Produtividade leiteira do Ceará aumenta em 10 anos, segundo Ipece

Produtividade leiteira do Ceará aumenta em 10 anos, segundo Ipece

 

A produção de leite no Ceará cresceu de 380.025 mi litros em 2006 para 528.138 mil litros em 2016, ou seja, incremento de 38,97 por cento. Na mesma comparação, o valor da produção passou de R$ 516.524 mil para R$ 742.901 mil, elevação de 43,21 por cento. O Ceará, em 2016, ocupava a 12º colocação do Brasil na produção de leite, com participação de 1,57 por cento da produção nacional, de 33.624.641 mil litros. No Nordeste, também naquele ano, o estado era o terceiro no ranking, atrás da Bahia e Pernambuco, sétimo e nono colocados, respectivamente.

O Ceará produz 56,3 por cento do valor total da produção de laticínio ofertado pelo Estado. Um total de 43,1 por cento vem de outros estados brasileiros e 0,4 por cento é importado. Quase a metade dos produtos derivados do leite consumido na economia do Ceará é importado. O consumo domiciliar de laticínios, em 2016, atingiu 686.854 mil litros no Ceará, um déficit de 158.716 mil litros, já que a produção é de 528.138 mil litros. Os dados estão no Ipece Informa (nº 128) –maio/2018 – Análise da atividade do leite e seus derivados no Ceará.

O trabalho, elaborado pelos assessores Técnicos Ana Cristina Lima Maia e Rogério Barbosa Soares, que contaram com a colaboração de Cleyber Nascimento de Medeiros, analista de Políticas Públicas, e do estagiário Matheus dos Santos Carvalho, revela que, com relação à estrutura de consumo do leite no Ceará, em termos de valor de produção, foi constatada que uma pequena parte (3,6 por cento) da produção é consumida pelos próprios produtores para fins de insumos para outras atividades, principalmente na criação de bovinos e suínos.

As famílias cearenses consomem 50 por cento de todo o leite produzido no Estado (em termos de valor), considerando todos os elos de fornecimentos para a família, a indústria absorve 46 por cento do valor da produção de leite do Ceará. Apenas 0,4% é aderido pelos setor de serviços. Quanto à estrutura de consumo dos produtos de laticínios verificou-se que 8,8 por cento ficam na indústria de alimentos e bebidas, incluindo a própria indústria de laticínio; 3,5 por cento é demandado pelo setor de serviços, enquanto que as famílias cearenses consomem 77,0 por cento do valor da produção de laticínios. O Ceará exporta para outros estados brasileiros 10,7 por cento do valor da produção de produtos lácteos.

Para um maior esclarecimento foram identificados quais os produtos lácteos mais consumidos pelo Ceará fazendo uma comparação com o Brasil e Nordeste, segundo dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF). O consumo per capita de laticínios do Ceará está abaixo do per capita do Brasil, porém é maior do que o consumo per capita do Nordeste abaixo. O consumo domiciliar per capita de laticínios do Ceará é de 39,166 quilogramas/ano, sendo o maior deles o subgrupo leite e creme de leite, com um per capita de 34,796 quilograma/ano. Dentro desse subgrupo a maior participação é do consumo de leite fresco (55,6 por cento) e do leite pasteurizado (34,9 por cento). O consumo domiciliar per capita de queijos e requeijão dos cearenses é de 1,57 quilogramas/ano, outros laticínios (iogurte, leite fermentado, manteiga e outros), apresenta um consumo per capita de 2,8 quilogramas/ano.

Ao analisar as três primeiras etapas da cadeia produtiva do leite (produção, processamento e comercialização) responsáveis pela geração de emprego, o estudo mostra o número estabelecimentos e empregos formais no Ceará gerado por esse setor. Os dados, levantados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2016, envolvem as seguintes atividades: Criação de bovinos para leite, Preparação do leite, Fabricação de laticínios, Comércio atacadista de leite e laticínios e Comércio varejista de laticínios e frios. Ana Cristina observa que o setor de laticínio do Ceará apresentou 4.095 empregos formais em 2016, sendo que a atividade de fabricação de laticínio concentrou a maior parcela, com 45,9 por cento do total empregado; o comércio varejista participou com 26,7 por cento.

A atividade criação de bovinos para leite participou com 18,7 por cento, o comércio atacadista de leite e laticínios respondeu por 6,4 por cento e a atividade preparação do leite com apenas 2,3 por cento. Já os empregos formais do setor de laticínio no Ceará, em 2016, foram gerados em 78 municípios, sendo Fortaleza responsável pela maior parcela de emprego (27,6 por cento), a maior quantidade de emprego encontra-se nas indústrias de fabricação de laticínio. Morada Nova está em segundo lugar, com 14,5 por cento, com destaque também para o segmento de fabricação de laticínios. Maranguape a Maracanaú aparecem logo em seguida, com participações de 9,7 por cento e 8,3 por cento, respectivamente. Esses dois municípios também concentram os empregos na fabricação de laticínio. Os quatros principais municípios empregadores do setor de laticínios representam 60,1 por cento do total de empregos gerados nesse setor no estado do Ceará.

Com relação aos estabelecimentos formais, o trabalho mostra que existiam 44 empresas no setor de laticínio do Ceará em 2016. A atividade comércio varejista concentrou a maior quantidade de empresas, com 56,7 por cento do total de estabelecimento, com maior representatividade na atividade criação de bovinos para leite que participou com 23,7 por cento. O número de estabelecimentos das indústrias de fabricação de laticínio representou 17,7 por cento, comércio atacadista de leite e laticínios com 5,7 por cento e a atividade preparação do leite com apenas 2,2 por cento.

Fortaleza, em 2016, possuía 29,4 por cento dos estabelecimentos formais do setor de laticínio do Ceará, a maior quantidade desses estabelecimentos no comércio varejista. Os municípios de Juazeiro do Norte e Maracanaú aparecem logo em seguida, com participação de 6,0 por cento, cada, com destaque também para o segmento de comércio varejista. Porém, se olhar para os municípios que possuem estabelecimentos na atividade de criação de bovinos para leite, destaca-se Maranguape, Quixeramobim e Quixadá. E na fabricação de laticínios os municípios com maior quantidade de estabelecimentos é Morada Nova e Fortaleza.

Produtividade leiteira do Ceará aumenta em 10 anos, segundo Ipece

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