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Brasil |13 septiembre, 2017

Leite | Para startup do Vale do Silício, futuro do leite está na ervilha

Startup – Desde 2016, a Ripple vendeu 2,5 milhões de garrafas de produtos e gerou US$ 20 milhões em receitas, utilizando leite feito de simples ervilhas amarelas

Desde 2016, a Ripple vendeu 2,5 milhões de garrafas de produtos e gerou US$ 20 milhões em receitas, utilizando leite feito de simples ervilhas amarelas
Ripple: “Dentro de alguns anos, poderemos fazer leite líquido por um custo inferior ao do leite”, disse (Facebook/Reprodução)
Nova York – Nos últimos anos, fontes alternativas de leite começaram a perturbar a indústria leiteira, como a soja, as amêndoas e o arroz. O novo item que disputará espaço na sua geladeira é o leite feito a partir de ervilhas amarelas.

Em 2015, a venda de leite de vaca caiu 7 por cento (US$ 17,8 bilhões) e a projeção é que recuará mais 11 por cento até 2020, segundo a agência de inteligência de mercado Mintel. Ao mesmo tempo, segundo publicado pela Bloomberg, as vendas de leite de amêndoas cresceram 250 por cento entre 2011 e 2015.

Mas existem barreiras à adoção ampla: o leite de soja pode ter um sabor calcário e é notório que os grãos de soja são geneticamente modificados. O leite de amêndoa, por sua vez, apesar da reputação de ser rico em proteínas, tem apenas um oitavo da proteína do leite de vaca e sua produção exige grandes quantidades de água. O leite de arroz tem um sabor bastante agradável, mas também é pobre em proteínas.

Nesse contexto surge a Ripple, uma nova linha de produtos lácteos que recebeu financiamento de US$ 44 milhões do Google e de capitalistas de risco do Vale do Silício. Desde que foi criada, em abril de 2016, a empresa vendeu 2,5 milhões de garrafas de produtos e gerou US$ 20 milhões em receitas, utilizando leite feito de simples ervilhas amarelas. O cultivo do vegetal é barato e o sabor produzido também é surpreendentemente puro.

A dupla por trás desse leite vegetal é uma equipe formidável. Adam Lowry é cofundador da linha de limpeza ecológica Method, que gerava mais de US$ 100 milhões em receitas quando ele a vendeu à Ecover, uma empresa belga, em 2012. Neil Renninger ajudou a erguer a Amyris Biotechnologies, que usa tecnologia para criar combustíveis renováveis, criada com uma doação da Fundação Gates; ele também foi empreendedor residente da firma de capital de risco Khosla Ventures, de Menlo Park.

Usando a tecnologia de Renninger, eles iniciaram experimentos para extrair proteína de diferentes plantas que tivessem quantidade notável de biomolécula. “Pode mencionar qualquer uma, nós testamos”, diz Renninger. A maioria tinha um sabor horrível.

E então a dupla experimentou as ervilhas amarelas, de cultivo barato, que não geram um produto de sabor forte. O resultado foi uma bebida com um quê de leite em pó concentrado e uma textura suave e cremosa.

Além disso, o produto da Ripple oferece a mesma quantidade de proteínas que o leite de vaca (8 gramas por porção, comparável à do leite de soja, mas muito superior à do leite de amêndoa). Mas o que realmente diferencia a Ripple de outras alternativas ao leite é sua pegada ecológica.

Segundo pesquisa deles, cada garrafa de 48 onças, ou 1,41 litro, de Ripple (com envoltório feito de material 100 por cento reciclável após o consumo) representa uma economia de 1,58 quilo de emissões de dióxido de carbono e 3.500 litros de água em comparação com o leite de vaca. Os 2,5 milhões de garrafas vendidas pela Ripple somam cerca de 3,1 mil toneladas de emissões de CO2 a menos — o equivalente a tirar mais de 600 carros das ruas por um ano. E para conseguir a mesma quantidade de proteínas com o leite de amêndoa seriam necessários 249 bilhões de litros de água adicionais.

Embora o maior desafio seja convencer as pessoas a experimentar o produto, o custo atual do leite de ervilhas amarelas também pode ser elevado demais para os consumidores mais cautelosos em relação ao preço (vendida a US$ 5,99, a porção de 950 mililitros é cerca de um dólar mais cara que o leite de soja e cerca de 30 por cento mais cara que o leite de vaca orgânico). Mas Renninger mira o futuro. “Dentro de alguns anos, poderemos fazer leite líquido por um custo inferior ao do leite”, disse.
Para startup do Vale do Silício, futuro do leite está na ervilha

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