A economia global esteve sob grande pressão durante a pandemia.
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As cadeias de valor foram interrompidas e a incerteza dominou muitos setores. Leia como foi o desempenho do setor lácteo nesse período e o que será importante em 2022.

1. A volatilidade dos preços se intensifica com o aumento da inflação:

O preço mundial do leite aumentou 23% em 2021, e esse aumento se deve a um desequilíbrio entre oferta e demanda. Os produtos lácteos têm sido promovidos como uma boa fonte de proteína e uma parte importante da dieta para fortalecer o sistema imunológico. Assim, à medida que o número de infecções por Covid-19 aumentou, a demanda por laticínios na Ásia e em outras partes do mundo também cresceu.

A demanda por lácteos importados tem sido particularmente forte no mercado chinês, o que também aumenta o risco futuro para os preços do leite caso os exportadores se concentrem em apenas alguns parceiros comerciais e, perto do fim da pandemia, outros países não consigam absorver o déficit na demanda.

Do lado da oferta, alguns dos principais produtores de leite e exportadores experimentaram um estreitamento no volume de leite cru, impulsionado por altos custos de insumos agrícolas, restrições relacionadas ao clima e crescentes incertezas sobre o futuro.

2. A frágil economia agrícola faz com que os produtores de leite pensem duas vezes sobre cada centavo que investem:

Os produtores de leite em todo o mundo estão lidando com custos mais altos dos insumos e o aumento nos valores pagos ao produtor muitas vezes não está sendo suficiente para compensar isso.

O preço mundial dos alimentos já aumentou 38% em 2021 e provavelmente permanecerá nesse alto nível durante a maior parte de 2022. O preço do petróleo está pressionando os custos das operações de campo e continuará a fazê-lo.

Outros fatores incluem o aumento dos preços dos fertilizantes e restrições relacionadas ao clima (La Niña, etc.) que limitarão a próxima colheita. A produção agrícola será afetada por mudanças nos rendimentos, qualidade da forragem e decisões dos produtores de plantar uma determinada cultura.

Além disso, o investimento é dificultado pelos altos preços dos materiais de construção e sua disponibilidade limitada. Somam-se a isso os problemas de lucratividade estrutural de longo prazo dos últimos anos. De acordo com a IFCN, uma análise das fazendas concluiu que mais de 40% dos produtores de leite já não conseguem cobrir seus custos totais.

3. A importância da autossuficiência e da segurança alimentar aumenta:

A interrupção da cadeia de suprimentos global provavelmente persistirá, criando incerteza para compradores e vendedores. Do ponto de vista do comprador, há preocupações com os longos períodos de transporte e a disponibilidade de produtos, o que – assumindo preços moderados – leva à formação de estoque e aumento da demanda de importação.

Em um mercado com alta elasticidade de preços, a autossuficiência se tornará ainda mais importante para garantir a segurança alimentar nos países. Além disso, alguns governos estão tentando regular o mercado nacional impondo impostos de importação e se concentrando no aumento da autossuficiência em lácteos.

4. As metas de sustentabilidade para a pecuária leiteira devem ser definidas com base no sistema de produção:

A pecuária leiteira é responsável por 2,2% do total de emissões globais de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, as vacas leiteiras fazem parte do ecossistema e os lácteos alimentam bilhões de pessoas, portanto, soluções para uma agricultura sustentável devem ser encontradas, com medidas abrangendo todas as dimensões de sustentabilidade da fazenda: ambiental, econômica e social.

Além disso, as soluções devem ser adaptadas a cada sistema agrícola e a cada país, a fim de atender a todos os requisitos para tornar os laticínios neutros em carbono sem sacrificar outras metas de sustentabilidade.

5. A pandemia continuará tendo impacto na indústria de laticínios e nos trabalhadores das fazendas:

Após o surto da pandemia de Covid-19, a indústria de laticínios se ajustou e inicialmente não sofreu nenhum grande impacto no preço, oferta e demanda do leite. À medida que a pandemia continua em 2022, a questão da disponibilidade de mão de obra pode afetar o trabalho nas fazendas leiteiras, bem como em toda a cadeia de valor. Isso aumentará a importância da produtividade e poderá acelerar a adoção de novas tecnologias.

Encontro acontece esta sexta-feira e conta com a presença do secretário de Estado da Agricultura, Rui Martinho.

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