O recente acordo bilateral com a União Europeia, a abertura do mercado chinês para o leite brasileiro e a aproximação comercial do Brasil com os Estados Unidos são notícias relevantes para o produtor de leite do país.
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

O recente acordo bilateral com a União Europeia, a abertura do mercado chinês para o leite brasileiro e a aproximação comercial do Brasil com os Estados Unidos são notícias relevantes para o produtor de leite do país. Essas aberturas comerciais ainda precisam ser mais bem definidas em seus termos e condições, e por isso ainda é difícil fazer previsões. Mas é esperado que a competição aumentará no mercado doméstico. Por outro lado, analisando alguns dados, é possível também antever oportunidades que poderão surgir se todo o setor se concentrar na boa gestão de sua produtividade.

A gestão das fazendas vai se tornar essencial nesse novo ambiente

A indústria do leite nacional é bastante grande. O Brasil é o quinto produtor mundial, com cerca de 7% do volume global. É uma força. Se investir em modernização e tecnologia, pode aumentar suas chances de competir e crescer, com maior qualidade do produto e maior eficiência de todo o processo produtivo. Na ponta, isso exigirá melhores fazendas produtoras, o que energizará produtores, fornecedores, veterinários e técnicos em um movimento que pode afetar toda a cadeia para melhor.

Do ponto de vista do produtor, a gestão das fazendas, que já era importante, vai se tornar essencial nesse novo ambiente. A boa notícia é que há muito a se fazer nessa área. Em sua edição de julho de 2019, em que avaliou o desempenho de 900 fazendas de leite gerenciadas do Brasil, o Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB) apontou que, na média geral, 15% das bezerras morrem antes de completar um ano de vida. Já nas fazendas Top 10% (as mais bem ranqueadas em relação à pontuação geral), 9% das bezerras morrem antes de um ano, indicando um claro potencial para melhoria. Esse é um fator que impacta diretamente a lucratividade de uma fazenda.

O próprio IILB já apontou o quanto, teoricamente, a boa gestão poderia fazer pela produtividade do leite nacional: se o rebanho leiteiro brasileiro tivesse o mesmo desempenho médio que as vacas das 900 fazendas avaliadas pelo índice (21,8 litros/animal/dia), o Brasil poderia multiplicar por quatro sua produção atual, que hoje gira em torno de 33 bilhões de litros. Uma oportunidade importante também para os produtores paranaenses. O Paraná é o terceiro maior produtor nacional, com grande competitividade. Seu rebanho tem alto porcentual de gado europeu, mais produtivo. Tem concentração geográfica e volume, o que facilita a logística, um fator de atração de novas empresas. E suas fazendas estão entre as mais tecnificadas do país. São razões pelas quais a indústria do leite do Paraná pode ganhar com um movimento focado na profissionalização da gestão, conquistando um papel ainda mais importante na indústria nacional do leite.”

Se temos que falar sobre os dois iogurtes clássicos por excelência, devemos falar sobre o iogurte natural e o iogurte grego, em suas versões integral e desnatado.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER