Comitiva de deputados gaúchos pede que o Governo Federal compre o leite estocado do RS
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Uma comitiva de deputados estaduais do Rio Grande do Sul cobrou do governo federal uma solução para os baixos preços pagos pelo litro do produto, durante reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (Dem), nesta quinta-feira (14), no Palácio do Planalto, em Brasília.

O governo se comprometeu anunciar até o início do próximo mês a compra de pelo menos R$ 30 milhões para repassar a programas sociais, atendendo ao pedido de comprar o leite estocado, para amenizar a crise. Além disso, os produtores também querem garantias que impeçam a entrada de leite em pó importado no país.

“Nós esperamos que tenha uma taxação ou a possibilidade de um limite da entrada do leite para não ter a possibilidade da triangulação porque muito do leite que entra no Brasil vindo do Uruguai vem dos países da Europa já que o Uruguai tem essa prerrogativa”, diz o deputado estadual Edegar Pretto (PT), que acompanhou o encontro.

O secretário de Agricultura do RS, Covatti Filho (PP), disse que a compra do leite excedente ajuda, mas não resolve a crise. “Estamos felizes que há expectativa de compra. Quando você faz esse gesto, o mercado já aquece e há um aumento do preço”, disse.

As medidas são aguardadas por produtores como Tailor Diedrich, que enfrenta dificuldades devido à desvalorização, em sua propriedade, no interior de Estrela. Há um ano, ele fez um financiamento para investir R$ 400 mil para ampliar a produção de leite. Porém, não tem dinheiro para pagar as parcelas. Ele recebe R$ 1,35 pelo litro de leite, o que só paga custos de produção.

“Ta difícil, né. A gente não sabe da onde tirar. A gente já não sabe mais porque as parcelas vão daqui a pouco viro pra pagar então a gente vai ter que driblar vai ter que dar um jeito”, diz Tailor.

“Se a gente vai ter que trabalhar 14 horas, a gente trabalha, se precisar, trabalha mais. A gente trabalha mais porque a agricultura é assim colono está vivendo desse jeito”, completa o produtor.

O preço médio da cesta de derivados lácteos variou negativamente no mês de novembro/2021. Na média ponderada, a retração foi de 7,21%, em relação dos preços observados pela indústria de laticínios no mês anterior. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29/11) no Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano.

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