Além de ter um dos menores estoques de passagem de soja da história, devido ao forte aumento das exportações, o Brasil convive com outro problema ainda mais preocupante
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Além de ter um dos menores estoques de passagem de soja da história, devido ao forte aumento das exportações, o Brasil convive com outro problema ainda mais preocupante: a falta de milho para ração em alguns estados, como no Rio Grande do Sul. O assunto será debatido em audiência on-line, às 10h desta quarta-feira 19, pela Frente Parlamentar da Agricultura Familiar com a superintendente de Abastecimento Social da Conab, Diracy Lacerda.

Articulado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, deputado Heitor Schuch (PSB/RS), o encontro terá a participação da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS) e de sindicatos dos trabalhadores rurais.

Conforme Schuch, há uma grande demanda por milho entre os produtores de leite, aves e suínos do estado. O problema, assinala, se agravou nas últimas semanas e afeta especialmente a agricultura familiar.

Com a seca que provocou quebra de 27,7% na safra gaúcha, segundo o IBGE, a oferta de milho, que tradicionalmente é reduzida, caiu ainda mais, elevando o preço do produto. A saca de 60 quilos no mercado chega a ser vendida por até R$ 65, valor considerado inviável para as pequenas propriedades, observa o parlamentar.

De acordo com ele, o preço do milho balcão comercializado pela Conab é menor (R$ 48 a saca), mas a logística para entrega, em armazéns distantes de alguns polos produtivos, encarece o frete, o que acaba não compensando.

No Vale do Taquari, por exemplo, enfatiza o coordenador da regional sindical Mauro Lui, o local mais próximo é o município de Marau, obrigando agricultores a percorrer mais de 200 quilômetros. “Se estivesse depositado em armazéns da região, facilitaria o transporte e reduziria o custo”.

A quantidade permitida por produtor, de 14 toneladas/mês, também é considerada baixa, muito aquém da necessidade, principalmente na bovinocultura de leite, cujo limite de compra é de R$ 35 quilos/animal/mês. Uma vaca que produz 30 litros consome no mínimo 7 quilos de ração/dia.

A necessidade de renovar o cadastro junto à Conab todos os anos também é criticada por agricultores familiares. Eles alegam que todos os dados – entre eles, o do número de animais – estão disponíveis nas inspetorias veterinárias e podem ser compartilhados.

“O governo precisa aumentar o volume permitido por produtor, melhorar a logística de distribuição e garantir oferta do produto, trazendo mais milho do Centro-Oeste para o RS e rever essa exigência do cadastro. A própria DAP já serviria como documento comprobatório”, reforça Schuch.

Para incentivar a silagem a secretaria Municipal de agricultura está oferecendo tratores à comunidade.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER