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Sin categoría |30 octubre, 2012

Negócio | #Promessa de 17 mil ton de milho para o Ceará

Nesta quarta-feira (24), 21 carretas partiram do municí­pio de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. Outras tríªs deixaram Jataí­,…

Nesta quarta-feira (24), 21 carretas partiram do municí­pio de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. Outras tríªs deixaram Jataí­, em Goiás. Cada uma transportando em média cerca de 40 toneladas de milho grãos. A carga é esperada com ansiedade por pecuaristas cearenses. Se nada atrapalhar, os veí­culos devem chegar ao Ceará após cinco dias de viagem. Pelo novo leilão público de frete do milho realizado pelo governo federal, os galpões da Conab no Ceará receberão 17 mil toneladas do produto, conforme o edital 353, publicado no Diário Oficial da União em 28/9 último, que reordenou a logí­stica do frete e remoção do produto para o Estado. í‰ a carga que está sendo embarcada em caminhões que saem de Lucas do Rio Verde (MT). O normal seriam 30 toneladas/míªs.

Nas carrocerias está o que amenizará a fome do rebanho do Estado – bovinos, ovinos, caprinos e outras criações. O milho não chega regularmente aos armazéns e postos de venda da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Interior do Ceará desde o iní­cio deste segundo semestre de 2012. O drama tem sido o mesmo em todo o Nordeste.
Pela Conab, o pecuarista pagará R$ 18,12 (de 1 kg a 3 toneladas), R$ 21,00 (de 3 a 7 toneladas) ou R$ 24,60 (de 7 a 14 toneladas), pela saca de 60 kg, dependendo da quantidade que informe ao órgão para aquisição. No comércio de rua, por causa da seca, a mesma saca de milho tem sido vendida por até R$ 50,00. í‰ o preço cobrado por comerciantes na Zona Norte, Inhamuns, Sertão Central e Vale Jaguaribano.

Antes, a demanda cearense do milho para os rebanhos era de 30 mil toneladas/míªs, atendendo a 34.700 produtores cadastrados junto ao órgão. Após tríªs meses sem o produto, só na última sexta-feira, dia 19, a Conab realizou leilão público para contratar nova transportadora e despachar o milho para o Ceará.

ATRASOS

O superintendente da Conab no Ceará, Francisco Agenor Pereira, disse que as transportadoras desistiram do frete com valor mais barato, como combinado no contrato, justamente quando houve alta nos valores de mercado. Exigiram R$ 30,00 a mais por tonelada no custo de transporte. Pegaram o governo desprevenido para a situação. Além disso, produtores de milho particulares, que vendiam ao governo suas safras, também preferiram atender ao mercado externo. Exportaram principalmente para os Estados Unidos, que teve quebra de safra este ano.

Somando tudo isso a uma greve de caminhoneiros e mais a implantação da lei que regula o horário de trabalho aos profissionais motoristas de estrada, o desabastecimento do milho tornou-se inevitável. E calamitoso. “A situação com esta seca é, de fato, de calamidade. Está muito grave”, admite o superintendente. Segundo ele, alguns criadores já pedem mais milho para compra desde abril. Em época climática normal, ainda seria tempo de chover, mas já era estiagem. Ele garante que no Ceará “o último milho não chegou há tríªs meses, mas faz uns 20 dias. Estava chegando pouco”.

Apenas oito carretas (sem contar as 24 citadas no iní­cio desta matéria) haviam chegado a unidades da Conab no Ceará: uma em Senador Pompeu, duas em Sobral, duas em Brejo Santo e tríªs em Maracanaú. A carga despachada traz inclusive milho comprado antes da licitação da semana passada, que esteve embarreirada por causa da políªmica do frete. Em Brasí­lia, a Conab informa que são 89,3 mil toneladas a enviar para Nordeste, Centro-Sul e Norte – 12 Estados e o Distrito Federal – para o programa de venda em balcão.

NO CEARí

Francisco Agenor Pereira, diz que mais 34 toneladas do grão também estão previstas para envio ao Estado – em duas remessas. Mas ainda não há o edital nem previsão de quando os caminhões serão carregados. “Vamos ver primeiro como será a situação de reposição do estoque para depois resolver o novo edital”.

Das tríªs carretas de milho que chegaram entre terça-feira e ontem na unidade da Conab de Maracanaú, só 37 das 124 toneladas são do “novo milho”, o que foi comprado pelo leilão público realizado na última sexta-feira. Duas carretas (com 87 toneladas) trouxeram ontem o produto comprado anteriormente. E só encostaram para desembarcar o produto porque a transportadora recebeu a diferença do preço do frete a mais exigido . Valor pago por fora por pecuaristas de Ibaretama, Maranguape e Itatira. Em acordo entre as partes, dividiram a conta de R$ 31,00 por tonelada do frete.

Segundo o gerente da Conab em Maracanaú, Elibernon Alves, 45 municí­pios são atendidos pela unidade. Somados, são cerca de 3 mil produtores cadastrados para o programa da venda em balcão do milho. Em Maracanaú, a previsão é que cheguem nos próximos dias perto de 2 mil toneladas do “novo milho”. No pior momento da chegada irregular do milho, a unidade recebia caminhão a cada 15 dias, quando o normal era de quatro por dia.

Fonte: matéria adaptada do jornal O Povo

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