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Sin categoría |29 mayo, 2012

Indústria | Produtos da agricultura camponesa são barrados no Mercado

Produtos da agricultura camponesa foram apreendidos pelo Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) no Mercado Popular de Alimentos, em…

Produtos da agricultura camponesa foram apreendidos pelo Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) no Mercado Popular de Alimentos, em São Gabriel da Palha. A denúncia foi feita pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Segundo o movimento, o Ministério da Agricultura não age da mesma forma com os produtos transgíªnicos ou que utilizam soda cáustica em sua produção.

A informação do movimento é que o mercado está impedido de comercializar produtos oriundos da agricultura camponesa como cachaça, vinho de jabuticaba e 200 kg de poupa de frutas, desde a última quinta (24).

A medida, segundo o MPA, está prejudicando a relação entre agricultores camponeses e os consumidores.  “Foram esvaziadas bancas e congeladores e os produtos foram lacrados e armazenados no depósito do mercado. Os técnicos levaram amostras para analisar a qualidade sanitária dos alimentos” contou o MPA.

Mas, segundo Clovis Conte , que é referíªncia na produção de alimentos agroecológicos na região, o que se alega como irregularidades dos alimentos é na verdade uma questão de barreira de mercado. Segundo o MPA, alimentos que utilizam venenos não são fiscalizados da mesma forma.

“Há inúmeros escí¢ndalos como a soda cáustica usada no leite, as adulterações nas bebidas alcoólicas, a contaminação de vários alimentos por uso de agrotóxicos, os transgíªnicos e muitas outras coisas que inviabilizariam o consumo humano” questionou ele.
De acordo com Roseli Souza, que faz parte da diretoria nacional do Movimento Camponíªs, o MPA vem trabalhando na construção de processos de acreditação e de certificação mútua, entre produtores e consumidores, estabelecendo uma relação de confiança entre ambas as partes, que extrapolam os padrões impostos pela legislação sanitária. Para ela, o Estado precisa reconhecer e legitimar essa condição.

Segundo o MPA, desde novembro do ano passado o mercado oferece í  população mais de 350 tipos de produtos provenientes da produção de 100 famí­lias camponesas de cinco municí­pios da região. Os alimentos são produzidos com base na transição agroecológica.

Porém, foi informado aos agricultores por técnicos do MAPA que os alimentos estavam fora das exigíªncias legais e era “necessário impedir a venda dos produtos para prevenir os riscos í  saúde dos consumidores”.

De acordo com Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), os alimentos comercializados pelo Mercado Popular são baseados em conhecimentos tradicionais, ligados í  cultura camponesa e í  produção comunitária e colaborativa e que as exigíªncias do MAPA só poderiam ser alcançadas se os produtores adequassem suas práticas para a grande escala de produção, ou seja, o uso de venenos agrí­colas, o que vai contra a sua cultura.

“Porque nós camponeses não atendemos í s regras que eles impõem? Justamente porque elas impedem a produção artesanal, exigem estruturas e produção em escala, rompem com a lógica camponesa”, analisou Clóvis Conte.

Para Roseli Souza, os alimentos produzidos pelos camponeses representam um enfrentamento ao mercado fomentado por grandes multinacionais. “Quando os consumidores comparam a qualidade destes produtos com os das gí´ndolas dos supermercados, eles decidem pelo produto camponíªs. Isso é uma ameaça í  ordem, pois estabelece uma relação direta entre camponeses e consumidores. Em ampla escala, essa experiíªncia comprometerá o lucro das grandes redes varejistas, e apesar de a nossa iniciativa com o mercado ainda ser pequena, ela aponta para uma ampla gama de possibilidades”, vislumbrou.

O MAPA foi procurado para comentar a apreensão, mas até o fechamento desta reportagem não se pronunciou.

http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=73552

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