenariomt.com.br/noticia/351617/leite-sobe-apos-estiagem-e-problemas-com-racao-animal.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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