Ministra da Agricultura disse também que há questões anteriores que precisam ser resolvidas
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Ministra da Agricultura disse também que há questões anteriores que precisam ser resolvidas

 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina.  / Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta quarta-feira (3) que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia preocupa o setor do leite, mas há questões anteriores ao tratado que precisam ser resolvidas. “Sem o acordo, o leite é um setor que já nos preocupa muito. Mas é uma boa oportunidade para o setor se modernizar e é claro que o governo precisa ajudar”, disse em coletiva de imprensa para falar do acordo. Ela citou as conversas dentro do governo para que haja isenção de até 35% na importação de máquinas para o setor. A ministra contou da realização nesta quarta de reunião da Câmara Setorial do Leite, justamente para que “esse setor possa ser mais competitivo interna e externamente”.

Tereza Cristina ponderou, no entanto, que o acordo entre Mercosul-UE trouxe ganhos para o setor dos queijos, que era um assunto que também preocupava os produtores. “Quem está preocupado é o produtor rural (de leite); temos que fazer arrumação interna e achar políticas públicas para que fiquem competitivos”, disse. “O problema do leite é que temos que arrumar a cadeia com infraestrutura, logística, melhorando a qualidade (do produto).”

“Precisamos trabalhar internamente – leite é um setor que temos cuidado desde o primeiro dia dessa gestão porque sabemos que tem problema hoje internos. Temos que correr agora com o acordo para achar soluções para o pequeno produtor; temos que suprir mercado interno e o excedente tentar exportar, aí fazemos boa composição para o setor e ter competitividade”, afirmou a ministra.

Vinho terá fundo para investir em produção e modernização

Como antecipado pelo Broadcast/Estadão, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, confirmou que o setor de vinhos e espumantes receberá ajuda do governo nos próximos anos devido ao acordo entre Mercosul e União Europeia. “Tem um esforço internamente para que esse setor receba ajuda e assim possa se modernizar. Vamos ter a criação de um fundo para investir em produção e modernização do setor”, afirmou a ministra em coletiva de imprensa.

De acordo com a ministra, os recursos do vinho nacional e importado virão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do imposto sobre a produção local. Eventualmente, o setor poderá receber recursos da União. “Se entrarem mil garrafas de vinho, o IPI sobre essas garrafas irá para o fundo e o que se paga internamente de IPI também vai para o fundo”, afirmou Tereza Cristina. “Isso deve entrar em vigor o mais rápido possível”, defendeu a ministra.

O embaixador Orlando Ribeiro disse que não há um valor fechado para o fundo, porque é um “fluxo”. “A gente calcula que seja bom algo em torno de R$ 150 milhões por ano para poder trabalhar e dar musculatura ao setor”, disse o embaixador.

Os vinhos terão um período de oito anos de desgravação, segundo o acordo. O período de transição para espumantes é de 12 anos, com preço mínimo fixo de entrada de 8 dólares por litro. Após os 12 anos, serão zeradas as tarifas para os espumantes e começa o livre-comércio efetivamente.

O preço médio da cesta de derivados lácteos variou negativamente no mês de novembro/2021. Na média ponderada, a retração foi de 7,21%, em relação dos preços observados pela indústria de laticínios no mês anterior. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29/11) no Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano.

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