Prejuízo no setor de laticínios do Ceará chega a R$ 5,4 milhões com

Prejuízo no setor de laticínios do Ceará chega a R$ 5,4 milhões com a greve, estima Sindilaticínios

Produtores de leite, aves e suínos reclamam perdas devido às paralisações, que já duram nove dias. Juntos, setores representam 80% do Valor Bruto da Produção Pecuária do Estado (VBP)

11:21 | 29/05/2018

(Foto: Cristina Fontenele/ O POVO)

O prejuízo estimado no setor de laticínio do Ceará nos nove dias da greve dos caminhoneiros chega a R$ 5,4 milhões, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Ceará (Sindilaticínios), Henrique Girão. Produtores de avicultura e suinocultura também reclamam perdas durante as paralisações: devido à falta de abastecimento, ração para os animais começa a faltar. Informações foram divulgadas em coletiva à imprensa cedida pelo presidente da Federação da  Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec) nesta terça-feira, 29.

Segundo Henrique Girão, o Estado está deixando de escoar a produção de 500 mil litros de leite por dia. “Estimando a R$ 1,20 o litro e 10 dias parados, já se tem a dimensão do prejuízo”, calcula. O setor também encontra problemas em relação às embalagens para o produto, que são compradas no Sudeste. O estoque disponível só deve durar mais uma semana, o que prejudica o armazenamento.  O presidente ainda pontua que somente 20% da produção no Ceará está sendo captada, gerando desabastecimento e impacto na cadeia de derivados do leite.
O setor da avicultura deve sentir impactos até daqui a dois anos, conforme o presidente da Associação Cearense de Avicultura (Aceav), João Jorge Reis. Ele informa que já falta ração para os animais nas granjas, com pintos sendo abatidos devido ao problema.
A ração para suínos só deve durar até esta terça-feira, segundo o vice-presidente da Associação de Suinocultores, João Ricardo Rabelo. A entidade está negociando insumos de trigo para alimentar os animais e evitar perdas. Os porcos já receberam 12 mil litros de leite que seriam descartados devido crise na distribuição para alimentação.
“Precisamos de uma solução rápida”, reivindica o presidente Faec, Flavio Saboia. Segundo ele, há oito dias foi feito um apelo por meio de correspondências para o governador Camilo Santana (PT), pedindo um caminho para a crise. Ele diz que, até o momento, o setor produtivo até agora não foi recebido pelo governo para tratar do problema.
Redação O POVO Online,
Com informações da repórter Cristina Fontenele 
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