Leite tem nova queda no mercado gaúcho, aponta Sindilat - eDairy News

Leite tem nova queda no mercado gaúcho, aponta Sindilat

A redução foi puxada pela queda do valor do leite pasteurizado (-11,70%) e do leite UHT (-6.68%). Apesar da diminuição de preço de referência nos últimos meses, o leite ainda está acima da valorização de anos anteriores. O leite UHT, por exemplo, nos últimos 12 meses, acumula alta de 26%, o que se justifica pelos picos históricos do produto apurados na entressafra. “Também é preciso considerar que, na ponta, as indústrias pagam mais do que isso por litro uma vez que há remuneração adicional por qualidade e quantidade”, explicou o presidente do Conseleite e do Sindilat, Alexandre Guerra.

 

O professor da UPF Eduardo Belisário Finamore pondera que os dados do Rio Grande do Sul estão inseridos em um contexto nacional, regidos pelo livre mercado e acompanham a realidade de outros estados. A redução do UHT em outubro, pontua ele, foi menor do que vinha sendo verificada nos meses anteriores. “Nossa expectativa é que o leite UHT agora tenda a se estabilizar”, sugere.

 

O presidente do Conseleite pontuou a interferência do mercado internacional no contexto nacional e salientou que o leite em pó importado foi o “grande vilão”. “Tivemos uma alta expressiva no primeiro semestre e, agora, estamos enfrentando uma queda considerável. A indústria não quer baixar o preço e não baixamos o preço porque queremos. É porque o mercado se autorregula pela lei da oferta e da procura”, argumentou Guerra. O vice-presidente do Conseleite, Jorge Rodrigues, lembrou que o aumento substancial do produto foi decorrência da falta de leite no mercado brasileiro, com picos em junho e julho, e, agora, a queda é inevitável. “O mercado de leite é São Paulo e Rio de Janeiro. Quando começa a safra em Minas Gerais e Goiás, o volume impacta todo o mercado, o que se agrava com a importação de leite do Uruguai”, pondera.

 

REUNIÃO ALIANÇA LÁCTEA – Durante a reunião do Conseleite, lideranças ainda alinharam uma posição a ser apresentada durante encontro da Aliança Láctea Sul Brasileira, nesta quarta-feira (19/10), em Curitiba. Jorge Rodrigues disse que criar cotas específicas ao Uruguai é difícil neste momento. A sugestão é delimitar um teto para as importações nacionais, independente da origem do leite adquirido. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, “é preciso trabalhar com o governo reforçando a questão social”. “Trabalhamos com livre mercado, mas precisamos de um acordo privado que limite as aquisições”.

 

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Setembro de 2016.

Matéria-prima Valores Finais

Setembro / 16

I – Maior valor de referência 1,1496
II – Preço de referência 0,9997
III – Menor valor de referência 0,8997

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto – o frete é custo do produtor)

 

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – Outubro de 2016.

Matéria-prima

Outubro /16 *
I – Maior valor de referência 1,0969
II – Preço de referência 0,9539
III – Menor valor de referência 0,8585

(1) Valor para o leite posto na plataforma do laticínio com Funrural incluso (preço bruto – o frete é custo do produtor)

 

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/granjeiros/180983-leite-tem-nova-queda-no-mercado-gaucho-aponta-sindilat.html#.WAeIleDhDIU

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