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Brasil |27 diciembre, 2017

Indústria | USDA: manteiga e queijo continuam com tendência de alta

No último ano comercial, a manteiga obteve o melhor desempenho visto que os preços subiram 40%. O aumento dos preços dos queijos contrastou com a queda dos preços

No último ano comercial, a manteiga obteve o melhor desempenho visto que os preços subiram 40%. O aumento dos preços dos queijos contrastou com a queda dos preços do leite em pó integral e do leite em pó desnatado (SMP), de 12% e 28% respectivamente, afirmou o relatório de mercado de lácteos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

De acordo com o relatório do USDA chamado “Dairy: World Markets and Trade”, o preço da manteiga alcançou US$ 8.140 por tonelada na União Europeia (UE) em meio a relatos de escassez do produto em alguns países, como França. No entanto, grandes fornecedores, como a Nova Zelândia e a UE não conseguiram aproveitar os preços internacionais da manteiga. “O que é particularmente impressionante é o diferencial entre manteiga e leite em pó desnatado, destacando o ‘prêmio’ que a gordura do leite agora tem em resposta às mudanças nas preferências dos consumidores”, disse o analista de mercado de lácteos do USDA, Paul Kiendl.
As exportações da Nova Zelândia diminuíram 19%, para 470 mil toneladas em comparação com o ano anterior e os principais fornecedores relutam em produzir mais manteiga sob o risco de ficar com um carga grande de seus co-produtos (leite em pó desnatado ou sólidos de leite em pó), afirmou o relatório. A preocupação em encontrar um mercado para os sólidos desnatados do leite provavelmente irá moderar a produção de manteiga na UE, o que deverá continuar em grande parte em 2018.

Um ponto positivo para o mercado internacional de manteiga parece ser o envio para a China, onde a demanda por produtos lácteos com alto teor de gordura aumentou devido ao aumento dos níveis de renda e à adoção da manteiga como ingrediente na indústria de panificação.

As exportações de queijo, em particular nos EUA, têm se recuperando de forma estável depois de dois anos de declínio nos embarques. As exportações de queijos dos EUA aumentaram 22% em 2017 (até outubro) em relação ao ano anterior, com os envios para México, Coreia do Sul e Japão aumentando em 10%. No final do ano, o USDA espera que as exportações totais de queijo dos EUA diminuam levemente (18%), alcançando 399 mil toneladas.

O USDA previu que as exportações de queijos dos EUA continuarão sua dinâmica no próximo ano, com uma taxa de crescimento de 5%, alcançando 357 mil toneladas no final de 2018. “Os exportadores dos EUA enfrentaram forte concorrência, principalmente da União Europeia. Entretanto, o recente fortalecimento do euro em relação ao dólar dos EUA provavelmente aumentará a competitividade do queijo dos EUA”, disse Kiendl.

Em contrapartida, as importações de queijos dos EUA caíram 16%, para cerca de 139.000 toneladas, com as importações de queijos da UE diminuindo 6% e as da Nova Zelândia 50%. Esta tendência deverá continuar em 2018, uma vez que as importações deverão cair outros 5%, para 132 mil toneladas, de acordo com o relatório. “O mercado de queijos dos EUA tornou-se mais competitivo em termos de preços e parece que existe uma maior variedade de queijos do país disponíveis para os consumidores”, acrescentou Kiendl.

Fonte: Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

Qualquer reivindicação decorrente das informações contidas no site eDairyNews será submetida à jurisdição dos Tribunais Ordinários do Primeiro Distrito Judicial da Província de Córdoba, República Argentina, com sede na cidade de Córdoba, com exclusão de qualquer outra jurisdição, incluindo a Federal.

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