Balanço feito pela entidade aponta situação crítica no leite e perda de rentabilidade nos grãos
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Dados foram apresentados durante a coletiva de fim de ano da federação | Foto: Hoana Talita Gehlen / Divulgação / CP

O aumento dos custos de produção e a consequente queda nas margens de rentabilidade do agricultor familiar foi o tema principal do balanço anual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), apresentado nesta quinta-feira (2). Levantamento feito pelos assessores de política agrícola da entidade constatou que na produção de milho o custo de produção subiu 32,44% em relação ao ciclo passado, sendo necessário desembolsar R$ 4.511,64 para implantação de cada hectare. Já a cotação do grão, que chegou a atingir R$ 100,00, hoje está por volta dos R$ 80,00. Além de plantar mais caro com remuneração menor, segundo o vice-presidente da Fetag, Eugênio Zanetti, já se estima perda de 30% das lavouras do Estado, pela insuficiência de chuva, o que atingirá, pelo terceiro ano seguido, as cadeias do leite, das aves e dos suínos.

A pesquisa indica alta de 46,1% nos custos de produção da soja, onde o desembolso na safra 2021/2022 ficou em R$ 3.852,00 por hectare, também com risco de perdas, já que houve atraso no plantio em razão da pouca umidade. No trigo, o aumento do custo foi de 45,1%, R$ 4,218,40 por hectare; nas aves (produtores integrados), 12,01% por animal; e no leite, 33,1%. O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, observa que, no leite, a situação é particularmente crítica pois a base de cálculo para o preço de referência a ser pago ao produtor, feita pelo Conseleite (do qual a federação se retirou e aguarda para o dia 7 dezembro nova reunião para renegociar o sistema de precificação), parte de uma base de custos completamente defasada, com indicadores de 2019. “Foi necessário nós nos afastarmos do Conseleite para que se abrisse a discussão da metodologia de cálculo do preço de referência. O conselho como ele é hoje não nos serve mais”, afirma Joel.

A federação argumenta ainda que, assim como a conjuntura de custos em alta e preços em queda, a diminuição do poder de compra do consumidor tem impacto direto na renda do agricultor familiar. A cesta básica de alimentos, que em 2018 correspondia a 47,16% do salário mínimo, representa hoje 62,83% da remuneração.

Para o próximo ano, a Fetag projeta o incremento das ações de Assistência Técnica Rural (Ater), que vem organizando desde 2019. Atualmente, a entidade tem 92 sindicatos e sete das 23 regionais com profissionais de Ater, num total de 112 técnicos contratados. Também para 2022, já tem data marcada o 10º Grito de Alerta, que ocorrerá no dia 3 de março, em Ijuí.

A fraca demanda pressionou o valor, que caiu 0,6% no mês e 5,6% em 12 meses.

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