Reação do preço pago ao produtor de leite ainda é lenta

Reação do preço pago ao produtor de leite ainda é lenta

Em Santa Cruz do Sul há criadores que recebem menos de R$ 1,00 pelo litro. Quem se mantém na atividade espera por elevação

Foto: Divulgação

Setor tem expectativa de que o preço reaja de forma mais forte porque atualmente não permite cobrir o custo de produção

Setor tem expectativa de que o preço reaja de forma mais forte porque atualmente não permite cobrir o custo de produção

O preço do leite pago ao produtor começou a apresentar reação, mas ainda lenta. E continua baixo, aquém do necessário para cobrir o valor gasto na produção e propiciar alguma margem de lucro aos agricultores que se dedicam à bovinocultura leiteira. O secretário de Agricultura de Santa Cruz do Sul, Elo Schneiders, diz que ainda há criadores do município que atuam na atividade recebendo abaixo de R$ 1,00 pelo litro. Alguns ganham um pouco mais,  em torno de R$ 1,10. “Ainda é pouco, pois o custo de produção é alto: R$ 0,80 por litro, conforme  levantamento feito pela secretaria”, observa.

Schneiders lembra que há um ano alguns produtores do município recebiam de R$ 1,40 a R$1,50 pelo litro do leite e agora o rendimento é de menos de R$ 1,00. “Muitos estão procurando permanecer na atividade, acreditando que o valor pode ter uma recuperação em curto espaço de tempo e também por conta do investimento alto que fizeram na estrutura necessária à produção de leite.”

A produtora Marise Gressler, de Rio Pardinho, interior de Santa Cruz do Sul, que em fevereiro reclamou que o valor do litro vinha baixando a cada mês e não chegava a cobrir o custo de produção, conta que a situação continua praticamente a mesma.

Em fevereiro, para Marise, o preço já tinha diminuído de R$ 1,10 para R$ 1,05. Depois, baixou mais: para R$ 1,02. Em março passou para R$ 1,09.  Sua expectativa agora é que no pagamento da produção de março, que ocorre entre os dias 10 e 15 de abril, o preço tenha mais aumento. “O quilo da ração, que entra no custo de produção, subiu para R$ 1,10 e deve ter maior elevação porque os valores do milho e da soja estão aumentando.” O ideal, no entender da agricultora, seria que o valor passasse para R$ 1,30 ou R$ 1,40, possibilitando algum lucro. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel da Silva, também diz que o preço do leite está reagindo, “mas em velocidade muito baixa para o produtor”.

No mercado, segundo Silva, o litro já subiu para R$ 2,60, o que significa mais de 30% de aumento, enquanto para o agricultor elevou-se de 3% a 4%. “O leite está mais caro para o consumidor e não sobe na mesma proporção para o produtor. Esperamos que esse aumento no mercado venha a se refletir em mais de 10% de incremento no preço pago no interior agora em abril, quando for acertada a venda da produção de março ao agricultor.”  Se isso não acontecer, conforme ele, significa que alguém está ganhando dinheiro às custas do trabalhador na agricultura e do consumidor. Para este caso, a entidade estuda medidas que possam ser adotadas.

http://www.gaz.com.br/conteudos/regional/2018/04/05/116732-reacao_do_preco_pago_ao_produtor_de_leite_ainda_e_lenta.html.php

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