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Brasil |7 septiembre, 2017

Indústria | Produtores fazem protesto na Capital

  Fortaleza. Famílias de pecuaristas e lideranças políticas de Jaguaribara, a 219Km da Capital, e mais entidades de classes estiveram…

 

Fortaleza. Famílias de pecuaristas e lideranças políticas de Jaguaribara, a 219Km da Capital, e mais entidades de classes estiveram reunidas, ontem, para ampliar o apoio para viabilizar o polo leiteiro em Mandacaru, a 2km da sede, no entorno do Açude do Castanhão. O encontro, que aconteceu na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), foi parte de uma agenda de reuniões em Fortaleza, com a finalidade de recompor a economia do Município, com grande dependência do reservatório.

Na reunião, que teve à frente o prefeito do Município, Joacy Júnior (PSDB), houve reclamação sobre a decadência da atividade produtiva nas comunidades atingidas pela barragem, prejudicando ainda mais a economia local. Com o ciclo de seca, o reservatório chegou ao mais baixo nível de lâmina de água desde a sua construção, com 4,6% da sua capacidade hídrica, afetando, diretamente a piscicultura.

No caso de Mandacaru, segundo o prefeito, a questão é que não houve o repasse de recursos do governo federal para a aquisição de matrizes leiteiras, para aumentar a produtividade e conferir maior qualidade ao produto que pode ser comercializado para a indústria de laticínio.

Alguns produtores estão investindo em leite, mas sem matrizes de excelência e com o produto destinado apenas para queijarias. Esse é o caso do produtor rural Domingos Fernandes Queiroz, 34. Ele conta que foi assentado em Mandacaru, após a cheia do Castanhão. Naquela época, conforme lembra, houve o compromisso de investir num polo leiteiro, favorecido pela água e pela qualidade do solo, permitindo um suporte alimentar estratégico para o rebanho.

Até o momento, como salientou Domingos, houve algumas intervenções, por parte do poder público, como a construção de cercas, estábulos e pastagens. Mas faltou o essencial, que era o crédito fundiário, permitindo um aporte de R$ 3,7 milhões para a compra dos animais.

O presidente da Faec, Flávio Saboya, disse que a questão é de determinação política, para que o repasse do crédito seja realizado, uma vez que foi aprovado. Ele disse que há uma vocação natural e viável para a pecuária, que não pode ser desperdiçada.

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/produtores-fazem-protesto-na-capital-1.1815891

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