Silagem: o alimento do presente e do futuro

Silagem: o alimento do presente e do futuro

Há 30 anos as fazendas zootécnicas brasileiras produziam silagem de planta inteira de milho, sorgo e capim-Elefante somente. No início da década de 90 surgiram as silagens de grãos úmidos de cereais (milho e sorgo principalmente). No final desta década, novas colhedoras foram lançadas e, então, os produtores passaram a ter como opções as silagens de Brachiaria e Panicum, uma vez que até aquele momento somente o capim-Elefante surgia como gramínea tropical devido à falta de equipamentos para a colheita. Foi também na década de 90 que os recolhedores de forragem, as enfardadoras e as plastificadoras ganharam força, trazendo como opção os pré-secados (aveia, azevém, alfafa, triticale e etc).

silagem na produção de leite

No início dos anos 2000, foi a silagem de cana-de-açúcar que passou a ser o centro das atenções. Ela veio acompanhada do desenvolvimento de maquinários específicos para a sua colheita, bem como do surgimento de aditivos para controlar as perdas fermentativas. Foi também neste período que as colhedoras autopropelidas começaram a ser tornar realidade nas propriedades, principalmente por meio do serviço terceirizado. O serviço terceirizado também nos trouxe a opção do silo bolsa, o qual atualmente nos serve para armazenar silagens e grãos secos.

Nos últimos anos, as silagens de grãos reidratados de milho e de sorgo passaram a figurar como opções no plano alimentar dos animais. E, atualmente, a silagem de espigas de milho se torna uma realidade. Cabe também ressaltar que os vagões misturadores com fresa, utilizados para desabastecer o silo passaram a ser melhorados e ainda tiveram os seus preços reduzidos, o que tem impulsionado o uso desses equipamentos para a confecção da ração total. Outras tecnologias também surgiram, tais como lonas e aditivos, o que tem promovido a redução de perdas em silagens.

Percebam que com o passar dos anos as tecnologias para a produção e uso de silagens foram sendo desenvolvidas pelos pesquisadores e implementadas por produtores e nutricionistas. Desse modo, no presente momento, é comum encontrarmos na dieta de vacas em lactação silagem de planta inteira de milho, pré-secado e milho úmido ou reidratado, ou seja, três alimentos distintos, mas todos são silagens. Se ainda considerarmos esta dieta como exemplo, é possível perceber que mais de 60-80% do consumo diário do rebanho é proveniente de silagem. Cabe ainda ressaltar que a silagem da ração total (forragem + concentrados) vem ganhando espaço. Então, neste caso, 100% da dieta seria a base de silagem.

Este cenário nos mostra que as silagens estão em evidência como nunca estiveram e, com o passar dos anos, a tendência é que as mesmas se tornem mais importantes, basicamente por dois motivos:

i) As propriedades terão que produzir os seus alimentos, ou seja, deverão depender menos da compra deles;
ii) Novas tecnologias estarão disponíveis, as quais facilitarão o manejo e promoverão a redução de perdas.

Por fim, as silagens têm definido a magnitude da receita que uma propriedade pode obter. Isso ficará cada vez mais evidente num futuro próximo. Portanto, deixo aqui uma mensagem para aqueles que produzem ou que pensam em produzir forragens ou grãos conservados: capacite-se quanto aos procedimentos de confecção e uso de silagens, e, então, você será hábil em produzir o alimento do futuro.

Toda reclamação originada das informações contidas no site de eDairy News será submetida à jurisdição dos Tribunais Ordinários do Primeiro Distrito Judicial da Província de Córdoba, República Argentina, sediado na Cidade de Córdoba, com exclusão de qualquer outro local, incluso o Federal.

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