Iniciativa, batizada de 1ª Semana do Leite, ocorre na segunda quinzena de novembro. Produtores aprovam projeto.
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Foto: Gabriel Santtos

O produtor Amenofis Stacke, o popular None, de Linha Perau, interior de Marques de Souza, entende ser urgente e necessário criar formas de estimular o consumo de leite e seus derivados.

“É um alimento muito saudável e precisa sim estar cada vez mais na mesa do consumidor. Claro, antes de tudo é preciso buscar soluções para acabar com a questão da oferta e a procura, pois a partir disso temos a base para o valor pago e implica muito em nossos lucros, novos investimentos e até a manutenção na atividade.”

Na propriedade é mantido um plantel de 70 animais, entre vacas em lactação (34) e novilhas. São 20 hectares de terra própria e mais 9 arrendados, utilizados para produção de grãos e silagem para o rebanho.

A produção diária alcança 900 litros. “O valor pago por litro chega a R$3,34 de forma bruta.” Entre os diferenciais, destaca o certificado de propriedade livre de Tuberculose e Brucelose, o que garante a entrega ao laticínio e consumidor um produto de alta qualidade, dentro dos padrões sanitários exigidos.

Valorização da saudabilidade

O setor leiteiro trabalha na elaboração de uma campanha nacional para incentivar o consumo de leite e derivados no país. Batizada de 1ª Semana do Leite, a iniciativa mobiliza produtores, indústrias de laticínios e supermercados e deve ser lançada na segunda quinzena de novembro. Com foco nos pontos de venda, envolverá a produção de vídeos, cartazes e folders.

O tema foi discutido pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura (Mapa). Segundo o presidente da Câmara Setorial, Ronei Volpi, o mote da campanha é a valorização da saudabilidade dos produtos para pessoas de todas as idades. Ele diz que a ideia partiu da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e explica que a campanha não promoverá marcas específicas, mas os produtos como um conceito geral. “É uma campanha inédita no setor lácteo”, destaca Volpi.

Longo prazo

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Darlan Palharini, afirma que o objetivo é transformar a campanha em uma ação de longo prazo, promovida anualmente, a exemplo de ações como a Semana do Pescado, organizada pelo setor privado e pelo Mapa para estimular o consumo de peixes.

“É o primeiro teste para que possamos avançar nessa linha. Já houve alguns movimentos, mas não se conseguiu dar uma continuidade”, observa.

Além de destacar os atributos do leite e de seus derivados, a campanha destaca a importância da cadeia produtiva para a economia. Quarto maior produtor de leite do mundo, de acordo com o Mapa, o Brasil produz mais de 34 bilhões de litros por ano.

Dos 5.570 municípios brasileiros, 99% são produtores de leite. São mais de 1 milhão de produtores nacionais, a maioria da agricultura familiar. O setor movimenta mais de R$100 bilhões ao ano, gerando mais de 4 milhões de empregos no campo.

Para saber

O Vale do Taquari produziu 336,5 milhões de litros de leite em 2019, destacando-se o município de Estrela, com 42 milhões. Teutônia, com 33 milhões de litros, vem após, seguido de Anta Gorda, Arroio do Meio e  Vespasiano Corrêa, cada um com aproximadamente 20 milhões.

O valor de produção bruto supera os R$426 milhões.

Deputado federal goiano conseguiu aprovar proposta que tramitava desde o início de 2019 em defesa de um mercado equilibrado na indústria láctea.

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