A missão do Banco Mundial, que visita a Paraíba para apoiar a implementação do Projeto Paraíba Rural Sustentável, realizou, nessa quinta (9) e sexta-feira (10),
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Depois de presidirem no início da semana a reunião de trabalho que discutiu a implementação do projeto Paraíba Rural Sustentável, o gerente do Projeto no Banco Mundial, Maurizio Guadagni, e o especialista em agronegócios e riscos agropecuários do Bird, Pablo Valdivia, visitaram, na quinta-feira (9), em Campina Grande, o escritório regional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Maurizio e Pablo estavam acompanhados do secretário executivo do Projeto Cooperar, Omar Gama, e das técnicas Elisane Abrantes e Valdecy Freire, além do chefe de gabinete Marcílio Nóbrega.

Em Campina, participaram de uma reunião com técnicos da Embrapa e conheceram projetos de adoção de tecnologia desenvolvidos e transformados para o setor produtivo do semiárido paraibano. Liv Soares, chefe geral do órgão, disse que “a tecnologia será o meio mais rápido para implantar mais projetos e um desafio muito importante para serem desenvolvidos pela Embrapa e pelo Projeto Cooperar. É impossível desenvolver a agricultura sem a mecanização”, observou Liv.

Também conheceram o funcionamento da mini-usina de beneficiamento de capim e algodão, além do laboratório de fibras e fio, onde fica exposto o algodão colorido. Na ocasião, o pesquisador de automação e pesquisa da produção, Odilon Reny, e o analista de capacitação e organização da produção na agricultura familiar, Waltemilton Cartaxo, apresentaram slides e disseram que “a mecanização não é sinônimo de desemprego, mas um avanço para o agricultor”.

De Campina Grande, Maurizio Guadagni seguiu para o município de Sumé, no Cariri paraibano, sem Pablo Valdivia, que retornou para o BM. Guadagni observou o funcionamento dos sistemas de dessalinização vertical das comunidades Princesa de Juá e Sítio Pitombeira, que atendem a 75 famílias da redondeza com água potável de qualidade, sendo 25 na primeira e 50 na segunda localidade.

Em Princesa de Juá, o dessalinizador foi financiado pelo Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase)em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Programa Água Doce, executado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos HídricoseMeio Ambiente (Seirhma) em parceria com o Governo federal.Os equipamentos foram fabricados com tecnologia para não degradar o meio ambiente.

O equipamento do Sítio Pitombeira foi implantado com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, segundo informaram Robi Tabolka, coordenador estadual do Programa Água Doce da Seirhma, e Joseane Bezerra de Freitas, mobilizadora social do Procase. Dos 93 projetos, 53 já estão operando e assistindo diretamente 5.400 famílias e indiretamente mais de 15 mil pessoas.

Nessa sexta-feira (10), Guadagni foi para a comunidade Mulungu, onde conheceu o projeto produtivo de caprinocultura que abastece o tanque de resfriamento de leite que tem capacidade para armazenar 500 litros/dia, o qual fica a 6 km de Monteiro. Esse projeto beneficia 80 famílias das comunidades Bredos, Pau D’Arco e Riacho Verde. Também conheceu o espaço que contempla o plantio de palma resistente à cochonilha do carmim, que serve de alimento para os rebanhos caprino e bovino para fortalecimento das unidades produtivas. Na ocasião, também viu a sala de ordenha.

Ainda no Cariri, Guadagni se inteirou do funcionamento da Cooperativa de Beneficiamento de Leite e Unidade de Produção e Beneficiamento (Capribom), instalada em Monteiro, que atende ao produtor de leite de cabra e vaca, recebendo sua produção, beneficiando e transformando parte em derivados. A empresa tem 550 sócios, oferece 400 empregos diretos e 1.200 indiretos e um volume de produção atual de 10 mil litros por dia e uma capacidade de beneficiamento instalada de 2 mil litros de leite por hora.

A Capribom beneficia diretamente seus associados e indiretamente favorece a 1.440 pessoas, além de 120 mulheres. A produção de leite pasteurizado, queijos, manteiga, iogurte e bebidas lácteas, é vendida para os mercados público e privado, segundo informaram Fabrício de Souza Ferreira, presidente da Capribom e   Francisco Rubens Remígio, gerente de negócios e responsável técnico da empresa. Eles fizeram uma exposição das expectativas da Cooperativa para o futuro.

A cadeia láctea tem sua dinâmica moldada por vários aspectos, os quais refletem diretamente no preço do leite pago aos produtores.

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