"O custo de produção da pecuária leiteira é desconhecido pela maioria das pessoas, inclusive dentro da cadeia produtiva, pois é um cálculo difícil que tem muitas nuances", observa o presidente da entidade
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“O custo de produção da pecuária leiteira é desconhecido pela maioria das pessoas, inclusive dentro da cadeia produtiva, pois é um cálculo difícil que tem muitas nuances”, observa o presidente da entidade

Os custos de produção da pecuária leiteira tem subido desde o início do ano. O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (RS), Marcos Tang, acredita que o aumento de custos no Estado tenha se aproximado de 15%. Ele também afirma que as pastagens de inverno podem ajudar a conter a alta, mas adverte que neste ano a estação conta com um volume de chuvas menor, o que pode impactar na produção.

“O custo de produção da pecuária leiteira é desconhecido pela maioria das pessoas, inclusive dentro da cadeia produtiva, pois é um cálculo difícil que tem muitas nuances”, observa Tang. “Por exemplo, se estamos pagando cerca de R$ 2,50 por quilo de ração concentrada com aditivo, e recebemos R$ 2,20 na venda, não estamos bem”, ele diz.

Tang observa que houve um atraso no implante das pastagens em função da estiagem que reduziu de duas a três pastadas das vacas neste ano.

A pesquisadora Natalia Grigol, do Centro de Pesquisas de Estudos Aplicados (Cepea), traça um panorama dos preços pagos ao produtor no mês de agosto. “A produção de leite no campo seguiu restrita e mais cara, e isso deve manter o leite valorizado nos próximos meses”, afirma ela.

Segundo Grigol, as recentes geadas na região Sul do país diminuíram bastante as pastagens, levando os produtores a adotarem novas estratégias de produção, para evitar uma queda ainda maior nos volumes.

Entre os custos de produção, o valor dos suplementos minerais subiu mais de 4% de junho para julho, acumulando alta de mais de 30% no ano. A saca de milho (60 kg), em junho, custava o eqivalente a 41 litros de leite, número que subiu para 42 litros em 2021.

“O aumento de preços no campo não tem garantido margens, não tem significado, portanto, rentabilidade para os produtores, que têm ampliado também a capacidade de aumento da oferta”, observa Grigol. “As indústrias também têm enfrentado o desafio de repassar o aumento de custos para o consumidor”, acrescenta ela.

A pesquisadora lembra que o Cepea prevê um aumento no consumo de leite conforme avança a vacinação do Covid-19, voltam as aulas e o setor de serviços retoma suas atividades.

Campanha consumo de leite – A Campanha da 1ª Semana do Leite, prevista para ocorrer na primeira quinzena de novembro, foi o tema central da 18ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada nesta sexta-feira (17).

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