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Sin categoría |12 julio, 2012

Indústria | #Queda na produção leiteira atinge programa federal

A seca diminuiu o pasto na zona rural e comprometeu a produção de leite nas bacias do Estado Crateús Em…

A seca diminuiu o pasto na zona rural e comprometeu a produção de leite nas bacias do Estado
Crateús Em decorríªncia da seca, a indústria beneficiadora de leite e produtores do Estado continuam sofrendo com grandes prejuí­zos. Falta água e pasto para o rebanho bovino, ocorrendo queda na produção de leite. Em Crateús, a produção, que antes dos problemas da estiagem alcançava 10 mil litros de leite por dia, hoje não chega í  metade. Caiu para 4,5 mil diários. A situação é preocupante, pois afeta diretamente a economia local.

A Laika Laticí­nios, neste Municí­pio, amarga grandes prejuí­zos na produção e faturamento. Fornecedora do Leite Fome Zero, do Governo Federal, para quase cinco mil beneficiários na região, foi obrigada a suspender a distribuição de leite do Programa para quatro Municí­pios dos 11 que fornece diariamente. Contabiliza um déficit de 1,4 mil litros de leite por dia, o que traz um prejuí­zo mensal de R$ 53 mil, segundo o proprietário da empresa, Hildo Oliveira Filho.

“Com a grave seca, a falta de leite está limitando a venda e trazendo muitos prejuí­zos. A produção caiu tanto que tive que suspender a distribuição em Carnaubal, Croata, São Benedito e Guaraciaba do Norte”, lamenta o empresário da única indústria de laticí­nios da região.

A suspensão ocorreu desde o dia 10 de maio e, a partir daí­, o empresário tem buscado inúmeras estratégias para manter a distribuição do produto nos demais Municí­pios. Tem, inclusive, adquirido leite de produtores de regiões distantes, como forma de manter a distribuição. A situação aumenta ainda mais os custos e prejuí­zos.

Uma das soluções que o empresário está investindo, com vistas a manter a distribuição do Programa, a revenda do leite na cidade e região e superar os efeitos da cruel realidade, é a estocagem de leite. Para captar e armazenar o produto, está montando mais tríªs tanques de resfriamento, a fim de superar as dificuldades do longo perí­odo que ainda vem pela frente.

“A situação é delicada e, dessa forma, espero amenizar os efeitos e prejuí­zos, mantendo as entregas e vendas”, afirma Hildo.

Na Laika, o leite bovino é pasteurizado diariamente. No perí­odo da manhã e tarde, a indústria recebe o leite “in natura” dos produtores do Municí­pio e região, especialmente os ligados ao Pronaf. Após análises de acidez, o leite passa por todos os processos de limpeza, qualidade, resfriamento e estocagem e torna-se pasteurizado, ideal para o consumo humano saudável.

Daí­ é transportado em caminhões isolados termicamente para os Municí­pios da região, abastecendo as famí­lias beneficiadas pelo Programa Leite Fome Zero e comercializado nas padarias da região.

Preço

Para o secretário municipal de Agricultura, Carlos Soares, a realidade atual da produção de leite é complicada. “A seca afeta tudo. Os produtores sofrem para alimentar o rebanho e não conseguem manter a produção de leite. Outro agravante é o valor do produto, que torna a produção inviável”, cita. í‰ vendido com valores entre R$ 0,75 e R$ 0,80 o litro pelos produtores, valor que, segundo o secretário, não cobre os custos de produção.

Em Tauá, a Secretaria de Agricultura atua com o Programa Reserva Estratégica, que possibilita o armazenamento de alimentação para os animais. O problema é que a produção foi tão pouca no Municí­pio que o programa executado junto aos agricultores não é suficiente para atender toda a demanda.

“A produção de leite é afetada diretamente. Não houve produção de milho, então dificulta tudo. Não há pasto e os prejuí­zos são enormes tanto para o setor da pecuária leiteira como para os produtores”, atesta a secretária adjunta de agricultura, Verí´nica Lima.

O Diário do Nordeste vem acompanhando a pecuária leiteira no Estado, neste perí­odo de seca. Desde março, mostra as preocupações de criadores com os efeitos da estiagem, no campo e na cidade. A queda na oferta de leite começou já nesta época, nas regiões mais afetadas pela seca, devido ao fim da pastagem natural. A situação é tão grave que existem locais em que o pasto nem germinou. Some-se a isso o aumento no preço dos insumos e rações. As previsões são de que o quadro se agrave neste segundo semestre do ano.

Muitos criadores estão vendendo seus rebanhos, inclusive, matrizes para o corte, e arcam com grandes prejuí­zos. Uma solução seria a transferíªncia do rebanho para outras áreas, roça com pastagem em outros Municí­pios, mas a seca provocou estragos em quase todo o Estado. Alguns estão levando o rebanho para outros Estados.

Em junho, o jornal mostrou as ações voltadas para o setor por ocasião do XVI Pecnordeste, onde a temática foi abordada com a novidade do PecLeite, exposição de bovinos e caprinos de leite. Houve transferíªncia de novas informações aos produtores sobre manejo e produção, visando ao aumento da produtividade.

Mais informações:

Laika Laticí­nios, (88) 3691.8754 Secretaria de Agricultura de Crateús, (88) 3691.2127
Secretaria de Agricultura de Tauá (88) 3437.2266.

SILVANIA CLAUDINO
REPí“RTER
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1158262

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