Valor da Vigor pode ser até 4 vezes maior, diz seu presidente

Valor da Vigor pode ser até 4 vezes maior, diz seu presidente

Fora da JBS, a Vigor Alimentos pode valer até quatro vezes mais do que hoje. A avaliação é do próprio presidente da Vigor, Gilberto Xandó, que prepara a abertura de capital da empresa de lácteos e sua retirada da maior companhia de proteí­nas animais do mundo.

“A Vigor poderia valer de tríªs a quatro vezes mais, pelo portfólio e a qualidade de seus produtos, pelas marcas que tem e por brigar em um mercado competitivo como São Paulo, onde tem uma liderança consolidada”, afirmou o executivo em entrevista ao Valor. Os controladores da JBS acreditam que podem ser mais bem remunerados pelo capital da Vigor se a empresa estiver fora da estrutura da multinacional. “Não sei qual será o preço de partida, mas tenho certeza que, em 12 meses, as ações da Vigor vão valer várias vezes mais do que no seu lançamento”, disse Wesley Batista, presidente da JBS.

Ele afirma que a decisão foi amadurecida há menos de dois meses, “mas desde que assumi, em fevereiro [de 2011], sempre soube que a Vigor sozinha geraria mais valor para o acionista do que dentro da JBS”.

O executivo acredita que o mercado não precifica a Vigor pelo valor adequado. “Quem compra uma ação da JBS, compra ação de uma companhia de carnes e processados. E praticamente ignora uma empresa que é uma joia para nós.”

Na última quinta-feira, a JBS tornou pública a intenção de desmembrar seu negócio de lácteos, que faturou R$ 1,2 bilhão em 2011, para lista-lo na BM&FBovespa. A multinacional também ofereceu a todos os seus acionistas a possibilidade de trocar papéis do frigorí­fico pelos que serão emitidos pela Vigor Alimentos.

Se aceitarem a oferta, os acionistas do JBS poderão realizar conversões até alcançar na nova Vigor a mesma participação que possuem hoje no capital do frigorí­fico. “Na hipótese de todos os acionistas aceitarem a oferta, a Vigor terá uma estrutura societária idíªntica í  do JBS”, explicou Batista..

Quem aderir ao negócio terá uma queda de participação relativamente pequena no capital da JBS, já que a processadora de carnes vale aproximadamente 20 vezes mais do que a Vigor. Na bolsa, a JBS está avaliada em aproximadamente R$ 22 bilhões. Quando fechou seu capital, em 2009, a Vigor valia menos de US$ 1 bilhão. Mas caberá ao Conselho de Administração da JBS atribuir um valor para a Vigor, assim como definir o preço das ações na permuta.

As ações recolhidas pela JBS na operação serão extintas, mas o companhia ficará com os papéis da Vigor eventualmente rejeitados pelos acionistas. Assim, a JBS provavelmente será uma das sócias da empresa de lácteos.

Batista reitera que a holding da famí­lia, a FB Participações, que detém 43,2% das ações da JBS, fará as conversões necessárias para alcançar uma fatia semelhante na Vigor. A dúvida reside sobre o que fará o braço de participações do BNDES, que hoje detém cerca de 30% do capital do JBS. “O BNDES aprovou a operação, acha que o negócio cria valor para os acionistas, mas não sei ainda qual será a decisão deles”, despista.

Xandó espera que a estatal siga o mesmo caminho dos demais controladores. “í‰ lógico que é importante eles entrarem. [O BNDES] é um parceiro de longo tempo do JBS, e seria muito bom que participassem também na Vigor”, afirma.

O BNDES não quis comentar sua possí­vel adesão í  Vigor. O Valor apurou, no entanto, que o banco estatal tomará uma decisão sobre a participação no capital da nova empresa assim que a JBS definir a relação de troca de ações – o que acontecerá apenas após o sinal verde da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Xandó disse ainda que a Vigor ainda não pensa em fazer captações na bolsa de valores. “Nem consideramos essa hipótese agora. O que queremos é consolidar o processo de abertura de capital. Num segundo momento, se precisarmos de recursos para ampliar o negócio, é claro que podemos pensar numa oferta de ações ao mercado”, afirmou.

O presidente da Vigor também disse que não teme expor a empresa na bolsa em um momento dominado por incertezas nos mercados financeiros. “Vem crise, vai crise, e continuamos a crescer. Não temos qualquer plano de atuar fora do paí­s, e acreditamos que o Brasil ainda tem 20 a 30 anos de forte crescimento”.
Fonte: Valor Econí´mico

 

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