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Brasil |28 septiembre, 2017

Indústria | Recompra da Itambé pela CCPR agrada os produtores

CCPR – O anúncio de que a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda (CCPR) vai exercer o direito de preferência para adquirir da Vigor Alimentos S.A. a participação adicional de 50% no capital da Itambé

CCPR – O anúncio de que a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais Ltda (CCPR) vai exercer o direito de preferência para adquirir da Vigor Alimentos S.A. a participação adicional de 50% no capital da Itambé Alimentos S.A agradou as cooperativas de leite de Minas Gerais. Com a CCPR retomando o controle de 100% da Itambé, a expectativa é de que as negociações fiquem mais transparentes, promovendo o fortalecimento das cooperativas fornecedoras e contribuindo para a valorização dos preços pagos pelo leite no Estado.
O anúncio da recompra pela CCPR ocorreu na semana passada, depois que o Grupo Lala, do México, e o Grupo JBS (por meio das suas controladas FB Participações S.A. e JBS S.A.) entraram em acordo definitivo, no início de agosto, para compra e venda de ações representativas de 91,99% do capital social da Vigor, incluindo a participação acionária de 50% no capital da Itambé. Naquela ocasião, o Grupo JBS vendeu sua controlada Vigor à mexicana Lala Foods. A operação também incluía a Itambé, o que foi descartado, após manifestação de interesse pela recompra de 50% da Itambé pela CCPR. O Grupo Lala manteve interesse na compra da Vigor, da JBS, mesmo sem o laticínio mineiro.
A prioridade na compra da participação da Itambé pela CCPR, em caso de venda da Vigor, estava prevista no acordo firmado entre as empresas em 2013, quando a Vigor, que é controlada pela JBS, adquiriu 50% da Itambé da CCPR.
Patrimônio – Para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), Ronaldo Scucato, a recompra da Itambé pela CCPR é fundamental para a manutenção das cooperativas de leite de Minas.
“Na verdade, a melhor coisa que poderia ter acontecido era essa recompra da Itambé pela CCPR. Isto porque se a cooperativa passasse os outros 50% para o Grupo Lala, acabaria com as cooperativas de leite de Minas. Se isso acontecesse, o monopólio do leite e praticamente de Minas Gerais iria para um laticínio do exterior”.
Scucato destaca que Minas Gerais, na condição tradicional de maior produtor de leite do País, respondendo por quase um terço ou 9 bilhões de litros ao ano, tem grande parte da coleta de leite feita através das cooperativas.
“A produção de leite em Minas transcende o aspecto puramente econômico e financeiro. Chega às raias da questão cultural e tradicional de Minas. O leite é um bem imaterial do Estado. A venda da Itambé transferiria o monopólio do leite mineiro para o México. Vejo a aquisição pela CCPR com bons olhos. O exercício do cooperativismo é transparente e tem credibilidade. Então, a possibilidade de crescimento da Itambé através do cooperativismo é muito grande”.
Financiamento – Ainda segundo o presidente do Sistema Ocemg, a entidade está apoiando a diretoria da CCPR na busca de financiamento para a quitação dos 50% da Itambé pertencentes à Vigor.
“Estamos fazendo o possível e colocando os representantes da CCPR em contato com entidades que possam financiar a compra da Itambé. Estamos em contato com o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Siccob), com o Banco Cooperativo do Brasil S/A (Bancop), Banco do Brasil e estamos aguardando que o próprio governo do Estado, através do BDMG, se interesse por esta causa. Como eu já disse, isso vai além de uma questão puramente econômica e financeira”.
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