Retrospectiva: relembre as principais notícias do agronegócio em 2017

Retrospectiva: relembre as principais notícias do agronegócio em 2017

O ano de 2017 foi agitado para a agropecuária brasileira. Fatores econômicos, políticos e climáticos influenciaram o setor nos últimos 12 meses. As operações da Polícia Federal, como a Carne Fraca e a Lava Jato tiveram afetaram a economia e o agronegócio brasileiro durante este ano. As incertezas envolvendo o Funrural deixaram os produtores apreensivos e em alerta. Entre as boas notícias, a confirmação de produção recorde na safra de grãos 2016/2017 foi motivo de comemoração. Confira as principais notícias na retrospectiva de 2017.

Safra recorde

A safra brasileira de grãos 2016/2017 totalizou o volume recorde de 238,5 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As condições climáticas altamente favoráveis contribuíram para a safra passada alcançar recorde histórico. Foram produzidas 97,8 milhões de toneladas de milho e 114 milhões de toneladas de soja nas lavouras brasileiras durante a safra 2016/2017. Segundo a Conab, tais condições dificilmente se repetirão na safra 2017/2018, que está estimada entre 224,1 e 228,2 milhões de toneladas.

Carne Fraca

A Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em março, gerou muita polêmica no agronegócio brasileiro e no mercado internacional de carnes. Mais de 20 frigoríficos foram investigados durante a operação e as notícias de irregularidades nos produtos causou o embargo de vários países importadores da carne brasileira, o que gerou prejuízos para o setor. Ao longo dos meses as empresas e o Ministério da Agricultura se esforçaram para reverter a situação e recuperar a confiança dos mercados compradores. Atualmente, segundo o ministro Blairo Maggi, o Brasil já recuperou tudo o que perdeu com a operação Carne Fraca. Leia também: Carne fraca: 7 lições de marketing após o escândalo.

Embargo dos Estados Unidos

Em junho de 2017, os Estados Unidos suspenderam as importações da carne bovina brasileira, devido a preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado americano. foi recusada a entrada de 106 lotes de produtos bovinos brasileiros, devido a problemas de saúde pública, condições sanitárias e problemas de saúde animal. Somente em setembro, as autoridades sanitárias do Serviço de Segurança e Inspeção de Alimentos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos comunicaram o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que o Brasil poderia restabelecer as exportações.

Febre aftosa

No início de novembro, quando ocorreu o reconhecimento de novas zonas livres da febre aftosa com vacinação no Amapá, Roraima, em grande parte do Amazonas e em áreas de proteção no Pará finalizou-se nacionalmente o processo de erradicação da doença no Brasil. Em abril de 2017, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), completaram-se 11 anos sem registro de ocorrência de aftosa no país.

O Mapa informou em comunicado oficial que para 2018 a expectativa é de conseguir o reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), prevista para o mês de maio, das últimas áreas declaradas livres, consolidando o processo de reconhecimento do Brasil pela entidade como país livre de febre aftosa. O objetivo é parar a vacinação contra a febre aftosa gradativamente no país nos próximos anos, saiba mais na reportagem aqui.

Prejuízo do leite

Ao longo de 2017, a situação não foi das melhores para os produtores brasileiros de leite. O preço pago ao produtor recuou por vários meses consecutivos. O movimento de queda no preço do leite, iniciado em junho deste ano e reforçado entre julho e outubro, foi freado em novembro, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Entre os meses de junho e novembro de 2017, o preço do leite recuou expressivos 22,1%. Neste mês, os produtores de leite do Rio Grande do Sul foram orientados a reduzir a produção em 10%. De acordo com o Conseleite/RS, a decisão deve-se ao fato da falta de reação do mercado nacional, que opera a preços muito abaixo do razoável e inviabiliza a atividade de produtores e indústrias. “É consenso que a situação está péssima para o setor, tanto para a indústria quanto para o produtor”, disse o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra.

Funrural

O Funrural foi outro tema polêmico para o agronegócio em 2017. Após diversos esforços da Aprosoja Brasil, da Frente Parlamentar Agropecuária e outras entidades do setor, o Plenário do Senado aprovou, no dia 14 de dezembro, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 165/2017 que permite a produtores rurais (pessoas físicas, cooperativas e intermediários) a possibilidade de parcelar seus débitos com desconto em até 15 anos. O projeto, que tramitou em regime de urgência, aguarda agora a sanção presidencial. Leia também: Cobrança retroativa do Funrural pode inviabilizar setor de carnes, diz Abiec.

CAR

O prazo para os produtores rurais realizarem o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que teve a data de adesão prorrogada em 2016, termina no dia 31 de dezembro de 2017. Apesar de algumas entidades do setor, como a Famato e a CNA, solicitaram uma nova prorrogação do prazo de adesão. De acordo com os números divulgados recentemente pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão do Ministério do Meio Ambiente, até 30 de novembro de 2017 foram cadastrados mais de 4.5 milhões de imóveis rurais, totalizando uma área de 420.722.670 hectares inseridos na base de dados do sistema. As regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste ainda não completaram o cadastramento. Apenas as regiões Norte e Sudeste cadastraram 100% da área. Na região Sul o percentual de adesão é de 97,7%, no Centro-Oeste 95,3% e no Nordeste 82,2%.

Biodiesel – B10

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima que o processamento de soja será recorde em 2018, com 43 milhões de toneladas. Para 2017, a previsão é que o ano termine com 41,5 milhões de toneladas processadas. O incremento no processamento de soja será reflexo do B10, política aprovada em 2017 que determina a mistura de 10% ao diesel mineral. A medida passa a valer em março de 2018. “Chegamos a conclusão de que é possível passar do B8 para o B10. Como temos uma capacidade ociosa, estamos com safras muito boas e com estoques disponíveis num patamar bastante confortável, nós pedimos que fosse avaliado e o governo decidiu antecipar o B10”, explica Fábio Trigueirinho, presidente da Abiove.

La Niña

Mais uma vez a confirmação do fenômeno climático La Niña gerou diferentes opiniões na meteorologia. Na segunda quinzena de dezembro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirmou que prevê que neste verão, por causa da fraca intensidade do fenômeno La Niña, poderá haver chuvas mais contínuas nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste, índices de chuva acima do normal nas Regiões Norte e Nordeste, e irregularidade na distribuição das chuvas na Região Sul. Veja outras previsões do tempo para o verão 2018 aqui.

Segurança no campo

Durante o ano de 2017 não faltaram notícias sobre roubos e furtos nas atividades agropecuárias. Vários estados com grandes áreas produtoras relataram o aumento desses crimes. Em Goiás, entre os meses de janeiro e novembro deste ano, a Secretaria de Segurança Pública registrou 5.270 ocorrências de roubo e furto na zona rural, incluindo defensivos, máquinas agrícolas e animais. No primeiro trimestre de 2017, o roubo de cargas de arroz gerou prejuízos de R$ 1 milhão, segundo a Abiarroz. Já o roubo de cargas de carnes de frango e suína e ovos gerou prejuízo de R$ 38,5 milhões, de acordo com a ABPA.

BR-163

Em fevereiro, fortes chuvas reduziram o tráfego da BR-163 de 800 para 100 caminhões por dia. Com situação caótica no pico da colheita da safra de soja em Mato Grosso, o estado crítico da rodovia gerou perdas estimadas em US$ 400 mil por dia aos exportadores. Em julho, a BR-163, no Sudoeste do Pará, registrou um bloqueio organizado que impede o fluxo de caminhões com destino às Estações de Transbordo de Carga de Miritituba e Santarém. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os prejuízos foram de de R$ 1,5 milhão por dia. Também são estimados prejuízos da ordem de US$ 400 mil diários decorrentes de cancelamentos e redirecionamentos de navios. De acordo com a Abiove, a BR-163 vai continuar gerando problemas para o agronegócio em 2018.

http://sfagro.uol.com.br

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