Reajuste de preço referíªncia agita setor lácteo

#Reajuste de preço referíªncia agita setor lácteo

A analista para o setor lácteo da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Maria Helena Fagundes, afirma que dois fatores do mercado interno merecem destaque nesse iní­cio de ano-safra, quando entra em vigor o novo Plano Agrí­cola e Pecuário do Governo Federal: o reajuste de preço mí­nimo do leite, que serve de referíªncia para as operações de crédito de comercialização – o chamado EGF-Empréstimo do Governo Federal – e a entrada em vigor da Lei 12.669, de 19 de junho, que cria a obrigatoriedade, junto í s indústrias, de divulgação antecipada do preço do leite entregue pelo produtor.

Antes, os produtores entregavam o leite durante o míªs – de 01 a 30 – e só sabiam o quanto iam ganhar no míªs seguinte. Agora, as indústrias tíªm até o dia 25 de cada míªs para declarar o preço que pagarão pelo produto no míªs seguinte. A estimativa é que as indústrias divulguem apenas um preço básico a ser pago e que os ágios  dependerão da avaliação da qualidade do leite a ser entregue (Contagem Bacteriana Total, Contagem de Células Somáticas e outros). “Mesmo sendo uma reivindicação antiga do setor, vamos ver como o mercado vai se comportar na prática”, enfatiza.
Os novos preços mí­nimos entraram em vigor dia 01 de julho. Nas regiões Sul e Sudeste, o leite subiu para R$ 0,61/litro, alta de 5,2%; no Nordeste, que pela primeira vez passa a ter preço separado das demais regiões, o preço é de R$ 0,62 litro, alta de 6,9%. No Centro-Oeste (MS, GO e DF), o preço foi reajustado para R$ 0,59/litro, elevação de 5,4% enquanto a região Norte e Mato Grosso tiveram preço ajustado para R$ 0,54/litro, alta de 5,9%. “Esses valores servem de base para o empréstimo que cooperativas e indústrias tomam junto ao governo, para comercialização. Na estação de produção alta, os produtores podem se valer dos empréstimos para quitar dividas e segurar o estoque para vender mais adiante, a preços melhores”, explica a analista.

A CONAB prevíª que uma alta de 3% na produção de leite em 2012, atingindo 32,5 bilhões de litros. Esse desempenho é melindrado somente pela entrada de produtos do Mercosul, principalmente Uruguai e Argentina, o que vem pesando na balança comercial de lácteos. “O impacto das importações se faz sentir sobretudo nas fábricas de leite em pó e de queijo. Não se pode dizer que o Brasil está ameaçado, mas isso tem sido empecilho para os negócios, principalmente na região Sul”,  a analista. Fagundes trabalha com dados para as importações de 870 milhões de litros. Esse volume, somado í  produção esperada, resultará numa oferta total de 33,3 bilhões de litros/ano, para um consumo interno aparente de 33,3 bilhões de litros e um consumo per capita equivalente de 169,1 litros/ano.
http://www.portaldbo.com.br/novoportal/site/MundoDoLeite/EDICAO+ATUAL/4576,,Reajuste+de+preco+referencia+agita+setor+lacteo.aspx

Toda reclamação originada das informações contidas no site de eDairy News será submetida à jurisdição dos Tribunais Ordinários do Primeiro Distrito Judicial da Província de Córdoba, República Argentina, sediado na Cidade de Córdoba, com exclusão de qualquer outro local, incluso o Federal.

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