Normalmente a alimentação de bovinos envolve pasto, sal e às vezes algum concentrado. Entretanto, nos rebanhos leiteiros a ração é ingrediente fundamental para estes animais.
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Normalmente a alimentação de bovinos envolve pasto, sal e às vezes algum concentrado. Entretanto, nos rebanhos leiteiros a ração é ingrediente fundamental para estes animais. Tal prática torna-se comum para otimizar a produção de leite, ganho de peso dos animais e consequente aumento da lucratividade pecuária.

 

À medida que se intensifica o manejo nutricional, surgem algumas intercorrências metabólicas que até então eram raridade, como a acidose ruminal. Com ela aparecem quadros de ruminites, abscessos hepáticos e outras enfermidades correlacionadas, como as broncopneumonias e laminite.

 

A acidose ruminal é uma doença decorrente da ingestão excessiva de alimentos hiperglucídios (carboidratos), que ocasiona o aumento na produção de ácidos graxos voláteis e ácido láctico, sendo ambos os principais para o desencadeamento do quadro digestivo. Esta mudança acontece pela alta ingestão de milho, trigo, sorgo, ração e arroz (grãos), bem como algumas frutas.

 

Estima-se que 10% a 15% dos animais em confinamento apresentam essa doença, cuja morbidade pode atingir entre 1% a 50% e a mortalidade, quando não tratados a tempo pode chegar até 90% dos casos e, mesmo os animais tratados, cerca de 40% pode morrer decorrente deste mal digestivo.

 

A acidose nada mais é que a produção excessiva de ácidos (AGVs e ácido lático) no rúmen. O maior problema dessa acidificação é a mortalidade dos protozoários e parte das bactérias, os quais são essenciais para o equilíbrio da microbiota (flora) ruminal (VECHIATO et al, 2008).

Animais doentes deixam de comer por um ou dois dias, associado à presença de diarreia osmótica constante nos quadros leve. Porém, nos casos mais graves ocorre também taquicardia, desidratação severa, além de depressão do estado geral, o que demanda um tratamento mais intenso para a recuperação completa do animal.

O tratamento consiste na reposição da microbiota ruminal associado a uma intensa fluidoterapia, que muitas vezes é extremamente difícil de ser realizado nas fazendas uma vez que a doença geralmente acomete muitos animais simultaneamente.

 

A forma mais eficiente de controle é por meio da prevenção. O uso de probióticos a base de cepasEnterococcus faecium e Saccharomyces cerevisiae são uma boa opção por terem ação direta no rúmen. Os mesmos permitem a formação de uma “barreira de proteção” nas paredes, agindo por competição com bactérias lactilíticas, consumindo grande proporção de ácido lático, reduzindo assim quadros de acidose e contribuindo para o consequente aumento do desempenho e produção dos animais.

Tais cepas e benefícios são encontrados no produto Probios Precise, por exemplo. Com fornecimento diário de 2 gramas/animal/dia, o ambiente ruminal torna-se saudável contra casos de acidose que possam surgir, e os benefícios podem ser vistos com apenas sete dias de uso contínuo. Os reflexos são vistos no tanque, pois ocorre um aumento da produção e melhora da qualidade de sólidos no leite, ou seja, tais vantagens são correlacionadas com o melhor custo/benefício e lucratividade.

 

A doença digestiva existe, o tratamento é complicado, mas a prevenção é certa. Desde que a prevenção seja feita também com uso de bons probióticos.

Referências

Acidose láctica ruminal: um risco nos confinamentos.Disponível em: <http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/dicas-de-sucesso/acidose-lactica-ruminal-um-risco-nos-confinamentos-44107/>. Acesso em: 16 jul. 2013.

MARUTA, C. A. e ORTOLANI, E. L. Susceptibilidade de bovinos das raças Jersey e Gir à acidose láctica ruminal: I – Variáveis ruminais e fecais. Ciência Rural, Santa Maria, v.32, n.1, p.55-59, 2002.

VECHIATO, T. A. F. et al. Estudo retrospectivo de abscessos hepáticos em bovinos abatidos em um frigorífico paulista.2009. Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci., São Paulo, v. 48, n. 5, p. 384-391, 2011.

VECHIATO, T.A.F.; SUCUPIRA, M.C.A.; ORTOLANI, E.L. Acidose Láctica Ruminal nos bovinos.Revista Ruminantes Revista de Medicina Veterinária, v.3, p.6–8.

A cadeia láctea tem sua dinâmica moldada por vários aspectos, os quais refletem diretamente no preço do leite pago aos produtores.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

newsletter

ASSINE NOSSO NEWSLETTER