No acumulado janeiro-março de 2019, registraram retração em relação a igual período de 2018, os produtos manufaturados (-9,8%, para US$ 19,442 bilhões) e semimanufaturados (-3,5%, para US$ 7,160 bilhões), enquanto cresceram as vendas de produtos básicos (+8,7%, para US$ 26,421 bilhões).

Entre janeiro e março de 2019, a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 10,889 bilhões. Esse valor é 10,04% menor que o registrado em igual período do ano passado (US$ 12,104 bilhões).

Na parcial de 2019, até o momento, período que contou com sessenta e um dias úteis, as exportações brasileiras somaram US$ 53,026 bilhões, com média diária de US$ 869,3 milhões (queda de 2,75% sobre o mesmo período do ano passado). As importações, por sua vez, totalizaram US$ 42,138 bilhões, ou US$ 690,8 milhões por dia útil, com queda de 0,67% em relação ao mesmo período de 2018.

No mesmo período do ano anterior, que também teve sessenta e um dias úteis, as exportações brasileiras somaram US$ 54,526 bilhões (média diária de US$ 893,9 milhões), enquanto as importações totalizaram US$ 42m423 bilhões (média diária de US$ 695,5 milhões).

Destaques da Exportação em Janeiro-Março 2019

No grupo dos manufaturados, ocorreu retração principalmente em: veículos de carga (-52,2%), automóveis de passageiros (-44,7%), autopeças (-21,8%), óxidos e hidróxidos de alumínio (-18,2%), plataforma para extração de petróleo (-16,1%), óleos combustíveis (-12,5%), polímeros plásticos (-12,1%), máquinas e aparelhos para terraplanagem (-11,8%), laminados planos de ferro ou aço (-7,8%), chassis com motor para automóveis (-5,0%), pneumáticos (-4,7%), motores para veículos e partes (-2,1%).

Dentro dos semimanufaturados, as maiores quedas ocorreram nas vendas de: óleo de soja em bruto (-40,1%), açúcar em bruto (-32,8%), couros e peles (-22,9%), estanho em bruto (-4,5%), ferro-ligas (-3,7%).

Com relação à exportação de produtos básicos, houve aumento de receita de: algodão em bruto (+64,9%), milho em grão (+52,6%), soja em grãos (+22,2%), fumo em folhas (+19,4%), café em grãos (+5,8%), minério de ferro (+3,5%) e petróleo em bruto (+3,0%).

Por mercados compradores, cresceram as vendas para os principais destinos, a saber: América Central e Caribe (+63,4%, por conta de plataforma para extração de petróleo, cobre em barras, perfis, fios, etc., milho em grãos, perfis e fios de ferro/aço, torneiras, válvulas e partes, óleos combustíveis, soja em grãos, óleo de soja refinado, madeira serrada ou fendida, motores e geradores elétricos), Oceania (+52,0%, por conta de óleos combustíveis, açúcar em bruto, celulose, ônibus e outros veículos p/ mais de 10 pessoas, tratores, lagostas congeladas, motores e geradores elétricos, pneumáticos, óleo de soja em bruto), Oriente Médio (+19,3%, principalmente por conta de aviões, minério de ferro, farelo de soja, partes de motores e turbinas para aviação, motores e turbinas p/ aviação, carne bovina, soja em grãos, cobre em barras, perfis, fios, etc., tubos de ferro fundido, laminados planos de ferro/aço), e Ásia (+14,5%, sendo que China, Hong Kong e Macau cresceu 12,7%, para US$ 14,3 bilhões, por conta de soja em grãos, petróleo em bruto, fumo em folhas, algodão em bruto, minério de cobre, ferro-ligas, minério de manganês, açúcar em bruto, celulose, óleos combustíveis, coque e betume de petróleo) e Estados Unidos (+5,2%, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, partes de motores e turbinas para aviação, gasolina, aviões, ferro fundido, máquinas e aparelhos p/ terraplanagem, laminados planos de ferro/aço, polímeros plásticos, café em grãos, alumínio em barras, perfis, etc., motores e geradores elétricos). Por outro lado, retrocederam as compras do Mercosul (-38,2%, sendo que para a Argentina diminuiu 46,7%, por conta de automóveis de passageiros, veículos de carga, tratores, autopeças, máquinas e aparelhos p/ terraplanagem, máquinas e aparelhos p/ uso agrícola, óleos combustíveis, chassis com motor p/ automóveis, polímeros plásticos), União Europeia (-20,3%, por conta de plataforma para extração de petróleo, minério de ferro, petróleo em bruto, tubos de ferro fundido, minério de cobre, óleos combustíveis, ferro-ligas, laminados planos de ferro/aço, silício, máquinas e aparelhos para terraplanagem) e África (-17,7%, em decorrência de açúcar em bruto, açúcar refinado, petróleo em bruto, tratores, chassis com motor p/ automóveis, carne bovina, tubos de ferro fundido, carnes bovina e de frango, máquinas e aparelhos p/ terraplanagem, óxidos e hidróxidos de alumínio).

Os principais países de destino das exportações, no acumulado janeiro-março/2019, foram: 1º) China, Hong Kong e Macau (US$ 14,3 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 6,7 bilhões), 3º) Argentina (US$ 2,3 bilhões), 4º) Países Baixos (US$ 2,0 bilhões) e 5º) Panamá (US$ 1,4 bilhão, por conta de plataforma de extração de petróleo).

Destaques da Importação em Janeiro-Março 2019

No acumulado janeiro-março de 2019, quando comparado com igual período anterior, houve crescimento em bens de capital (+5,9%) e bens intermediários (+2,2%) e retração nas compras de combustíveis e lubrificantes (-16,1%) e bens de consumo (-4,4%).

Por mercados fornecedores, na comparação janeiro-março 2019/2018, cresceram as compras originárias dos principais mercados, a saber: Oceania (+25,5%, por conta de hulhas, inseticidas e herbicidas, artigos e aparelhos de prótese ortopédica, níquel não ligado, instrumentos e aparelhos médicos, pasta química de madeira), Ásia (+14,0%, sendo que China, Hong Kong e Macau cresceu 30,0%, por conta de motores e geradores elétricos, circuitos impressos e aparelhos para telefonia, coques e semicoques de hulha, sulfato de amônio, adubos e fertilizantes, máquinas e aparelhos para terraplanagem, laminados planos de ferro/aço, barras e perfis de alumínio), Mercosul (+10,8%, sendo que da Argentina foi +13,7%, por conta de veículos de carga, trigo em grãos, naftas, malte inteiro ou partido não torrado, cevada em grãos, leite e creme de leite concentrado, feijão preto em grãos, garrafas, frascos e recipientes de vidro, ureia mesmo em solução aquosa) e África (+6,7%, por conta de ureia mesmo em solução aquosa, superfosfatos, paládio em formas brutas, semimanufaturadas ou em pó, petróleo em bruto, alumínio em bruto, ferro-ligas). Por outro lado, retrocederam as importações originárias daAmérica Central e Caribe (-26,1%, por conta de amônia, álcoois acíclicos e derivados, instrumentos e aparelhos médicos, medicamentos p/medicina humana e veterinária, borracha natural, artigos de prótese, circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos), União Europeia (-7,3%, por conta de óleos combustíveis, autopeças, medicamentos p/ medicina humana e veterinária, compostos de funções nitrogenadas, máquinas e aparelhos para moldar borracha e plástico, naftas, cloreto de potássio, automóveis de passageiros), Oriente Médio (-6,6%, por conta de petróleo em bruto, ureia mesmo em solução aquosa, gás natural liquefeito, enxofre, álcoois acíclicos e derivados, desperdícios e resíduos de alumínio, máquinas e aparelhos de impressão) e Estados Unidos (-5,7%, por conta de óleos combustíveis, gás propano liquefeito, etanol, gasolina, soda cáustica, autopeças, aviões, partes de motores e turbinas para aviação, hulhas, tubos de ferro/aço, máquinas e ferramentas para forjar e estampar metais).

Os principais países de origem das importações foram: 1º) China, Hong Kong e Macau (US$ 10,4 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 6,5 bilhões), 3º) Argentina (US$ 2,7 bilhões), 4º) Alemanha (US$ 2,4 bilhões) e 5º) Coreia do Sul (US$ 1,1 bilhão).

Balança Comercial Brasileira em Janeiro de 2019

A balança comercial brasileira fechou o primeiro mês de 2019 com um saldo positivo de US$ 2,192 bilhões – com quatro das cinco semanas do mês apresentando superávit comercial. Esse foi o pior resultado da balança comercial para meses de janeiro nos últimos quatro anos. Janeiro de 2019 contou com vinte e dois dias úteis. Clique aqui para mais detalhes.

Balança Comercial Brasileira em Fevereiro de 2019

Nas cinco semanas de fevereiro de 2019 (entre os dias 01 e 28), período que contou com vinte dias úteis, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,673 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 16,293 bilhões e importações de US$ 12,620 bilhões.

Balança Comercial Brasileira em Março de 2019

Nas cinco semanas de março de 2019 (entre os dias 01 e 31), período que contou com dezenove dias úteis, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,990 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 18,120 bilhões e importações de US$ 13,130 bilhões. Clique aqui para mais detalhes.